Cantor é uma das estrelas da iniciativa que pretende incentivar os angolanos a registarem os seus filhos; no país, apenas uma em cada quatro crianças com menos de 5 anos são registadas oficialmente.
Contribua com o SOS Ação Mulher e Família na prevenção e no enfrentamento da violência doméstica e intrafamiliar
Banco Santander (033)
Agência 0632 / Conta Corrente 13000863-4
CNPJ 54.153.846/0001-90
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
Unesco: Europa tem de responder à violência nas escolas com base na orientação sexual
21 dezembro 2018
Relatório do Conselho da Europa e Unesco também avalia violência com base na identidade de género e características sexuais; apenas um quarto dos países europeus tem políticas integradas; Portugal implementou série de medidas nos últimos anos.
A violência nas escolas com base na orientação sexual, identidade ou expressão de género ou características sexuais ocorre em toda a Europa e não tem registos fiáveis.
“O Brasil imagina que o indígena é uma questão só de pintura e vestimenta”
20 dezembro 2018
Entrevista exclusiva com Joênia Wapichana, a primeira indígena a ser eleita deputada federal na história do Brasil. A ativista e advogada recebeu o Prêmio de Direitos Humanos 2018 na ONU.
Creches: a diferença de um bom começo
Caminhos da Reportagem
No AR em 20/12/2018
De 0 a 3 anos é a fase em que o cérebro humano está a pleno vapor: é quando as informações, experiências, imagens, sons e texturas - tudo o que a criança vivencia - são usados para formar a arquitetura do cérebro, que é base para aprendizagem e comportamento durante toda a vida. A creche é um local de estímulos e experiências que contribui com essa etapa do desenvolvimento. O Caminhos da Reportagem percorre vários estados do país para mostrar como as creches, públicas ou privadas, têm trabalhado com os bebês e também como a falta delas ajuda a acentuar as diferenças sociais.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
Crescem iniciativas que dão visibilidade a mulheres cientistas e divulgadoras de ciência
Atividades contribuem para o debate sobre disparidade de gênero na academia e mudam percepção pública sobre o papel feminino na pesquisa
14 DEZ 2018
EDIÇÃO DE IMAGEM
Desde pequena, Rafaela se interessava por ciência. Gostava de assistir a programas de televisão sobre animais, lia sobre o assunto, visitava museus e fazia experimentos com as plantas de sua mãe. Rafaela soube cedo quem foram Darwin, Lamarck, Cuvier e Einstein, grandes cientistas homens e estrangeiros. Mas ela se perguntava: onde estavam as mulheres? A pergunta começou a ganhar algumas respostas quando ela assistiu ao filme Na montanha dos gorilas (Gorillas in the mist), sobre a antropóloga americana Dian Fossey, que se dedicou à conservação dos gorilas em Ruanda, África, na segunda metade do século XX. O modelo da pesquisadora em campo emocionou Rafaela e a fez perceber que as mulheres estavam na ciência e que ela também poderia estar um dia. Hoje, Rafaela Falaschi é pesquisadora na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná, e estuda a diversidade e evolução de insetos.
O gênero da filosofia
Não é melhor aceitar a lista convencional de filósofos consagrados e mostrar, por meio dela, a enorme parcialidade do mundo?
DANIEL INNERATY
22 DEZ 2018
El País

Como abordar a história da filosofia a partir de uma perspectiva de gênero? De um tempo para cá, tem havido propostas para recuperar filósofas que não receberam atenção suficiente ou nenhuma. É reconfortante encontrar agora nos novos cânones mulheres como Aspásia, Hipátia, Catarina de Alexandria, Hildegard von Bingen, Wollstonecraft, Stein, Arendt, De Beauvoir e Weil, e sua mera inclusão repara uma parte da injustiça histórica sobre a qual está construído o nosso mundo, e também o mundo da historiografia filosófica. De qualquer forma, o fato de a lista de vozes femininas silenciadas ser muito curta não se deve apenas a que quem fez essa lista não reparasse em filósofas valiosas, mas principalmente a que ao longo da história as mulheres têm tido muito poucas oportunidades de acesso a lugares de onde emitir sua voz.
O novo poder das mulheres para romper com o silêncio imposto pelo patriarcado
Se as redes trazem risco às mulheres, como o discurso do ódio, o movimento “#metoo” ou “NiUnaMenos” foram ondas que tiraram as vítimas do silêncio para transformá-las em protagonistas da história
DINIZ E GISELLE CARINO
22 DEZ 2018
El País

João de Deus tem nome divino, era curandeiro e líder espiritual no interior de Goiás, em uma cidade escondida no mapa brasileiro. Com poderes além do humano, fazia cirurgias e tratamentos pouco convencionais. Foi preso por charlatanismo no passado, acusado de exercício ilegal da medicina. Recebeu visitas ilustres, como juízes da suprema corte ou presidentes de países, celebridades internacionais, como Oprah Winfrey, e fez-se milionário. Era um intocável pelos poderes de cura, por isso o segredo do horror da violência sexual contra mulheres e meninas foi escondido por tanto tempo.
Sabrina Bittencourt, a mulher que desmascarou João de Deus
“Não importa o que fizeram com você”, disse Jean-Paul Sartre, “importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Fosse vivo, o existencialista francês encontraria na ativista paulistana Sabrina de Campos Bittencourt umas das histórias mais interessantes a encaixar-se em sua frase famosa.
Reforma da Justiça criminal dos EUA negligencia situação das mulheres
Para não dizer que a tímida reforma da Justiça criminal dos EUA não falou das mulheres, a “Lei Primeiro Passo” (First Step Act) proibiu algemar presas durante o parto e incluiu um dispositivo vago, requerendo que as prisões ofereçam “suprimentos de saúde femininos” — como se isso não existisse antes. E foi só.
Participação feminina aumentou em atividades de arbitragem no CAM-CCBC
Segundo levantamento parcial, números em 2018 foram maiores em comparação com 2017.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
Em conformidade com a resolução administrativa 30/18, o Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CAM-CCBC) anuncia os números parciais sobre a participação feminina nas atividades do centro envolvendo a arbitragem.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
Mamilos 176 – Perdoar Pra Quê?
Jornalismo de peito aberto
22.dez.2018

Então é Natal, tempo de milagre até para ateus ortodoxos porque mesmo na guerra é aquele tempo em que a gente baixa as armas e olha para quem está do outro lado da trincheira enxergando a humanidade que nos conecta. Nós esquecemos por um dia as feridas que nos infligimos e enxergamos a dor compartilhada, as perdas mútuas. Celebramos nossa capacidade de criar beleza, alegria e solidariedade. Por um dia, todas as diferenças que nos separam ficam secundárias
Investigações mostram que WhatsApp está cheio de pornografia infantil
Relatório mostra que grupos que compartilham pornografia infantil nem disfarçam os nomes na plataforma e são facilmente encontrados por aplicativos paralelos

por Soraia Alves
21.dez.2018
Depois de conferir um relatório de duas ONGs israelenses que apontam uma grande quantidade de grupos no WhatsApp exclusivos para o compartilhamento de pornografia infantil, o site TechCrunch vasculhou alguns desses grupos que ainda aparecem ativos e compartilhando o material ilegal.
O racismo também é uma burrice econômica
Executiva estimula empreendedorismo negro com o conceito "não me vejo, não compro"
Nina Silva em depoimento a Gilberto Porcidonio
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| Nina Silva, criadora do Movimento Black Money, rede de apoio para aumentar a circulação do dinheiro em comunidades negras Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo |
Nasci e vivi no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Em 1982, era a maior favela plana da América Latina. Meu pai é soteropolitano e veio muito cedo para o Rio. Minha mãe é do interior. Veio tentar a vida de empregada doméstica aqui. Minha irmã, seis anos mais velha que eu, passou um baita perrengue quando éramos criança. Nossa vida só melhorou quando meu pai se tornou funcionário público da Assembleia Legislativa. Como ele sempre foi muito bom em gerir as finanças da família, mesmo na escassez, viramos classe média e fomos para bairros e escolas melhores. Meu ambiente familiar sempre foi dominado por negros.
O problema das garotas
As mulheres que se dedicam às ciências médicas recebem menos financiamento para pesquisas e, com frequência, não são convidadas a participar de congressos médicos. Não raro, sofrem assédio sexual
Em meados de 2015, o professor Tim Hunt, que então dava aulas no University College de Londres (UCL), dirigiu-se a uma plateia de jornalistas para fazer um discurso que, na opinião dele, deveria soar bem-humorado: “Meu problema com as garotas é que três coisas acontecem quando elas estão no laboratório”, começou Hunt, vencedor do prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2001. “Você se apaixona por elas ou elas se apaixonam por você. E, quando você as critica, elas choram”. Hunt estava na Coreia do Sul, participando de uma conferência organizada por associações de mulheres cientistas. O comentário, sexista, causou ultraje imediato. Tentando se justificar, o cientista disse à rede britânica BBC que não tivera a intenção de ofender ninguém. Mas, salientou, de fato acreditava no que dizia.
Quando boletim sai às sextas, risco de violência contra criança quadruplica
O dia de entrega do boletim escolar provoca ansiedade e pavor entre os alunos por razões que parecem ir além do desempenho acadêmico. Em alguns casos, pode levar alguns a temerem pelo próprio bem-estar físico. Um novo estudo feito nos Estados Unidos constatou um aumento de quase quatro vezes nos relatos confirmados de abuso infantil nos sábados, imediatamente após a distribuição dos boletins escolares nas escolas públicas da Flórida.
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