Fonte: Agência Pública
Nas aldeias de Tabatinga, no Amazonas, parteiras ticunas repetem tradições ancestrais e aprofundam a cada geração seu conhecimento sobre a melhor maneira de vir ao mundo
Por Rodrigo Pedroso
Caco Bressane/Agência Pública

“Aqui morreram três filhos meus”, comenta, econômica nas palavras, Lourdes Araújo Firmino. Era de manhã e acabávamos de passar em frente ao hospital militar, na avenida principal da cidade de Tabatinga, no Amazonas. Os dois primeiros, Francisquinho e Francisco, nasceram com complicações e morreram após o parto. Mas foi Maria, a última, quem mais deixou marcas na sua vida. Lourdes, então com 36 anos, obesa e diabética, tivera uma gravidez considerada de risco pelos médicos militares. Ainda assim, Maria chegou saudável ao final da gestação.







