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sábado, 6 de julho de 2019

Para as parteiras indígenas da Amazônia, o parto natural é um ato comunitário


Nas aldeias de Tabatinga, no Amazonas, parteiras ticunas repetem tradições ancestrais e aprofundam a cada geração seu conhecimento sobre a melhor maneira de vir ao mundo

Por Rodrigo Pedroso

Caco Bressane/Agência Pública
Desconfiadas do sistema público de saúde, as indígenas da aldeia se fiam nas parteiras para passar pelas incertezas e dores da gestação e do parto

“Aqui morreram três filhos meus”, comenta, econômica nas palavras, Lourdes Araújo Firmino. Era de manhã e acabávamos de passar em frente ao hospital militar, na avenida principal da cidade de Tabatinga, no Amazonas. Os dois primeiros, Francisquinho e Francisco, nasceram com complicações e morreram após o parto. Mas foi Maria, a última, quem mais deixou marcas na sua vida. Lourdes, então com 36 anos, obesa e diabética, tivera uma gravidez considerada de risco pelos médicos militares. Ainda assim, Maria chegou saudável ao final da gestação.

Talíria Petrone: "O ataque a mulheres eleitas é um ataque à democracia"

Por Anna Beatriz Anjos

Deputada ameaçada de morte aguarda desde abril por escolta no Rio de Janeiro; mulheres são maioria entre deputados ameaçados

Após alguns meses de tentativas de diálogo com o Governo do Rio de Janeiro, a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) tem ido a público pedir proteção. Escoltada em Brasília por agentes do Departamento de Polícia Legislativa (Depol), ela quer segurança também em seu estado de origem. A preocupação se deve a ameaças de morte que circulam na deep web, o submundo virtual, das quais foi informada em abril pelo próprio Depol, acionado, por sua vez, pela Polícia Federal do Rio.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

'Aldeias das mulheres sem ventre': as milhares de indianas que removem o útero por causa de emprego


Um homem indiano olha para uma pintura de parede sobre a menstruação em Guwahati em 28 de maio de 2019Direito de imagemAFP
Image captionNa Índia, a menstruação ainda é tratada como problema no mercado de trabalho
Milhares de jovens mulheres em Maharashtra, Estado ocidental da Índia, estão fazendo cirurgias para retirar os úteros. A maioria delas adotou essa solução radical para conseguirem empregos em plantações de cana de açúcar ou porque foram induzidas por médicos inescrupulosos.

Retiradas as acusações contra a grávida que perdeu seu feto por um tiro na barriga

Washington 

Promotoria informa que não tomará nenhuma ação legal contra uma mulher que um júri do Alabama acusou de homicídio involuntário


Imagem policial de Marshae Jones.
Imagem policial de Marshae Jones. AP


Marshae Jones, de 27 anos, foi vítima, culpada e vítima de novo da mesma história: em dezembro do ano passado, estando grávida de cinco meses, se viu envolvida em uma discussão na qual recebeu um tiro na barriga, que causou a morte do bebê que estava gestando. No começo a Justiça do Alabama agiu contra a mulher que apertou o gatilho, mas quando a polícia informou de que havia sido Jones a iniciar a briga, um júri a acusou de homicídio involuntário, alegando que foi ela que provocou “intencionalmente” a perda do filho não nascido. Uma promotora informou por fim na quarta-feira que o caso será indeferido e não ocorrerá nenhuma ação legal contra Jones.

Juiz dos EUA pede clemência a adolescente acusado de estupro por ser de “boa família”


Protesto em Nova York, por um caso de agressão sexual.
Protesto em Nova York, por um caso de agressão sexual. GETTY

“Quando a primeira vez que você tem relações sexuais é um estupro”, dizia a mensagem de texto enviada por G.M.C., de 16 anos, aos seus amigos, anexando um vídeo em que ele aparecia penetrando uma jovem. Durante meses o agressor fez circular as imagens apesar da vítima pedir para que fossem apagadas. Os promotores recomendaram ao juiz do tribunal familiar James Troiano, de Nova Jersey, que enviasse o caso a um grande júri para que o acusado fosse julgado como um adulto, mas este se negou, chegando a afirmar que uma agressão sexual só é “um estupro tradicional” quando dois ou mais homens atacam uma mulher com um revólver. O magistrado pediu indulgência para o jovem argumentando que “vinha de uma boa família” e que é “claramente um candidato” a uma boa universidade. Além disso, criticou a Promotoria por não alertar a denunciante de que apresentar uma acusação arruinaria a vida de G.M.C., como está na sentença ditada em junho pelo Tribunal de Apelações de Nova Jersey, publicado na quarta-feira pelo The New York Times, que revoga a decisão do juiz de família.

Amsterdã quer pôr fim ao espetáculo da prostituição



barrio rojo amsterdam
Homem passa em frente a uma vitrine de prostitutas no Bairro Vermelho de Amsterdã, em abril de 2017. GETTY

O Bairro Vermelho de Amsterdã, um dos mais populares da cidade e onde mais de 600 prostitutas trabalham exibindo-se nas famosas vitrines, mudará de aspecto. A prefeita, a ecologista Femke Halsema, apresentou nesta quarta-feira um projeto para acabar com o turismo em massa que congestiona o lugar, além de combater a prostituição ilegal e o tráfico de pessoas. Halsema considera que a capital holandesa está pronta para uma mudança de imagem que, se for aceita pelos cidadãos, prevê o fechamento não apenas das cortinas das vitrines das prostitutas (para evitar os grupos de curiosos), mas também dos bordéis da região — que seriam distribuídos por outras zonas da cidade.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

GRUPO DE ESTUDOS SOBRE ANARQUISMOS, FEMINISMOS E MASCULINIDADES

Histórico
O Grupo de Estudos sobre Anarquismos, Feminismos e Masculinidades é uma iniciativa do Centro de Cultura Social de São Paulo.
O Centro de Cultura Social de São Paulo foi fundado em 14 de janeiro de 1933 como remanescente das entidades culturais criadas pelo movimento anarco-sindicalista e libertário nas primeiras décadas do século XX e tem por finalidade estimular, apoiar e promover nos meios populares, o estudo dos problemas sociais, bem como pretende desenvolver o espírito de solidariedade, se opondo a todas as formas de opressão e de exploração que prejudicam as liberdades individuais e coletivas.

Ministério da Saúde não compra DIU para o SUS desde 2015

Baixa oferta e desinformação dificultam acesso de mulheres a métodos contraceptivos de longa duração na rede pública

por Samanta Dias
2 de julho de 2019
Arte: Larissa Ribeiro

“Você tem filhos?”. Foi esse o critério usado para determinar se Stephany Belleza, 28 anos, tecnóloga de redes, podia ou não colocar o DIU (Dispositivo Intra Uterino) em uma Unidade Básica de Saúde na cidade de São Bernardo do Campo (SP). Diante da resposta negativa, a médica disse que não fazia a inserção do DIU em mulheres que não tinham passado por uma gestação. “Eu pensei, então, ‘o que eu faço?’ Fiquei desanimada, e pensei ‘vou seguir do jeito que estou’”, lembra Stephany. A médica ainda sugeriu que, se ela insistisse no DIU, deveria procurar outra unidade de saúde.

Bombeiros de Londres acusam Peppa Pig de machismo

Corporação pede que desenho animado não use termo considerado sexista e que afastaria as meninas de uma carreira na área
O Globo
21/03/2019
RIO — Nem mesmo a Peppa Pig está escapando das guerras culturais e debates sobre o politicamente correto. Em 2013, a personagem foi chamada de "feminista" e acusada de estar mais alinhada ao "Partido Trabalhista (inglês), e não às crianças em idade pré-escolar" por um colunista do jornal britânico "Daily Telegraph". Agora, o Corpo de Bombeiros de Londres acusa o desenho animado, que faz sucesso com crianças no mundo inteiro, de usar terminologia sexista.

Disney deleta cena de 'Toy story 2' que fazia alusão a teste do sofá em Hollywood


Cena deletada de nova versão de 'Toy story 2' fazia alusão a teste do sofá em Hollywood Foto: Reprodução
Cena deletada de nova versão de 'Toy story 2' fazia alusão a teste do sofá em Hollywood Foto: Reprodução

Diretor do filme, John Lasseter deixou no ano passado cargo de executivo no estúdio de animação após acusações de assédio

03/07/2019

RIO - A Disney removeu uma breve cena de "Toy story 2" , animação infantil de 1999, que fazia alusão ao "teste do sofá" em Hollywood. O trecho não aparece mais nas versões disponíveis do desenho em Blu-ray e download, segundo o site"Rereleasenews.com" . A ausência foi percebida primeiramente por fãs do filme em fóruns on-line como o Reddit.

Chinesas são escravizadas e obrigadas a se prostituir em São Paulo

Do R7  03/07/2019



Quando a polícia chegou ao prédio, cuja fachada com letreiro em chinês vendia serviço de diversão com karaokê e spa, 14 chinesas entre 18 e 21 anos eram mantidas em cárcere privado. À polícia, as jovens contaram que vieram ao Brasil com a promessa de que teriam emprego num suposto comércio de roupas, mas, quando chegaram, tiveram os passaportes retidos pelos aliciadores e foram obrigadas a se prostituir. Duas chinesas e um chinês foram presos acusados do crime. Para assistir ao conteúdo na íntegra, acesse PlayPlus.com


Amor Que Mata: é possível transformar a cultura machista?


Na última reportagem da série especial Amor Que Mata, conheça o caso de um jogador de futebol do Rio de Janeiro que viveu um relacionamento conturbado com uma comerciante. Sempre violento, ele só parou de agredir a namorada quando foi preso. O episódio levanta algumas questões: a punição é capaz de mudar um homem violento? Como garantir que um homem, depois de punido, deixe de fazer outras vítimas em outros relacionamentos? Para especialistas, não há respostas certas para o assunto, mas a raiz do problema está na educação e formação cultural dos jovens. Na Grande São Paulo, por exemplo, um tipo de sessão de terapia conjunta para condenados por agressão à mulher tem conquistado bons resultados ao discutir temas como o machismo. Para assistir ao conteúdo na íntegra, acesse PlayPlus.com

quarta-feira, 3 de julho de 2019

'Aruanas' traz força de mulheres ativistas em luta pela Amazônia com Taís Araújo, Leandra Leal e Débora Falabella


Série da Globoplay foi lançada em mais de 150 países e estreia na Globo nesta quarta. Thainá Duarte completa quarteto da ONG e Camila Pitanga vive lobista que defende empresários.

Por Gabriela Sarmento, G1
03/07/2019 

Na fictícia cidade do Cari, quatro ativistas lutam pela Amazônia, índios, população local e biodiversidade. Esse é o cenário que se mistura com as histórias pessoais de cada personagem em "Aruanas".
A nova série original da Globoplay tem Débora Falabella, Leandra Leal, Taís Araújo, Thainá Duarte e Camila Pitanga. Pela primeira vez, uma produção do serviço de streaming fica disponível no Brasil e no exterior simultaneamente. São mais de 150 países e legendas em 11 idiomas.

'Womenomics': como o Japão aumenta o PIB promovendo as mulheres

Por Samy Dana
03/07/2019

O Japão tinha nos anos 80 uma das economias mais dinâmicas no mundo. Mas as últimas três décadas foram complicadas. Um dos motivos é que a população japonesa vem diminuindo. Com 30% de idosos, o PIB japonês pode encolher 25% nas próximas décadas, segundo o FMI.
Mas o governo japonês confia que a salvação vira de um “ativo” pouco explorado: as mulheres. só 60% das japonesas trabalhavam fora de casa em 2013, número baixo comparado aos 83% dos homens.

Especialistas da ONU pedem ações de empresas pela igualdade de gênero no setor privado

28/06/2019
Apesar do avanço nas últimas décadas, a participação das mulheres no mercado de trabalho permanece inferior à dos homens na maior parte dos países. Foto: Agência Brasil
Apesar do avanço nas últimas décadas, a participação
das mulheres no mercado de trabalho permanece inferior
à dos homens na maior parte dos países.
Foto: Agência Brasil
Um grupo de especialistas das Nações Unidas instou na quarta-feira (26) governos e empresas a adotarem medidas transformadoras para eliminar a discriminação contra mulheres e meninas, além de alcançar igualdade de gênero substancial no contexto de atividades empresariais.
Em novo relatório ao Conselho de Direitos Humanos, os especialistas propuseram diretrizes para Estados e empresas considerarem ao implementar os Princípios Guia das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos.