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sábado, 2 de março de 2019

"As mulheres são vítimas de violência porque são mulheres"

Em ensaio para a GALILEU, socióloga Wânia Pasinato, especialista em combate à violência contra a mulher, avalia os desafios no acesso à Justiça
Galileu
20/02/2018 - / POR WÂNIA PASINATO*
Nos últimos anos, a violência contra as mulheres no Brasil vem se tornando assunto público e reconhecido como problema ao qual qualquer mulher, independentemente de raça, cor, etnia, idade ou classe social pode estar sujeita. Trata-se de reconhecer que a violência não é um infortúnio pessoal, mas tem origem na constituição desigual dos lugares de homens e mulheres nas sociedades – a desigualdade de gênero –, que tem implicações não apenas nos papéis sociais do masculino e feminino e nos comportamentos sexuais, mas também em uma relação de poder.

Traumas de guerra

O Exército americano transforma homens em máquinas de matar, mas não os ensina a continuar vivendo. Milhares são vítimas de estresse pós-traumático, uma doença que condecora soldados com paranóia, vícios e suicídio

16 maio 2018

Faluja, Iraque, 9 de novembro de 2004. No telhado de um prédio, o cabo James Blake Miller, fuzileiro naval dos EUA, tentava se proteger e manter os insurgentes o mais longe possível dele e de seus companheiros. No agito do tiroteio, seus companheiros quase atingiram Luis Sinco, fotógrafo do Los Angeles Times que acompanhava a unidade e que, findo o combate, tirou um retrato de Miller.

Carga mental: a tarefa invisível das mulheres de que ninguém fala


O trabalho de planejamento, organização e tomada de decisões em casa é assumido principalmente por elas. Um trabalho não reconhecido que pode aumentar o estresse, a ansiedade e que é a base de muitos conflitos de casal


2 MAR 2019

El País

63% das mães espanholas dizem que todos os dias têm em mente uma lista infinita de coisas para fazer, contra 25% dos pais que experimentam essa mesma sensação
63% das mães espanholas dizem que todos os dias têm em mente uma lista infinita de coisas para fazer, contra 25% dos pais que experimentam essa mesma sensação CORDON PRESS
Existe uma piada que circula por aí em que um marido diz ao outro: “Eu também lavo os pratos, faço as compras e passo aspirador, mas minha mulher diz que sou eu que tenho essas ideias estúpidas!”. Sim, alguns homens já ajudam (ou assim o sentem quando falam sobre a corresponsabilidade das tarefas) em casa, mas a maioria se limita a executar as ordens que, muitas vezes, devem ser verbalizadas mais de uma vez e de forma convincente.

A ética da solidariedade feminista


Jovens cruzam a fronteira da Venezuela em direção a Medellín, na Colômbia, em 28 de fevereiro.
Jovens cruzam a fronteira da Venezuela em direção a Medellín, na Colômbia, em 28 de fevereiro.  GETTY IMAGES
Não há homem universal que represente as lutas de direitos humanos, assim como não há “mulher universal” para o feminismo. Quanto mais rica a nossa diversidade, maior a multiplicidade de identificações. É importante termos movimentos de mulheres rurais, deficientes, indígenas, negras, afro-latinas, migrantes, e tantos quantos forem necessários para representar formas de desamparo impostas pelas políticas da vida classistas, racistas e patriarcais. Em regiões de extrema desigualdade, como é o caso da América Latina e do Caribe, as vulnerabilidades das mulheres e das meninas se complexificam. Uma menina indígena em nomadismo involuntário pela crise humanitária na Venezuela carrega camadas de fragilidade existencial: da condição étnica à idade, da migração ao risco de violência.

Espanha amplia licença-paternidade para 16 semanas



Permiso de paternidad
Um pai com seu bebê, em Saragoça. CLAUDIO ÁLVAREZ
O grande aceno do primeiro-ministro Pedro Sánchez à igualdade de gênero chegou na última reunião do Conselho de ministros antes da dissolução do Parlamento e a uma semana do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, quando o movimento feminista espanhol voltou a convocar uma greve. O Governo liderado pelo socialista aprovou por decreto-lei a equiparação das licenças de paternidade e maternidade, uma medida que coloca a Espanha na liderança da Europa. A partir de 2021, pais de recém-nascidos disporão de 16 semanas pagas integralmente. O decreto obriga também as empresas a incluírem um registro de salários para evitar a discriminação por sexo.

O trabalho do tempo

IMS
14 DE FEVEREIRO DE 2019 
Dois filmes diferentes convivem, ou antes se sobrepõem, em A mula, de Clint Eastwood. Há, por um lado, uma combinação um tanto convencional de trama policial e melodrama familiar. Por trás dessa fachada, porém, há uma reflexão mais sutil sobre a passagem do tempo, expressa no binômio longevidade/fugacidade. 

No calor da Guerra Fria

IMS
07 DE FEVEREIRO DE 2019 

Quem viu os filmes de Andrzej Wajda, em especial sua “trilogia da ocupação” (Geração, Canal e Cinzas e diamantes), sabe que a Polônia é uma terra trágica. Cronicamente dilacerada entre potências expansionistas a leste (Rússia) e a oeste (Alemanha), é uma nação em busca de si mesma. Guerra Fria, de Pawel Pawlikowski, é precisamente isso: um país, uma cultura, um casal de amantes no epicentro do grande conflito ideológico que marcou a segunda metade do século 20.

ISN'T IT ROMANTIC - Official Trailer



Dirigido por Todd Strauss-Schulson, o longa acompanha Natalie, uma arquiteta desiludida com o amor que se vê presa em uma comédia romântica depois de levar uma pancada na cabeça. 

sexta-feira, 1 de março de 2019

“Só recordo a emoção das coisas”



A professora Shannon Grimm e sua aluna Priscilla Perez.
A professora Shannon Grimm e sua aluna Priscilla Perez.  WILLIS ISD
Estava lendo Vento da Lua (Companhia das Letras), do escritor andaluz Antonio Muñoz Molina, membro da Academia da Língua Espanhola, quando numa interrupção encontrei no Facebook uma pequena notícia que me conectou com a frase que abre o livro. A ela o autor lhe dedica, para ressaltá-la, toda uma página em branco. Escreve: “Só recordo a emoção das coisas”.

Argentina proíbe outra criança que foi estuprada de fazer aborto



niña argentina cesarea
Vista do hospital Eva Perón. MINISTÉRIO DA SAÚDE DE TUCUMÁN
Aconteceu outra vez. No final de janeiro, o Governo de Salta (extremo norte da Argentina) praticou uma cesariana em uma menina de 12 anos estuprada que pediu o aborto a que tinha direito por lei. Agora a mesma coisa ocorreu ao sul, em Tucumán, Argentina. Uma criança menor de 11 anos estuprada pelo companheiro de sua avó deu à luz um bebê de 600 gramas depois de insistir por um mês para que os médicos interrompessem a gestação. O governo provincial ignorou o pedido da menina e na noite de terça-feira, quando estava com 23 semanas de gravidez, ela foi submetida a uma cesariana em um hospital público. O bebê pesa 600 gramas e suas chances de sobrevivência são mínimas.

Após lésbica sofrer discriminação, MPT esclarece dúvidas sobre identidade de gênero no trabalho

Thais de Paula Cyriaco foi impedida de utilizar o banheiro feminino no local onde trabalha, em Campinas (SP), por conta da aparência masculina apesar de se identificar como mulher.

Por Ana Letícia Lima, G1 Campinas e Região
28/02/2019

Nesta semana, uma auxiliar de limpeza lésbica de Campinas (SP) conseguiu reaver na Justiça o direito de frequentar o banheiro feminino do centro atacadista onde trabalha. A proibição veio após reclamações de outra funcionária, que teria se sentido constrangida pela aparência masculina da auxiliar.
Diante da discussão em torno do ocorrido, o G1 ouviu a procuradora do trabalho Danielle Olivares Masseran, que responde pela Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade e Oportunidades de Eliminação da Discriminação no Trabalho para entender o que diz a legislação sobre casos como este. Veja abaixo as respostas.
A auxiliar de limpeza Thais de Paula Cyriaco diz que foi impedida de usar o banheiro feminino no trabalho — Foto: Reprodução/EPTVA auxiliar de limpeza Thais de Paula Cyriaco diz que foi impedida de usar o banheiro feminino no trabalho — Foto: Reprodução/EPTV
A auxiliar de limpeza Thais de Paula Cyriaco diz que foi impedida de usar o banheiro feminino no trabalho — Foto: Reprodução/EPTV

'Ele era muito machista', diz filho de comerciante queimada viva pelo ex-namorado em Campinas

Daniel Romualdo da Silva disse que suspeito de atear fogo em Nice Romulado Vieira, enterrada nesta quinta (28), "não gostava de ser contrariado".

Por EPTV 2 e G1 Campinas e Região
28/02/2019

A morte da comerciante Nice Romulado Vieira, de 53 anos, queimada viva pelo ex-namorado no Jardim Vista Alegre, em Campinas (SP), deixou o filho da vítima "destroçado". Nesta quinta (28), Daniel Romualdo da Silva falou sobre o crime e como era o relacionamento da mãe com o suspeito, Moacir Zanella, que segue internado após ficar com 80% do corpo queimado. "Ele era muito machista", afirma.

Mulheres se manifestam durante inauguração do atendimento 24 horas da DDM de Campinas

Grupo protesta contra os últimos casos de feminicídio na região e pede ampliação do atendimento 24 horas para todas as Delegacias de Defesa da Mulher do estado.

28/02/2019 
Grupo pede fim da violência contra a mulher durante ato na inauguração do serviço 24 horas da DDM de Campinas (SP) — Foto: Luciano Calafiori/G1
Grupo pede fim da violência contra a mulher durante ato na inauguração do serviço 24 horas da DDM de Campinas (SP) — Foto: Luciano Calafiori/G1
Um grupo de 20 mulheres se reuniu na manhã desta quinta-feira (28) em frente à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ao lado da 2ª Seccional, em Campinas (SP), durante a inauguração do serviço de atendimento 24 horas. Elas levavam cartazes e faixas em manifestação contra os últimos casos de feminicídio registrados na cidade e pela ampliação do atendimento 24 horas em todo estado.

Delegacia de Defesa da Mulher inaugura atendimento 24 horas em Campinas nesta quinta

O prédio da 2ª DDM de Campinas, no Jardim Londres — Foto: Reprodução / EPTV
O prédio da 2ª DDM de Campinas, no Jardim Londres — Foto: Reprodução / EPTV
Serviço estará disponível na 2ª DDM, no Jardim Londres, ao lado da 2ª Seccional. Medida atende antiga reivindicação do Ministério Público.

Por G1 Campinas e Região
28/02/2019

Começa a funcionar nesta quinta-feira (28) o atendimento 24 horas da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas (SP), instalada junto ao prédio da 2ª Seccional. A medida atende uma antiga reivindicação do Ministério Público (MP) e de representantes dos direitos da mulher. A 1ª DDM, no entanto, segue funcionando no horário normal.