Editora de gênero do 'The New York Times' lança no Brasil o livro 'Clube da luta feminista'. Saiba por que todos deveriam lê-lo
EL PAÍS
MARINA ROSSI
SÃO PAULO
Você começa o dia irritada porque tem uma reunião importante e passou a noite ansiosa com isso. Dormiu mal, acordou pior. Logo cedo, ao ver seu estado de nervos, seu companheiro pergunta se você está menstruada ou de TPM. Na chegada ao trabalho, seu chefe festeja a sua chegada, porque o café acabou e “seu café, afinal, é ótimo, você poderia fazer pra gente?”. Na esperada reunião, você senta na ponta da mesa, tenta falar, e é interrompida por diversas vezes, até desistir. E aquela sua boa ideia acaba sendo apresentada por um colega, que colherá os frutos por ela. Na sua cabeça, você já mapeia os melhores lugares onde vai chorar o fim deste dia voltando para casa. A linha de ônibus Lapa-Socorro sempre foi convidativa. Antes de dormir, você se autossabota e diz a si mesma que talvez a ideia fosse mesmo do colega e ele fez bem em apresentá-la.

