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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Grafiteiras árabes que derrubam muros

Artistas de rua do Egito e da Síria refletem o olhar feminino em espaços públicos

Madri 
A grafiteira palestina Laila Ayawi durante participação na Jordânia, em 2014. Mia Gröndahl
Os muros nem sempre escondem realidades. Nas ruas de Alexandria, Sanaa ou Amã, as mesmas paredes capazes de engessar papéis de gênero também podem, graças ao grafite, dar visibilidade às mulheres. Com essa intenção, nasceu em 2013, no Egito, o Sit al-hita (as mulheres das paredes, em dialeto árabe egípcio) um grupo de cerca de 60 grafiteiros — principalmente mulheres, mas também há homens — de várias partes do mundo árabe que se reúnem a cada ano para levar o universo feminino ao espaço público através da arte de rua. Até agora, pintaram muros no Cairo, Copenhague e Amã, a última vez em novembro de 2015, graças ao financiamento dos Governos sueco e dinamarquês.
Os grafites políticos ganharam força na paisagem urbana do Egito com a eclosão da Primavera Árabe, em 2011. Com a revolta contra Hosni Mubarak, os muros começaram a refletir mensagens contrárias ao regime ou em homenagem aos mortos na repressão. Faltava, no entanto, metade da população. A jornalista e fotógrafa sueca Mia Gröndahl documentou os grafites no país para seu livro Revolution GraffitiStreet Art of the New Egypt (Revolução Grafite: Arte de Rua do Novo Egito) e descobriu que, de 17.000, somente cerca de 250 ilustrações eram representadas por mulheres. Foi então quando decidiu fundar o Sit al-hita com o egípcio-canadense Angie Balata.
Os grafites que surgem dos encontros nem sempre trazem reivindicações ou mensagens feministas. Os exemplos vão desde uma mulher amordaçada e amarrada até uma simples borboleta colorida. Às vezes, tem a ver apenas em permitir que o olhar feminino ocupe espaços que normalmente são negados. Dina Saadi, por exemplo, ilustrou um coração alado com uma fechadura, o símbolo da mulher e o slogan "Liberte sua paixão". "Como feminista convicta, sempre tento encorajar as mulheres a superar limites com minha arte", explica Saadi, que nasceu na Rússia, cresceu na Síria e, logo após o início da guerra civil, se mudou para Dubai, onde agora trabalha como diretora artística.
"Não se trata apenas de representar as mulheres. O simples fato de que os homens vejam uma mulher pintando na rua em cima de um guindaste de 50 metros acima do solo envia uma mensagem", diz Gröndahl. Muitas das grafiteiras do grupo também criam em formatos tradicionais, mas a força da arte de rua é precisamente não necessitar do papel ativo do espectador (ir ao museu ou à galeria), podendo ser visualizada por todos os pedestres, incomodando-os ou não. É o caso dos slogans com spray contra o assédio sexual no Egito, abuso sofrido por 99,3% das mulheres no país.
A palestina Laila Ayawi não pretende perturbar com seus traços os homens do campo de refugiados de Irbid, na Jordânia. Pelo contrário. "Sei que vivo em uma sociedade conservadora e não vejo minha comunidade como inimiga", diz. Ayawi sempre pede permissão antes de usar o spray e evita representar o corpo feminino em espaços públicos. Sua revolução particular tem a ver com "pintar mulheres fortes”. "Gosto de focar no positivo. Não nos representar como vítimas ou frágeis, e sim dizer às outras mulheres: ‘Você tem uma voz no mundo e deve ser ouvida’”, afirma.
Nur Qussini prefere os símbolos. As cadeiras que desenha representam, diz, a tradição das sociedades da Jordânia e do Catar, nas quais passou seus 27 anos de vida. "Falo por meio de conceitos, mas sobre histórias reais. Falo, por exemplo, de duas de minhas amigas agredidas por seus maridos que não podem se divorciar, porque seria uma vergonha para suas famílias. Por isso gosto tanto de pintar na rua, porque não tem a ver apenas em acrescentar beleza, mas também enviar uma mensagem.”

As jovens mexicanas que combatem o machismo com confete e música punk

Filhas da Violência, um coletivo feminista que surgiu em 2013. Reprodução


5 FEV 2016

Em 27 de janeiro o site de notícias AJ+ publicou no Facebook um vídeo sobre Las Hijas de Violencia (As Filhas da Violência), um coletivo feminista mexicano que nasceu em 2013 com um propósito: combater a violência cotidiana vivida pelas mulheres no México. Em apenas seis dias, o material foi compartilhado mais de 54.000 vezes e obteve quase 5 milhões de visualizações.
No vídeo é possível ver Ana Karen, Ana Beatriz e Betzabeth Estefanía – integrantes do coletivo – caminhando pelas ruas da Cidade do México. Sempre que um homem as assedia, as três jovens disparam confete contra ele e cantam a todo pulmão a música Sexista Punk, cuja letra diz:
“Isso que você me fez se chama assédio. Se você fizer isso dessa forma eu respondo. Não tem o direito e isso é nojento (...) Sexista, machista, o que é que você quer?”
Há três anos, as atrizes da Escola Nacional de Arte Teatral– Ana Karen e Ana Beatriz, de 25 e 28 anos, respectivamente – se uniram para criar uma obra de teatro que refletisse o que significa ser mulher. A ideia inicial não possuía um enfoque feminista, mas depois de realizarem a pesquisa, o discurso mudou.
“Começamos a encontrar diferentes subtemas da violência cotidiana e normalizada que nós mulheres recebemos. Um dos que nos deixou mais perturbadas foi o assédio nas ruas. Descobrimos que era a amostra mais pura da legitimação da violência machista no espaço público e à vista de tod@s”, explicam a EL PAÍS por e-mail.
Foi dessa forma que as atrizes chegaram à conclusão de que o teatro era pequeno para o impacto que precisavam e decidiram realizar uma performance. Em 2015 a artista visual Betzabeth Estefanía, de 24 anos, uniu-se a elas para realizar a proposta estética e visual do projeto.
“Pensamos em uma ação simbólica que pudesse fazer com que, diante do assédio, a reação fosse olhar o assediador e desaprovar sua agressão ao invés de vitimizar novamente a mulher. Uma canção e uma pistola de confete são inofensivas, pois não machucam o agressor, mas simbolicamente é uma resposta que gera impacto e surpresa que o agressor não espera. Dessa forma o jogo de poder muda. O assediador normalmente nega ter assediado e tenta fugir com medo de ser ridicularizado. Esse é o objetivo da performance”, dizem as integrantes do grupo.

“Pensamos em uma ação simbólica em que a reação fosse olhar o assediador e desaprovar sua agressão ao invés de vitimizar novamente a mulher”

De acordo com as protagonistas do vídeo do AJ+, a partir de sua publicação foi retomada a polêmica sobre se as cantadas às mulheres são agressivas. “Muitas mulheres apareceram para dizer que não querem esses comentários 'positivos' sobre seus corpos se vierem de uma pessoa estranha a quem não pediram a opinião. Os homens, por sua parte, respondem negativamente (sobre o vídeo), pois aceitá-lo significaria assumir a responsabilidade de mudar sua conduta”, dizem.


Para continuar combatendo a violência contra a mulher o grupo se comunica constantemente através de sua página no Facebook, que conta com mais de 24.000 seguidores. Nesse espaço são publicadas denúncias de assédio e agressão contra mulheres, são compartilhadas oficinas sobre feminismo e violência misógina, eventos são promovidos e o público é convidado a algumas das apresentações realizadas na Cidade do México.
Las Hijas de Violencia se dizem satisfeitas, mas sobretudo decididas a continuar combatendo a violência misógina em 2016. “Fazemos isso porque temos a esperança de que algum dia todas nós possamos sair às ruas sem precisar nos sentirmos corajosas por isso, mas livres”, finalizam.




Empresas com mais mulheres no comando são mais rentáveis

Companhias com pelo menos 30% de executivas têm lucro 15% maior, diz um estudo

As empresas que têm mais mulheres em posições de comando são mais rentáveis, de acordo com um estudo do Peterson Institute for International Economics que investiga o impacto da diversidade de gênero nas empresas. O estudo, que analisou 21.980 empresas em 91 países, mostra que o desempenho das empresas melhora quanto maior é a proporção de mulheres em posições de liderança corporativa. A diferença não é pequena: empresas com pelo menos 30% de presença feminina em cargos executivos seniores têm lucro 15% maior do que aquelas cuja presença é menor.
Apesar dos benefícios econômicos que pode representar para as empresas, a diversidade de gênero ainda é uma questão pendente e os altos cargos ainda são dominados por homens. O estudo destaca que cerca de 60% das corporações analisadas não têm mulheres na diretoria, mais da metade tampouco possuem executivas e apenas 5% é dirigida por uma mulher. Esta análise afirma, no entanto, que não há nenhuma evidência de que haja uma maior rentabilidade quando uma mulher é presidente e que seu desempenho é igual ao dos seus homólogos masculinos. Mas, nas empresas onde há mais mulheres nos conselhos de administração, também há mais executivas.
pesquisa chamada “A diversidade de gênero é rentável?” estabelece a necessidade de promover o progresso feminino em toda a estrutura corporativa. Também salienta que existe uma correlação entre o número de mulheres que ocupam estas posições e certas características das empresas e países, tais como a ausência “relativa” das atitudes discriminatórias contra executivas, a especialização em carreiras associadas com direção e gestão empresarial e as licenças de paternidade. Por setor, a maior porcentagem de executivas está no setor financeiro e o menor, em logística e energia.
No estudo foram incluídas 265 empresas brasileiras, das quais apenas 4% têm uma mulher como presidenta da companhía, 3% como presidentas dos conselhos de administração, 9% têm participação feminina nos assentos dos conselhos de administração e 9% em cargos executivos.
Noruega, Eslovênia e Bulgária são alguns dos países com mais mulheres em posições de liderança: as empresas têm, pelo menos, 20% de representação feminina nos conselhos de administração e em cargos executivos. Em 2003, a Noruega estabeleceu por lei uma cota de pelo menos 40% de mulheres nos conselhos de administração das grandes empresas. No Japão, no entanto, a presença feminina nestes cargos representa entre 2 e 2,5%.
Em vários países existem iniciativas para promover a igualdade de gênero em cargos de gestão. Nos Estados Unidos, por exemplo, a campanha 2020 Women on Boards (2020 Mulheres nas Diretorias) trabalha para aumentar a porcentagem de mulheres nas diretorias de empresas norte-americanas. O que tentam é que as empresas cheguem ao ano 2020 com pelo menos 20% de presença feminina. Outro exemplo é o Reino Unido. Um grupo chamado 30% Club tem como objetivo que 30% dos membros dos conselhos de administração das empresas incluídas no índice FTSE sejam mulheres.
O Peterson Institute for International Economics, com sede em Washington, analisou dados de cerca de 22.000 empresas de capital aberto. Delas, 13.000 são empresas com lucros. As empresas pertencem a diferentes setores: indústria, telecomunicações, finanças, saúde ou energia.

A Billie Holiday carioca que quer cantar em português

Dedicada ao jazz, Leila Maria vive os obstáculos de uma negra que não canta samba

O último disco da cantora carioca Leila Maria Costa Pinto (Rio de Janeiro,1956) ficou preso no inventário do seu mecenas por quase dois anos e, mesmo assim, tornou-se em 2014 o melhor álbum em língua estrangeira do país. Após ouvi-la em 2005, o empresário Pedro Lazera, proprietário de uma rede de farmácias no Norte e no Nordeste, encantou-se com aquela voz incapaz de cantar em linha reta e empenhou-se durante anos a financiar um disco dela. O resultado foi Leila Maria canta Billy Holiday in Rio, que conta com a participação de 40 músicos e para o qual Leila Maria abrasileira em um inglês impecável as músicas da cantora mais reconhecida do jazz. Lazera morreu da noite para o dia antes das 5.000 cópias do disco chegarem às farmácias onde ele pretendia vendê-las, mas um dos exemplares, que Leila Maria ganhou de presente, foi parar nas mãos de José Maurício Machline, idealizador do Prêmio da Música Brasileira, que sigilosamente o inscreveu no festival e ganhou.
O disco chegou, por fim, às lojas – e não às farmácias – em dezembro do ano passado, mas a cantora não vive dos direitos autorais. Leila Maria mal paga suas contas fazendo shows para um público restrito de amantes do jazz, um gênero para poucos num país onde o samba movimenta multidões. Toda terça-feira, no bar do hotel Novo Mundo, no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, ela sobe ao palco e alaga tudo com seu torrente musical. O público não costuma acreditar que tem aquela presença negra, linda e forte, sem sequer pagar couvert.

Lazera não foi o primeiro a se encantar com aquele timbre incomum. A carreira de Leila Maria, de alguma maneira construiu-se graças a produtores, músicos ou aficionados que ficavam enfeitiçados ao ouvi-la por acaso. “Eu nunca tinha me dado conta de que o melhor que eu sabia fazer era cantar. Eu percebi que minha voz era especial por causa dos outros. Eu ia nas festas e me pediam para desligar o som para que eu cantasse. Demorei anos em reparar, até que um produtor me viu e achou que poderia me produzir um disco. Mas isso só foi em 1997!!”. Assim surgiram seus outros três CDs: Da Cabeça aos Pés (1997), Off Key (2005), produzido por José Milton com clássicos da bossa nova, e Cançoes de Amor de Iguais (2007), um tributo à diversidade sexual.
Até ver seu rosto na capa de um CD percorreu uma longa estrada. Subiu a um palco pela primeira vez em 1979, aos 23 anos. Ela adorou, trancou a faculdade de jornalismo e achou que “tudo era uma beleza” e que a música resolveria sua vida. Criada em Madureira, a terra do samba, ela nem cantava o ritmo mais famoso do Brasil nem rebolava, o que ainda se espera de uma cantora negra no país. Apostou pelo jazz, a bossa-nova e MPB. Teve certo sucesso. “Canto jazz para combater o preconceito. Para a mulher negra brasileira há uma gaveta específica só: a do samba”, afirma.




Carta de um leitor ao 'Jornal do Brasil' em 1980.

Na década de 80, os jornais anunciavam seus shows e falavam daquela promessa negra, mas um visionário leitor escreveu na edição de 17 de setembro de 1980 do Jornal do Brasil o que, de alguma maneira, acabou acontecendo com a carreira de Leila Maria: “Enfim uma nova voz na música brasileira [...] nova pelo inusitado timbre que ela emite: um timbre negro jazzístico, afinado e belíssimo [...] Que não aconteça com ela o que costuma ocorrer com outras excepcionais cantoras negras que, por opção, e sensibilidade, não quiserem para si o apelido de cantoras de samba. E porque se permitiram cantar qualquer emoção independentemente de ritmo e moda, viram seu talento relegado a segundo plano. [...] Que o artista negro no Brasil (se não for um negro de exceção como Milton Nascimento) não seja obrigado a ficar no seu lugar, ou a pular feito um macaco para ver aceito seu trabalho. Que não embranqueçam Leila Maria.”
Leila Maria, a “ovelha mais negra da família” como ela mesma se descreve aos risos, nunca embranqueceu e seu incipiente sucesso desinflou-se. Às maravilhosas críticas, somaram-se outras que não terminavam de entender seu estilo. Em 1983, após um espetáculo com a violinista Rosana Valença, uma crítica musical, também no Jornal de Brasil, a acusava de tentar, “com muito esforço”, fazer “uma espécie de soul exótico”.


Crítica musical do show de Leila Maria no Jornal do Brasil. Ela é comparada ao Rio Negro, enquanto Rosinha de Valença seria o rio Solimões. "Não dá pororoca, mas são incompatíveis".

Após Off Key, em 2005, Leila Maria relata que começou a sentir certa resistência no meio artístico. “O trabalho ficou ótimo. Eu fui alçada a outro nível pela própria crítica e também pelo público. Mas a coisa não ia adiante! Não me chamavam para fazer shows”, conta no livro Artistas dissonantes, história (oral) das cantoras negras. “Era como se alguma coisa não encaixasse ou não soubessem onde me colocar. Foi aí que comecei a cantar bola para a questão do racismo”.
A questão racial não era uma coisa nova na sua vida. Criada em uma família de classe média, sustentada pelo pai, um oficial da Marinha, eles tinham uma empregada doméstica branca. A vizinhança do subúrbio, em plena década dos 70, ficou muito tempo acreditando que tanto Leila Maria, como sua mãe e irmãos eram os quais trabalhavam para a empregada, e não ao contrário. “Meu pai sempre me dizia que eu tinha que fazer o dobro, que eu tinha que ser a melhor em tudo. Porque além de ser mulher eu era negra”, lembra.
“Um dia me deparei com uma entrevista do Nelson Motta. Ele dizia que a música popular brasileira era racista e sexista, e citava inclusive meu nome. Dizia que podiam existir homens negros sofisticados, como Milton Nascimento, mas que as mulheres negras só cantavam samba, funk e soul. Como exceção falou de mim”, relata a cantora no livro.
Leila Maria prefere não enfiar o dedo na ferida, vai que as pessoas, “que sequer assumem o preconceito geral, ainda menos na música”, não entendam, e achem que alegar racismo seja uma desculpa para justificar por que ela não chegou mais longe. Mas a ferida ainda sangra. Ela ficou presa no gênero que a diferenciou. “O jazz não é um beco sem saída, mas para ser reconhecida eu teria que sair do Brasil. Eu quero me abrir, eu também quero cantar na minha língua, eu quero poder chegar a mais gente do meu país. A música do Brasil é uma das mais ricas e criativas do mundo”.

Conheça a garota que sonha em ser a primeira bailarina profissional muçulmana a usar o hijab

The Huffington Post  |  De Katherine Brooks
Publicado: 26/02/2016

Conheça Stephanie Kurlow: ela é uma garota de 14 anos, de Sidney, na Austrália, e como muitas outras meninas de sua idade, ela sonha em se tornar uma bailarina profissional.
De acordo com o jornal The Sydney Morning Herald, entretanto, Kurlow - que realiza performances no palco desde os 2 anos de idade - sentiu que precisava desistir do ballet depois de se converter ao islamismo com seu pai, mãe e dois irmãos há seis anos.

"Me diverti tanto com a sessão de fotos esse dia!"
Ela mora nos subúrbios, na parte sudoeste de Sydney, e disse que não conseguia encontrar uma escola que a aceitasse usando o seu hijab, o véu tradicional islâmico, na aula.
Hoje, Kurlow está novamente trabalhando para se tornar a primeira bailarina muçulmana a usar o hijab no mundo. Ela criou uma campanha de financiamento no LunchGood e espera juntar dinheiro suficiente para pagar os custos e taxas anuais da escola de ballet.
Mas seu objetivo final é muito mais do que obter uma educação financiada através de campanha de crowdsource. Kurlow quer usar a sua experiência para um dia abrir uma academia diversificada de artes cênicas atendendo crianças e adolescentes de diversas religiões, raças e origens.

Oi pessoal! Eu estava bem ocupada com o vídeo que fiz, chamado "Dreams & Memories", e toda a poesia, voz, coreografia e arte foi feita por mim. Este vídeo foi filmado, editado, coreografado, gravado, escrito com poesias etc. em apenas 4 horas! Eu realmente espero que vocês curtam esse vídeo que fiz, críticas *construtivas* serão bem-vindas! Este é um pequeno clip, para assistir a todo o vídeo - vá até a minha biografia e confira lá! Ou pesquise ABC3 RAWR e busque "Dreams & Memories" na barra de pesquisa Aproveitem #poeta #dançarina #artista #diretoradefilme #editora #filmecurta #vídeo #abc3 #tv
"Esta escola terá programas especiais para religiões específicas, grupos de apoio para esses jovens e pessoas de comunidades mais desconectadas da sociedade", destaca ela em sua campanha LaunchGood. "Eu vou oferecer ao futuro de nossas gerações uma oportunidade de se expressar e de cura através da magnífica arte da performance e da criatividade".
Kurlow teve sua inspiração inicial ao ver uma ampla "falta de facilitação para os jovens desvinculados da comunidade ou para os que fazem parte de uma religião ou raça diferente". Se fizer sucesso, como a primeira bailarina muçulmana, ela deseja "inspirar outras pessoas que acreditam em si mesmas e que buscam realizar os seus sonhos".
Embora ela tenha encontrado certas reações negativas online, particularmente de seguidores rígidos do islamismo que acreditam que dançar é "haram" ou proibido, ela se mantém firme com seus objetivos.
Ela se inspirou nas bailarinas afro-americanas Michaela De Prince e Misty Copeland, assim como a levantadora Amna Al Haddad do Emirates e o apresentador de TVNoor Tagour, ambos usam hijab - e outros "primeiros" no seus próprios campos de atuação.
Sem mencionar a mãe de Kurlow, Alsu, que já fez uma performance na academia de artes cênicas no subúrbio de Bankstown, em Sydney, e deu aulas de ballet, artes marciais e arte aborígene para a comunidade local.

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Me diverti tanto com a sessão de fotos esse dia!#wedanceasone (#somosumsódançando)
"O hijab é tão importante para mim porque faz parte de quem eu sou e representa a beleza da religião que eu amo", disse Kurlow ao Mashable Australia.
"Se as pessoas tiverem o direito de se vestir então eu tenho o direito a usar o meu hijab como expressão do amor ao meu criador e acredito que cubra meu corpo e não a minha mente, coração e talento".
Veja mais sobre a história de Kurlow em sua página no LaunchGood. E visite seu Instagram para ver as imagens de sua prática em casa.

Apenas uma foto de uma breve sessão de fotos de 2014 ... Veja meu pé... Não, não dói... eu devo ser estranha✌Confira as outras fotos no meu Facebook! Link está na biografia

Aqui está meu vídeo praticando com o turnboard @turnboardoficial #timeturnboard #turnboard

Me diverti tanto gravando essas fotos na fazenda!!! Deixe um comentário abaixo dizendo qual foto você mais gostou
(Tradução: Simone Palma)
Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.