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domingo, 4 de fevereiro de 2018

O submundo dos vídeos que humilham e expõem crianças no YouTube

Letícia Mori
Da BBC Brasil em São Paulo
1 fevereiro 2018

Atenção: o conteúdo e as imagens desta reportagem podem ser considerados chocantes.

Vídeos chocantes no YouTube
Image captionPlataforma anunciou retirada de dezenas de milhares de vídeos chocantes, mas problema persiste | Fotos: Reprodução/YouTube

A plataforma de vídeos mais popular do mundo tem um problema sério com seu conteúdo: usuários têm publicado centenas de vídeos com crianças em situações íntimas, violentas ou humilhantes e conseguido milhares de visualizações com a exploração dessas imagens.

O curso que 'ensina a ser feliz', o mais concorrido da Universidade de Yale

BBC
2 fevereiro 2018
Um quarto dos alunos da Universidade de Yale, nos EUA, se inscreveu em janeiro em uma nova matéria chamada Psicologia e Vida Boa, que ensina como ser feliz.
"O objetivo é que os estudantes aprendam a ciência da felicidade e a ponham em prática", disse Laurie Santos, professora da matéria, ao jornal universitário Yale Daily News.
Com mais de 1,2 mil alunos inscritos, o curso se tornou o mais popular nos três séculos de história de Yale. O recorde anterior datava dos anos 1990, com 1.050 alunos inscritos no curso Psicologia e a Lei, oferecido pelo presidente da universidade, Peter Salovey.
O curso, conhecido como Psyc 157, se fundamenta nos conceitos da psicologia positiva, uma área científica iniciada em 1998 e que estuda a felicidade e o bem-estar.

A política sexual em janeiro de 2018

Janeiro de 2018 foi marcado por um acirrado debate feminista transnacional. Coincidindo com a premiação dos Golden Globes, cujo clima foi definido pelos efeitos do #MeToo e pelo lançamento da nova campanha #TimeIsUp pela paridade salarial no mundo das artes, um manifesto assinado por 100 mulheres artistas e escritoras francesas foi publicado no Jornal Le Monde com o título a “Liberdade de Importunar”, criticando vieses e excessos da primeira iniciativa. As reações foram imediatas, tanto na França quanto nos EUA. Embora a repercussão da polêmica não tenha sido homogênea nos países do sul global, ela foi muito intensa no Brasil.  O Observatório de Sexualidade e Política acompanhou de perto os primeiros momentos da controvérsia e fez uma compilação bastante completa de notícias e artigos publicado no Brasil. Mas também recomendamos a leitura da compilação de artigos em inglês e em francês, pois eles nos dizem que muito antes do Manifesto das francesas, interrogações estavam sendo feitas à campanha por feministas norte-americanas. Também chamamos atenção à diversidade de vozes envolvidas no debate, como por exemplo as mulheres e homens trans.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Museu tira quadro de mostra para debater sexismo

Galeria de Manchester quer estimular debate com exclusão de pintura do século 19 que mostra ninfas nuas seduzindo um jovem. Visitantes são convidados a opinar sobre decisão.
02.02.2018
Pintura Hylas e as ninfas, do artista inglês John William Waterhouse
Pintura "Hylas e as ninfas", do artista inglês John William Waterhouse
A pintura de 1896 Hylas e as ninfas, do artista inglês John William Waterhouse, descreve uma cena da mitologia greco-romana em que um grupo de ninfas nuas seduz um jovem a se afogar num lago, levando-o à morte. Durante anos, ela esteve exposta na Manchester Art Gallery.

29 mulheres são presas no Irã por tirar o véu em público


Em movimento contra a obrigatoriedade islâmica do uso do véu, iranianas protestam em todo o país tirando o hijab e pendurando-o em uma vara

A polícia do Irã deteve quase trinta mulheres em Teerã por terem tirado o véu (chamado de hijab no mundo islâmico) em público para protestar contra o uso obrigatório desde a Revolução Islâmica de 1979, informaram vários veículos locais.

Por que os homens deixaram de usar saia, salto alto e peruca

No corte de Luis XIV havia poucas coisas tão importantes quanto ostentar saltos vermelhos

Cincinato abandona o arado para ditar leis a Roma, de Juan Antonio Ribera (1806)
Cincinato abandona o arado para ditar leis a Roma, de Juan Antonio Ribera (1806)
Antes de ser apropriado pelas mulheres, o salto alto foi um símbolo de status para os homens. A afirmação é da historiadora Maude Mass-Krueger, em um texto publicado no Google Arts & Culture no qual conta a história desse acessório e que foi lido e compartilhado nos últimos dias. Esse não era, porém, o único acessório que os homens usavam e que são vistos hoje como próprios das mulheres: ao longo da história, elas também ficaram com as saias e a maquiagem. Por que eles deixaram de usá-los?

Bazar do SOS Ação Mulher e Família, 03 de fevereiro de 2018

O Bazar Beneficente do SOS Ação Mulher e Família foi um sucesso!
Agradecemos a todos que contribuíram para isso.
Aguardem o próximo!











A Fórmula 1 abre mão das ‘grid girls’

Uma ‘grid girl’ no Grande Prêmio Brasil de 2017
Uma ‘grid girl’ no Grande Prêmio Brasil de 2017 GETTY
É uma das imagens mais recorrentes do espetáculo da Fórmula 1: de um lado do piloto, com a bandeira ou o número na mão, contratadas para ser vistas, como acessório de uma competição 100% masculina. São as modelos da Fórmula 1, as grid girls, e não voltarão a um Grande Prêmio.

Contra o humilhante teste da virgindade na Índia

Acaba o casamento, mas não há tempo para fotos felizes. Começa a humilhação. Ambos são chamados diante do conselho da casta. Um grupo de veneráveis anciãos se senta em círculo diante dos recém-casados e suas famílias e interroga a noiva sobre possíveis doenças contagiosas. Minutos mais tarde, o casal é enviado a um quarto enquanto o panchayat (líder da comunidade) se reúne com as famílias, que lhe pagam uma doação forçosa. Começa o ritual. Algumas mulheres verificam se a noiva não tem nenhuma ferida no corpo e escondem qualquer objeto cortante com o qual possa falsificar o teste. Lençóis escrupulosamente limpos sobre o leito conjugal para o qual a noiva se deixa levar tão depressa quanto entra seu marido. Fora, membros da família esperam que terminem de consumar o ato.

Depois da polémica, organização dos Grammys promete lutar pela igualdade de género

2 FEV 2018

A organização dos Grammys prometeu empenhar-se mais para superar o desequilíbrio de género, depois de vários artistas terem criticado a ausência de prémios para mulheres e pelos comentários do diretor da organização.

A Recording Academy, formada por 13 mil músicos profissionais que votaram nos prémios mais prestigiados da indústria, disse que está a organizar uma comissão independente para analisar a representação dos géneros nos Grammy Awards.

Estudo da Nova/sb evidencia novo dossiê sobre intolerância na web

Por 

O Comunica que Muda (CQM), iniciativa digital da agência, mergulhou novamente na internet e lança agora o segundo Dossiê das Intolerâncias nas Redes. Foram monitorados os meses de julho a setembro de 2017, classificando os comentários a partir de dez tipos diferentes de intolerância: em relação à aparência das pessoas, às classes sociais, às deficiências, homofobia, misoginia, política, idade/geração, racismo, religião e xenofobia. A primeira edição monitorou também três meses, um ano antes.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

ENTREVISTA ANTÓNIO DAMÁSIO "Quando me perguntam qual é o maior cientista de sempre, respondo: na minha área, é Shakespeare"

Cada vez mais biólogo e menos neurocientista, António Damásio insiste nas humanidades para formar homens e cientistas. No seu mais recente livro dá primazia aos sentimentos como formadores de consciência e motor da ciência, e refere a necessidade de um pacto global sobre educação.

ISABEL LUCAS (Texto) e RUI GAUDÊNCIO (Fotografia)  5 de Novembro de 2017

O que leva um estudante a levantar a mão quando o professor lhe fala de um tema que o intimida? Como reagirão as gerações que cresceram com as redes sociais, quando precisarem de tempo, mais tempo, do que o imediato? Estamos a viver uma crise na actual condição humana diz António Damásio no seu mais recente livro, A Estranha Ordem das Coisas, que dá prioridade aos sentimentos. Na vida, na ciência, na cultura. Horas depois de aterrar em Lisboa não esconde a emoção perante a edição portuguesa da Temas e Debates. Sorri. Pega no livro de quase 400 páginas, olha a contracapa e retrai a vontade imediata de ver tudo ali. Mais tarde confessará que é um chato com o português. Escreve em inglês, pensa em inglês, mas o português é a sua língua. Quando, ao longo da conversa, na oralidade, lhe sai um vocábulo em inglês trata de arranjar a tradução certa, sobretudo se for para descrever um sentimento. É que são os sentimentos o que está antes de tudo no livro que dedica à sua mulher, Hanna Damásio, e na conversa onde haverá de dizer, já desligado o gravador, que também fala alemão e namora em italiano. "É a língua do amor", refere. Como aprendeu? "A ouvir as óperas de Verdi." 

Arrasa, Manx!

2 de dezembro de 2016
O vídeo Arrasa, Manx! é um retrato de um desses segmentos: a juventude LGBT periférica de São Paulo.

O estereótipo do “mundo gay” é glamoroso: champanhe, purpurina, alta-costura, design. Mas, como todo estereótipo, é falso. Os LGBTs estão presentes em todos os segmentos, camadas e tribos da sociedade, com diferentes estilos, preferências e modos de vida. O vídeo Arrasa, Manx! é um retrato de um desses segmentos: a juventude LGBT periférica de São Paulo.
Edy tem 19 anos e é técnico de enfermagem; Jasmyn tem 18 e está concluindo o ensino médio. Embora vivam em extremos opostos da metrópole (Capão Redondo, na zona sul, e Parque Edu Chaves, na zona norte), eles têm pontos em comum e também muitas diferenças. Jasmyn é uma pessoa transexual não binária, que pela primeira vez se “monta” como drag queen para participar da Parada LGBT; Edy, “homossexual com muito orgulho”, nos leva a uma animadíssima boate gay na Vila Remo, extremo sul da cidade. Enquanto se preparam para o “rolê”, contam ao espectador o que pensam sobre família, trabalho, preconceito e amor.
O filme foi produzido pela Pública com recursos do 8º Chamado Público do Núcleo de Jornalismo do Canal Futura. Foi selecionado para o 24º Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade, em que foi exibido em duas sessões na mostra “Lacrações Periféricas”, em novembro deste ano.

Checamos quatro frases sobre os riscos do aborto

Site ligado à Igreja Católica, GravidezIndesejada.com.br traz dados incorretos sobre o misoprostol, droga utilizada para realização de abortos legais no SUS
22 de Janeiro de 2018
Por conta de um homônimo, um editor da Agência Pública recebeu acidentalmente em sua caixa de emails uma mensagem do site “Gravidez Indesejada”. O email chamou a atenção da equipe de redação para a associação responsável pela página, que declara ter “20 anos de experiência em ajudar as mulheres com uma gravidez indesejada”. O site promete atendimento personalizado, sigiloso e gratuito para que as mulheres grávidas possam “resolver rapidamente e de forma segura os seus problemas”. Em uma de suas seções, o portal responde dúvidas comuns sobre o uso do misoprostol, substância que é utilizada em hospitais brasileiros para realização do aborto legal – e que também é usada, ilegalmente, sob o nome comercial Cytotec, para abortos ilegais.
A mensagem encaminhada por engano deu origem a uma reportagem investigativa, que revela como a equipe do site atrai as mulheres grávidas para a sede da organização. Lá, elas são dissuadidas de interromper a gravidez por psicólogos ligados à Igreja Católica e assistem slides sobre as consequências negativas do aborto na vida da mulher. Além da reportagem, o email resultou também em uma checagem do Truco – projeto de checagem de fatos da Agência Pública. O Truco verificou a veracidade de quatro alegações do site sobre os riscos do misoprostol como método abortivo. A apuração concluiu que três das frases são falsas. Confira:

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Abortei na Colômbia porque o governo brasileiro falhou comigo

Rebeca Mendes, primeira brasileira a começar uma batalha judicial para que sua decisão de interromper uma gravidez não desejada fosse respeitada, conta suas razões
REBECA MENDES
26 JAN 2018
Meu nome é Rebeca Mendes, sou estudante de Direito brasileira, tenho 30 anos e dois filhos, um de nove e outro de seis anos. Vivo em São Paulo, a maior cidade da América do Sul. Já devem ter ouvido falar de mim: sou a primeira brasileira e talvez a primeira latino-americana a entrar com uma ação na instância judicial superior do meu país para que minha decisão de interromper uma gravidez não desejada fosse respeitada. Muitos questionaram minha decisão ou me criticaram sem sequer me conhecer. Por este motivo, peço sua atenção para que eu possa me apresentar.