
Empoderamento na forma de um resort de luxo. Um espaço único para elas praticarem atividades saudáveis com a premissa de “concentrar-se em si mesma”, embora não isento de estereótipos de gênero
MARÍA L. VILLODRES
25 FEV 2018
El País
As redes de mulheres estão ganhando terreno. Clubes exclusivos só para elas como o The Wing, que não para de crescer. Círculos de trabalhadoras, grupos de empoderamento feminino no Facebook e inclusive a comunidade feminista no Twitter que, embora não se reúna sob um nome, existe. Mulheres se apoiando em muitos lugares e de muitas maneiras diferentes. Essa é a ideia à qual a empresária norte-americana Kristina Roth quis se juntar com a SuperShe Island. Uma paradisíaca ilha particular na Finlândia, na costa do Mar Báltico, onde apenas mulheres podem ir, na qual o tempo e as atividades compartilhadas têm a finalidade de conectar seus interesses, propiciando conversas sobre projetos de trabalho livrando-as do manterrupting (prática sexista de interromper uma mulher quando ela está falando) e, principalmente, descansar. “Temos que nos ajudar criando eventos conjuntos que deem espaço a esses laços”, diz sua fundadora ao EL PAÍS. Uma boa ideia que se equivoca e se torna sexista quando Roth justifica o “homens não são permitidos”, argumentando que “a tensão sexual (em relação a eles) nos distrai de nos concentrarmos em nós mesmas”.





