Contribua com o SOS Ação Mulher e Família na prevenção e no enfrentamento da violência doméstica e intrafamiliar

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sábado, 23 de junho de 2018

A seleção dos filhos sem pai

Seis dos 11 titulares do Brasil na Copa cresceram distantes do pai biológico.

Mães como a de Gabriel Jesus tiveram de se desdobrar sozinhas para criar os filhos atletas

Copa do Mundo Russia 2018 seleção brasileira
Paulinho e Gabriel Jesus passaram a infância longe dos pais. AP
Ao marcar gols, Gabriel Jesus faz o sinal de um telefone com a mão e o dedo polegar grudado na orelha. A comemoração conhecida como “Alô, mãe” é uma homenagem a Vera Lúcia, a mulher que, sozinha, o criou juntamente com os três irmãos. “Ela sempre foi pai e mãe”, costuma dizer o camisa 9, que integra o grupo de seis dos 11 titulares da seleção (Miranda, Thiago Silva, Marcelo, Casemiro e Paulinho) na Copa do Mundo que cresceram sem o suporte do pai biológico. Uma realidade comum no país do futebol. De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 40% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, sendo que, “em um elevado patamar de famílias” – cerca de 12 milhões –, elas não têm cônjuges para ajudar na criação dos filhos.

O suicídio dos que não viram adultos nesse mundo corroído


Desde que dois alunos do Colégio Bandeirantes, tradicional escola de elite de São Paulo, se mataram no espaço de 15 dias no mês de abril, o suicídio de adolescentes entrou no debate público no Brasil. Psicanalistas e profissionais de saúde mental têm sido chamados à rede privada de ensino para falar sobre o tema. Pais e professores estão em busca de pistas para compreender por que mais jovens tiram a própria vida e como é possível prevenir a tragédia. Casos de adolescentes que se matam já fazem parte da crônica das cidades de todos os tamanhos no país, do Rio Grande do Sul aos estados da Amazônia. No Brasil, entre 2000 a 2015, os suicídios aumentaram 65% dos 10 aos 14 anos e 45% dos 15 aos 19 anos, segundo levantamento do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador do Mapa da Violência no Brasil. Nos últimos dois anos, os números podem indicar uma pequena estabilização, mas só daqui mais um ano será possível afirmar se é uma tendência ou apenas uma oscilação. No mundo, o suicídio já é a segunda causa de morte entre adolescentes, segundo a Organização Mundial da Saúde. Por que mais jovens se suicidam hoje do que ontem?

Revolução sexual de Maio de 68 “nunca aconteceu”, dizem especialistas

Carta Capital
por Radio France Internationale — publicado 06/05/2018
Movimento foi marcado pelo conflito entre gerações no país: jovens não encontravam um lugar na sociedade
Wikipedia
maio 68
Senhor observa um dos célebres slogans de Maio de 68 na França: "Jouissez sans entraves", "Gozem sem impedimentos", diz a frase, que simbolizava o desejo de liberação dos estudantes
“Um clichê que se tornou nostálgico e mesmo conservador”. A frase, do antropólogo, sociólogo e especialista em sexualidade na França, Michel Bozon, desmistifica a “revolução sexual”, que supostamente teria eclodido junto com Maio de 68. Para ele, assim como para a historiadora Michelle Zancarini-Fournel, a liberação sexual nunca foi uma das pautas principais do movimento que completa 50 anos.

Márcia Rocha: a advogada travesti que mudou a OAB

Ela é a primeira do país a atuar com o nome social registrado na Ordem

KALLEO COURA
Jota
31/01/2017
Depois de representar a Seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) num evento, a advogada Márcia Rocha foi abordada por um estudante, munido de um notebook, intrigado por não encontrar seu nome nos quadros da instituição.
“Respondi que ele não iria encontrar mesmo, mas se procurasse por Marcos, iria ver a minha foto”, conta a advogada. O episódio, que segundo Márcia não chegou a gerar grande constrangimento, foi o gatilho para que ela pedisse à OAB que seu nome social fosse inserido nos quadros da instituição.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Transexualidade não é mais considerada doença mental pela OMS

18.06.2018 | POR REDAÇÃO MARIE CLAIRE

Organização divulgou nesta segunda-feira (18) sua nova classificação internacional de doenças (CID-11)

A OMS divulgou nessa segunda-feira (18) a 11ª revisão de seu manual de classificação de doenças, a CID-11. A última versão, a CID-10, havia sido publicada 18 anos atrás.
Um dos destaques do novo documento é a remoção da transexualidade da lista de doenças e transtornos mentais, categoria que inclui a esquizofrenia, síndrome do pânico e anorexia, por exemplo. 

Até quando teremos que aguentar atos machistas?

Flávia Albaine
Justificando
Quarta-feira, 20 de junho de 2018

Certa vez, dirigindo pelas estradas do interior de Rondônia para atender a população carente de determinada cidade, me deparei com um caminhão com um adesivo colado na traseira escrito “Mulher no volante, perigo constante”.
Custei a acreditar no que via à minha frente, tanto que demorei para ultrapassar o caminhão. Fiquei com aquela frase martelando na minha cabeça e a primeira coisa que fiz ao chegar na minha cidade de destino foi comentar tal fato com um grupo de pessoas próximas, incluindo mulheres.
Sinceramente, não sei dizer o que me deixou mais chocada, se a frase na traseira do caminhão ou a reação das pessoas do grupo: “Você está exagerando, é apenas uma brincadeira”.

A maternidade dilacera

Ana Carolina Bartolamei Ramos
Quarta-feira, 20 de junho de 2018
“Muito mais do que a sagração do feminino, a experiência da maternidade é o sepultamento da mulher que existia antes. Haverá outra, que ainda precisará saber quem é, mas não aquela. Todo nascimento de um filho é também o nascimento de uma mãe – e a morte de uma das tantas mulheres que somos ao longo de uma vida”.[1]

A infância diante da política migratória de Trump

Monique Roecker Lazarin
21 de junho de 2018
As imagens da semana, de crianças migrantes detidas em um armazém no Texas, nos EUA[1], demonstram uma face perversa da atual política de controle das fronteiras na gestão do presidente Trump, e suscitam um debate que sociólogos da infância há tempos se propõem a pensar: a infância é um fenômeno social. Isso significa, dentre muitas outras perspectivas, que ela tem variações internas, a depender da conjuntura de que se fala. Infâncias, então podemos dizer. Ser preso e separado da família em um contexto migratório certamente é um desses cenários que traz especificidades – trágicas, obviamente – à vivência da criança. Mas, há tempos sabemos das atrocidades cometidas contra imigrantes na tentativa de fechar as fronteiras (seja nos Estados Unidos ou na Europa). Se fossem adultos talvez Melanie Trump não teria se pronunciado. O que faz com que a imagem da criança traga tamanha comoção?

Justiça mais eficaz no enfrentamento à violência contra a mulher

Manuel Carlos Montenegro
Agência CNJ de Notícias
18/06/2018

A resposta do Poder Judiciário aos casos de violência doméstica contra a mulher tem sido mais eficaz. Em 2017, os magistrados brasileiros deram fim a 540 mil ações penais relativas a agressões dessa natureza — 88 mil processos a mais que as 452 mil ações ingressadas nos tribunais de Justiça de todo o País ao longo do ano anterior, 2016. 
A atuação do Judiciário no ano passado ajuda a frear a tendência de aumento do volume anual de novos processos penais relativos a agressões de mulheres no ambiente familiar. O diagnóstico faz parte de um estudo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para verificar a aplicação da Lei n. 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, com base nos dados de tribunais de Justiça de todo o País.

Cármen Lúcia renova composição do Fórum Nacional da Infância e Juventude

Luiza Fariello
21/06/2018
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), designou  novos integrantes do Fórum Nacional da Infância e da Juventude (Foninj), por meio da Portaria n. 40, de 19 de junho, publicada no Diário de Justiça.

Violência doméstica: Justiça pela Paz em Casa movimenta tribunais

Regina Bandeira
21/06/2018

Tribunais preparam ações para a realização da 11ª edição da Semana Paz em Casa, que ocorrerá entre os dias 20 e 24 de agosto, em todo o País. A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica, do Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA), solicitou aos magistrados das varas criminais que selecionem os processos mais antigos de violência contra a mulher para julgá-los.
A Semana tem como objetivo acelerar a prestação jurisdicional de casos de violência doméstica e familiar. Tramitam no Judiciário brasileiro cerca de 900 mil processos desse tipo.  A próxima edição do mutirão vai concentrar esforços nos julgamentos dos Tribunais de Júri, para que os processos de feminicídio ou de tentativa de homicídio contra mulheres sejam julgados.

Justiça concede 236 mil medidas protetivas em 2017

Manuel Carlos Montenegro
22/06/2018 

Aumento em 21%, em 2017, a quantidade de medidas protetivas concedidas pela Justiça para prevenir agressões a mulheres, como quando o juiz determina o afastamento do lar para um marido. 
Foram 236.641 medidas concedidas no ano passado, contra 194 mil, em 2016. Os estados que registraram maior crescimento, em número de medidas, foram Goiás, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. O retrato estatístico faz parte do estudo “O Poder Judiciário na Aplicação da Lei Maria da Penha 2018”, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Feminicídio: 10,7 mil processos aguardavam decisão da Justiça em 2017

20/06/2018
Manuel Carlos Montenegro 
Agência CNJ de Notícias

Os tribunais de Justiça tinham 10.786 processos de feminicídio para decidir ao final de 2017. Desde a edição da Lei n. 13.104, em 2015, o assassinato de uma mulher em função do gênero tornou-se qualificadora do tipo penal homicídio, que se tornou hediondo, quando cometido nessas circunstâncias.
Levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também revela que, em 2017, o esforço de juízes em aplicar a lei em casos de assassinatos de mulheres gerou mais sentenças em relação ao ano anterior.

Sobre almas gêmeas

04/06/2018 por Luciene Félix
“Não se trata somente de união sexual, mas de ‘uma coisa’ que a alma de um quer da alma do outro”. Platão

Indômita potência, inspirador de virtudes, a divindade mais antiga, eterno, universal, pois presente em todo cosmos, belo e jovem, o amor é a busca pela unidade e também um tipo de delírio.

Criação de crime de importunação sexual no Código Penal é aprovada na CCJ

20/06/2018
A importunação sexual, ou seja, a prática de ato libidinoso contra alguém sem a sua anuência, poderá passar a ser crime previsto no Código Penal (CP). A medida foi aprovada em reunião desta quarta-feira (20) da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A Comissão aprovou ainda pedido de requerimento para que o texto seja votado em caráter de urgência pelo Plenário.