(*) Por Maria Helena Masquetti, especial para a Envolverde
Dal Marcondes 06/02/2018
Quem já enfrentou uma turbulência num voo, possivelmente sabe o quanto é tranquilizante notar que as aeromoças prosseguem tranquilas alguma conversa informal. Se estiverem rindo, então, podemos até adormecer com solavancos e tudo. Certamente, porque o que lemos na expressão delas é a segurança da experiência em voos que nos falta e o conhecimento da rota que lhes permite antever que tudo irá se acalmar.
Pais, parentes, educadores e cuidadores, somos como essas aeromoças enquanto cuidadores dos voos que nossas crianças estão alçando rumo à construção de suas identidades. Por mais que a turbulência das mensagens comerciais que bombardeiam os pequenos diariamente tente convencê-los de que lá fora “todo mundo está usando, todo mundo está comprando!”, sabemos que o marketing está apenas chacoalhando no ar frases de efeito endereçadas a um dos pontos mais frágeis das crianças, que é o temor natural que elas têm de se sentir excluídas de seus grupos.