Contribua com o SOS Ação Mulher e Família na prevenção e no enfrentamento da violência doméstica e intrafamiliar
Banco Santander (033)
Agência 0632 / Conta Corrente 13000863-4
CNPJ 54.153.846/0001-90
quarta-feira, 30 de maio de 2018
domingo, 27 de maio de 2018
Escolhas que matam
Estudo divulgado pela Fundação Abrinq mostra que de 2015 a 2016 o óbito de crianças entre 1 e 4 anos aumentou 11%. Essa é uma das consequências dos cortes sociais, decididos por governantes contra os interesses da maioria da população
As crises econômicas e as recessões são fenômenos que atormentam as sociedades nesses dois séculos de capitalismo. Causas diversas estão na origem de cada crise e podem ser tratadas de formas diferentes, conforme as distintas correntes de pensamento econômico. O debate acompanha as escolhas de políticas econômicas dos governos e as decisões de empresas, investidores, bancos, entre outros. As sociedades assistem, às vezes participam, mas sempre sofrem as consequências das crises e das medidas tomadas para enfrentá-las. Desdobramentos assombrosos, como guerras, conflitos sociais, empobrecimento e miséria, desemprego, arrocho salarial e fome tecem a teia de mazelas que une cada contexto histórico específico.
O machismo que silencia
Para a escritora estadunidense Rebecca Solnit, os ‘silenciamentos’ no dia a dia vão de pequenos incidentes sociais à morte violenta com os feminicídios. Tudo faz parte do que se chama abuso de poder
Em “Os homens explicam tudo para mim” (Editora Cultrix, 2017), Rebecca Solnit conta o episódio em que conheceu um homem e este, ao saber que ela era escritora, não parou de falar sobre um livro sobre o qual tinha lido uma crítica no jornal. Não parou nem mesmo para dar a Rebecca a chance de dizer que era a autora do livro ao qual ele insistentemente se referia (e que ele no fim das contas nem tinha lido).
Grades frias, corpos sem donas
Uma ideia resume a decisão da juíza do Distrito Federal: os corpos da travesti e da mulher trans não são delas. E elas viram seus corpos presos, indesejados no meio social, violados, estuprados na prisão masculina. Com a sentença: vocês não são mulheres!
João Vitor Rodrigues Loureiro
22/05/2018
O que é a prisão? A prisão é um misto de desejo inóspito, que poucos conhecem, senão por jornais. Um desejo de resposta ao mal que habita homens e mulheres. Concretiza-se com a remoção de um corpo vivo para um outro lugar, onde todos os outros corpos indesejáveis e reprovados para a vida organizada em sociedade habitam.
Por que a “austeridade” é machista
23 DE MAIO DE 2018

Pierre Bordieu dizia que os governos têm um lado masculino e outro feminino. Os “ajustes fiscais” submetem o Estado à lógica brutal da “eficiência” macha
Por Ana Luiza Matos de Oliveira, Ana Paula Guidolin e Pedro Rossi, no Brasil Debate
O governo tem uma mão direita, o “lado masculino”, e uma mão esquerda, o “lado feminino”, disse certa vez o sociólogo Pierre Bourdieu (e que pode ser visto aqui, a partir do minuto 11:20). Para ele, atribui-se socialmente ao lado masculino as instituições que organizam a economia e ao lado feminino é atribuída a área social.
Enfim, um robô para mulheres – e não é apenas para sexo
por Antonio Martins
Será preciso muito para um androide superar o que os homens fazem pelas suas parceiras?
![]() |
| Henry, o andróide da Realbotix: é possível escolher entre 12 padrões de personalidade e uma gama de pênis de silicone |
Djamila: 'No mundo branco há privilégios que deveriam ser direito de todos'
“O racismo é um sistema de opressão que nega oportunidades para as pessoas negras", afirma a pesquisadora na área de filosofia política no programa Entre Vistas, da TVT
por Redação RBA publicado 23/05/2018
São Paulo – Uma das principais vozes do movimento feminista negro, Djamila Ribeiro defende que já é hora de os brancos discutirem sua própria “branquitude”, como modo de conhecer e ampliar o debate racial no Brasil. “As pessoas brancas não discutem o que é ser branco no Brasil. O que é ser branco como metáfora do poder, o que significa fazer parte do grupo privilegiado”, pondera a ex-secretária-adjunta de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo do governo de Fernando Haddad (2012-2016) e pesquisadora na área de filosofia política, durante participação no programa Entre Vistas, apresentado pelo jornalista Juca Kfouri, na TVT.
sábado, 26 de maio de 2018
Liberdade é pouco
É um equívoco referir-se ao feminismo como um ideário só
Por Manoela Miklos
25 maio 2018
O feminismo é necessariamente de esquerda? Existe feminismo de direita? Essas são questões prementes num contexto em que a polarização política corrói o debate público e afasta da agenda de defesa dos direitos das mulheres um número relevante de brasileiras e brasileiros. São frequentes os ataques de um conservadorismo inculto ao feminismo: supostamente seria tudo mi-mi-mi, vitimismo, exagero dos esquerdistas. Será?
1ª presidente da Costa Rica: "O feminismo tem de ser democrático"
Em entrevista ao R7, Laura Chinchilla fala sobre avanços em seu país e aponta dificuldades que as mulheres ainda têm para entrar na política
Eugenio Goussinsky, do R7
24/05/2018
Laura Chinchilla presidiu Costa Rica entre 2010 e 2014Getty Images |
Eugenio Goussinsky, do R7
24/05/2018
Em uma região em que prevalecem a violência e a pobreza, a Costa Rica tem conseguido algumas proezas. Mantém uma das democracias mais estáveis do mundo e, em 2010, elegeu a primeira mulher, Laura Chinchilla Miranda, hoje com 59 anos, para a presidência do país, cargo que ocupou até 2014.
A Costa Rica ocupa atualmente o 66º lugar no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU (Organização das Nações Unidas). Está bem à frente de países como El Salvador (117º), Nicarágua (124º) e Guatemala (125º). A ex-presidente observa, no entanto, que também teve dificuldades em superar conceitos machistas para assumir o mais importante cargo do país.
O eleitorado brasileiro cada vez mais feminino e envelhecido, por José Eustáquio Diniz Alves
Agência Patrícia Galvão
20/05/2018
O Brasil passou por grandes transformações nos últimos 150 anos, com enormes impactos nas relações de gênero e geração. O país mudou sua configuração econômica, social, demográfica e política desde o final do século XIX. Entre 1822 e 1888, a única monarquia das Américas se sustentava em uma sociedade escravocrata, atrasada e pobre. A Proclamação da República, em 1889, aconteceu sem participação popular e a República Velha (1889-1930), manteve a estrutura de poder oligárquica, com base no apoio dos coronéis e dos governadores, em especial dos estados de São Paulo e Minas Gerais (política do café com leite). A maioria dos homens não podiam votar (devido ao analfabetismo, pobreza, etc.) e a totalidade das mulheres estavam excluídas porque não tinham direito de voto. O percentual de pessoas aptas a votar na República Velha estava em torno de 5% da população.
20/05/2018
O Brasil passou por grandes transformações nos últimos 150 anos, com enormes impactos nas relações de gênero e geração. O país mudou sua configuração econômica, social, demográfica e política desde o final do século XIX. Entre 1822 e 1888, a única monarquia das Américas se sustentava em uma sociedade escravocrata, atrasada e pobre. A Proclamação da República, em 1889, aconteceu sem participação popular e a República Velha (1889-1930), manteve a estrutura de poder oligárquica, com base no apoio dos coronéis e dos governadores, em especial dos estados de São Paulo e Minas Gerais (política do café com leite). A maioria dos homens não podiam votar (devido ao analfabetismo, pobreza, etc.) e a totalidade das mulheres estavam excluídas porque não tinham direito de voto. O percentual de pessoas aptas a votar na República Velha estava em torno de 5% da população.
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Modelos lutam por contrato legal contra assédio sexual
Edie Campbell, Milla Jovovich, Karen Elson e Elliott Sailors foram algumas modelos que assinaram uma carta aberta pedindo por mais proteção e responsabilidade por agressões sexuais na indústria da moda
22.05.2018 | POR JÉSSICA ZAVA
MARIE CLAIRE
O universo fashion está prestes a sofrer importantes mudanças. Pelo menos é isso que esperam as mais de 100 modelos que assinaram uma carta aberta pedindo maior proteção e responsabilidade por assédio sexual e agressão dentro da indústria da moda. A iniciativa é do grupo de defesa Model Alliance, liderado pela sua fundadora Sara Ziff, e contou com o apoio de importantes modelos como Edie Campbell, Milla Jovovich, Karen Elson e Elliott Sailors.
Justiça de Saia: Um outro lado do inferno pode ser o paraíso?

21.05.2018 - POR GABRIELA MANSSUR
Não escondo que adoro uma novela, faz parte da cultura brasileira, assim como o futebol, o carnaval. Quem como eu, não se lembra da viúva Porcina, da Odete Roitman, da Carminha? Agora mais um personagem não me sai da cabeça: GAEL. A Novela da Globo mostrou a redenção de um agressor de mulheres na ficção. Vou contar o que acontece na vida real.
Maio de 1968: a primavera das mulheres
A revolução social que eclodiu pelas ruas de Paris, e completa 50 anos este mês, marcou para sempre o papel feminino na sociedade. E espalha, até hoje, seus ideais na maneira de reivindicar nossos direitos, clamar pela igualdade entre os sexos e usar a moda como forma de manifesto
24.05.2018 - POR CAMILA LIMA
Em nenhum outro momento da história 30 dias foram tão intensos e capazes de promover tantas mudanças sociais e comportamentais quanto maio de 1968. As manifestações do período – que começaram com os protestos da classe estudantil de universidades parisienses como Sorbonne e Nanterre e culminaram com a maior greve geral da França e até hoje de toda a Europa – mudaram para sempre o curso da humanidade.
Trabalho da mulher sob o olhar da Justiça do Trabalho
Justificando
Patrícia MaedaPatrícia Maeda
Patrícia MaedaPatrícia Maeda
Juíza do Trabalho
Quarta-feira, 23 de Maio de 2018
De onde partimos. Uma perspectiva revolucionária da sociologia jurídica adota a tese de que “o direito é masculino”, o que nos propõe dois problemas iniciais: a existência de normas que discriminam a mulher e a aplicação das normas de forma discriminatória. No curto espaço de que dispomos, assumimos, nas palavras de Ana Lúcia Sabadell, que:
“O direito apresenta-se como democrático, humano, igual para todos e, para legitimar-se, procura manter correspondência com os valores morais dominantes. A análise feminista mostrou que os princípios constitucionais que legitimam o discurso jurídico carecem de eficácia social, pois em todos os níveis da atividade jurídica (legislação, doutrina, aplicação) há elementos que (re)produzem a discriminação da mulher, contrariando as promessas de liberdade e igualdade”.[1]
Feminismo Islâmico: breve apresentação
Pollyana Meira
Justificando
Quarta-feira, 23 de Maio de 2018
Justificando
Quarta-feira, 23 de Maio de 2018
Meu nome é Pollyanna Meira, tenha 41 anos, sou feminista islâmica, que é diferente de uma muçulmana feminista, acho que vale a pena ressaltar porque existem muitas muçulmanas feministas no Brasil, e elas estão bem ativas na mídia hoje em dia, mas feministas islâmicas são poucas e sem muita visibilidade. E qual é a diferença? A diferença é que enquanto a muçulmana feminista sabe que vive em uma sociedade machista, e que algo precisa ser feito, ela não vê muitos problemas na religião, acredita, por exemplo, que o véu é um artigo “feminista”, “libertador” e “empoderador”. Em outras palavras, uma feminista islâmica vai se preocupar em buscar nas raízes das interpretações machistas do Alcorão, as estruturas de opressão de gênero da sociedade muçulmana. Enquanto o feminismo muçulmano é secular e está brigando por direitos sociais, nós, feministas islâmicas, estamos buscando por direitos religiosos e sociais.
Assinar:
Postagens (Atom)
