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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A França legalizou a pedofilia na prática: isso não é “fake new”?

Jus
Eduardo Luiz Santos Cabette
Publicado em 08/2018


A FRANÇA LEGALIZOU A PEDOFILIA[1] NA PRÁTICA: ISSO NÃO É “FAKE NEWS”
Autor: Eduardo Luiz Santos Cabette, Delegado de Polícia, Mestre em Direito Social, Pós – graduado em Direito Penal e Criminologia, Professor de Direito Penal, Processo Penal, Criminologia, Medicina Legal e Legislação Penal e Processual Penal Especial na graduação e na Pós – graduação do Unisal e Membro do Grupo de Pesquisa de Ética e Direitos Fundamentais do Programa de Mestrado do Unisal.
            Recentemente foi divulgada na internet a notícia de que a legislação francesa, na prática, teria legalizado ou liberado a pedofilia, ao não permitir o estabelecimento de idade mínima para que alguém possa manter relação sexual com uma criança ou adolescente.
            Um dos vídeos sobre o tema foi elaborado e exposto por Bernardo P. Küster, onde o autor informa sobre o estabelecimento expresso na nova legislação francesa de que não pode haver uma idade mínima para que uma pessoa possa praticar atos libidinosos de qualquer espécie com um (a) jovem. [2]
            Logo em seguida, notícias como essa acima foram tachadas como “fakenews” ou notícias falsas por veículos de aferição.

As sufragistas e o feminismo

Jus
Rodrigo da Paixão Pacheco
Publicado em 07/2018
RESUMO: Este artigo tem como escopo abordar sobre o filme As Sufragistas, lançado em 2015, com autoria de Abi Morgan, direção de Sarah Grovan, e, produção de Allison Owen, Faye Ward, buscando fazer a relação com o feminismo. No filme fica clara a cultura machista do período de 1912. A vida quotidiana das mulheres é demonstrada com uma série de violências sofridas, além da luta travada por elas para adquirir o direito de voto, de igualdade sobre os filhos, casamento e educação. Diante das leituras disponibilizadas através da professora Maria José Pereira Rocha, da disciplina de Epistemologia Feminista, foi possível perceber a importância dessa militância feminista para a conquista do voto, e para o próprio feminismo tendo em vista a primeira onda.

domingo, 2 de setembro de 2018

Vera Filme 1987 Cinema Nacional



Filme que conta a história do escritor e poeta transexual Anderson Herzer, baseado em sua obra: "A queda para o alto". Herzer tinha ainda quatro anos quando seu pai foi assassinado. Sua mãe, prostituta deixou-o também órfão ainda na primeira infância. Em conflito com sua identidade de gênero, primeiramente se revelaria homossexual, mas depois se afirmaria como transexual. Logo cedo, segundo indicações de registros escolares, envolveu-se em brigas na escola e também passou a consumir álcool e drogas, o que o fez entrar para a antiga Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (FEBEM) -- onde adotou o nome "Anderson Bigode Herzer", aos 14 anos. Lá ficou como interno até os 17, quando o deputado estadual Eduardo Suplicy sensibilizado com seus poemas e sua história, atuando como seu protégé, lhe deu uma oportunidade de trabalho em seu gabinete e uma vida livre, fora dos muros da instituição. Entretanto, ainda sofrendo profundos traumas, apesar do auxílio recebido, Herzer se suicidaria, atirando-se do Viaduto 23 de Maio, localizado no centro da cidade de São Paulo, vindo a óbito em conseqüência de ferimentos graves, mesmo após ter recebido os primeiros socorros ainda em vida. O filme ganhou o Urso de Prata em Berlim em 1987.

Desafio virtual pode colocar em risco a vida de crianças e adolescentes

29/08/2018
Anna Luisa Praser

Uma boneca virtual assustadora, de olhos arregalados, sorriso sinistro e que propõe desafios que podem colocar em risco a vida de crianças e adolescentes. Essa é a MOMO, criatura que tem deixado em alerta pais e educadores.

Drauzio aos juízes: "Visitem as cadeias"

Luciana Otoni
Agência CNJ de Notícias
27/08/2018
“Os juízes encarregados de distribuir penas deveriam conhecer as cadeias para as quais mandam as pessoas”. Essa foi a recomendação dada por Drauzio Varella durante a palestra “Saúde como Direito” proferida na abertura da Reunião Preparatória do XII Encontro Nacional do Poder Judiciário, organizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na segunda-feira (27/8). O médico oncologista, reconhecido por seu prestigiado trabalho com presos, apresentou um panorama da saúde pública no País apontando a violência como uma das três maiores causas de morte no Brasil, juntamente com as doenças cardiovasculares e o câncer.
Ao abordar a desigualdade social e a falta de segurança nas periferias, Varella demonstrou como as facções do crime organizado usam o tráfico de drogas para oferecer ocupação e renda a jovens marginalizados, avançando no sistema penitenciário e ampliando seu controle em comunidades de baixa renda.

Pesquisa do IPEA: Justiça falha no atendimento às mulheres vítimas

Regina Bandeira
Agência CNJ de Notícias
31/08/2018

Ausência de juízes em audiências judiciais de violência doméstica; vítimas que não entendem nem recebem esclarecimento sobre seu próprio caso; atendimento psicossocial em número insuficiente; culpabilização da vítima, por vezes, até monetária – esses são apenas alguns dos problemas percebidos pelos profissionais do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), que investigam a qualidade do atendimento no Judiciário das mulheres vítimas de violência. Os resultados – ainda preliminares da pesquisa – foram apresentados na última semana ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

CNJ monitora combate à violência contra a mulher

Regina Bandeira
Agência CNJ de Notícias
30/08/2018

O Judiciário brasileiro tem, a partir desta quinta-feira (30/8), um retrato atualizado dos processos relacionados à violência doméstica. Trata-se do Portal de Monitoramento da Política de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, em que o site do CNJ passará a publicar informações das varas e juizados que respondem exclusivamente sobre esses casos, por Estado [acesso pela seção Informações e Serviços, item Violência contra a Mulher].
O sistema digital que utiliza dados do Poder Judiciário com foco nos processos de violência doméstica e familiar estará disponível para acesso público a partir das 9h desta quinta-feira e trará dados específicos de cada comarca, como o número atualizado do estoque de processos judiciais e a taxa de congestionamento dessas unidades.
“Acompanhar a implementação da política de enfrentamento à violência contra as mulheres ajuda os juízes a adotarem as medidas necessárias para melhor prestação jurisdicional”, afirma a juíza auxiliar da Presidência do CNJ Andremara dos Santos.

Feminicídio: vítimas diretas e indiretas do crime que atinge milhares no Brasil

CAMILA TUCHLINSKI - O ESTADO DE S.PAULO
31/08/2018

Relacionamento abusivo e ciúme excessivo podem ser gatilho para assassinatos contra mulheres
"Estamos imersos em uma cultura em que a mulher é considerada quase que um objeto que precisa seguir o padrão de comportamento que o homem espera". A avaliação é da juíza Tatiane Moreira Lima, que atuou durante anos na Vara de Violência Doméstica Contra a Mulher. Atuando nos casos em que a população feminina é vítima, a magistrada foi atacada, em 2016, por Alfredo José dos Santos, que invadiu o Fórum Regional do Butantã, na zona oeste de São Paulo, e ameaçou incendiar a magistrada.

sábado, 1 de setembro de 2018

Pesquisadoras da USP vencem prêmio para mulheres cientistas

Com o objetivo de promover a igualdade de gênero no ambiente científico, a L’Oréal Brasil em parceria com a UNESCO no Brasil e com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) criou o Prêmio “Para Mulheres na Ciência” que reconhece o trabalho de mulheres cientistas. Desde 2006, mais de 80 pesquisadoras brasileiras já tiveram seus trabalhos reconhecidos com uma bolsa auxílio de R$ 50 mil reais, nas categorias: Ciências da Vida, Química, Matemática e Física.
A edição 2018 recebeu 524 inscrições e entre essas, duas pesquisadoras da USP foram premiadas: Luna Lomonaco e Sabrina Lisboa.
A cerimônia de premiação será realizada dia 4 de outubro, na sede da L’Oréal, no Rio de Janeiro.

CNPq publica edital para incentivar meninas na carreira de ciências exatas


Na última segunda-feira (20), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançaram a Chamada “Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação”. A iniciativa, que representa um investimento total de R$ 3 milhões, estimula a aproximação das escolas públicas da Educação Básica com as Instituições de Ensino Superior. O edital engrossa as manifestações da comunidade científica sobre a necessidade de ampliar o interesse e a participação de meninas e mulheres nas áreas de ciências exatas e reduzir a desigualdade de gênero. As propostas podem ser enviadas até o dia 5 de outubro de 2018.

Graduanda em física faz divulgação científica com histórias em quadrinhos

CBPF 
23 de Agosto de 2018

Recentemente, por uns poucos dias, a graduanda em física Khennya Maria Gonçalves de Araújo trocou sua URCA (Universidade Regional do Cariri), no Ceará, pela Urca, bairro da cidade do Rio de Janeiro, ocasião em que visitou o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).
O Núcleo de Comunicação Social do CBPF, alertado sobre a vinda de Khennya, a convidou para um bate-papo, para saber mais sobre sua estratégia criativa de divulgar ciência (especialmente, física) tanto para estudantes do ensino médio quanto o grande público: histórias em quadrinhos.

versão para tv | butler, davis e fraser: feminismo e democracia na contemporaneidade, com yara frateschi

CPFL
28 de agosto de 2018


Robert Waldinger: “A solidão mata. É tão forte quanto o vício em cigarros ou álcool.”

Robert Waldinger e sua esposa, Jennifer Stone (foto: Rose Lincoln/Harvard)
Robert Waldinger e sua esposa, Jennifer Stone (foto: Rose Lincoln/Harvard)
21.08.2018
Harvard, 1938. Época da Grande Depressão.
Cientistas decidem mapear as vidas de 268 estudantes da instituição, buscando compreender as relações entre saúde física e mental, entre saúde e felicidade. Dentre os participantes, estavam nomes como John F. Kennedy e o editor do Washington Post, Ben Bradley.
Foram quase oito décadas de acompanhamento. A pesquisa, chamada de Harvard Study of Adult Development, tornou-se o mais amplo estudo já realizado sobre a felicidade humana.

Por que a democracia precisa das humanidades?

14.08.2018 | Martha C. Nussbaum
Ao priorizar o conhecimento técnico e deixar as humanidades de lado, as democracias ocidentais solapam os próprios fundamentos e se aproximam do modelo cultural de regimes autoritários como China e Cingapura. É o que diz uma das mais importantes filósofas contemporâneas, Martha Nussbaum.

Como impedir o massacre das mulheres

Pelo menos três brasileiras são assassinadas por dia pelo simples fato de serem mulheres. O feminicídio é uma vergonha para o País e seu combate exige transformações sociais e culturais profundas. Elas já começaram

Cilene Pereira e Paula Diniz
31/08/18

Três mulheres terão morrido covardemente no Brasil até o dia terminar. Amanhã, mais três. E mais três, mais três e mais três por dia, assim, sucessivamente, até o fim do ano. Mulheres como Adriele Freitas de Sena, golpeada dez vezes com uma faca pelo ex-namorado Valdelício Donizete. Ou Edilma Barbosa, morta a facada pelo marido, Edvan Oliveira. As duas morreram na terça-feira 28. Adriele em Guaíra, no interior de São Paulo, e Edilma em Cubatão, no litoral paulista. Elas foram vítimas de feminicídio, definido legalmente como o assassinato de mulheres por motivos de desigualdade de gênero. Ou seja, mortas pelo simples fato de serem mulheres. Em 2016, foram 929 homicídios enquadrados na classificação. Em 2017, 1.133. Os números consolidam o Brasil como um dos países que mais mata suas mulheres. É uma condição da qual qualquer nação civilizada deve se envergonhar. Figurar entre os campeões de feminicídio nos coloca mais próximos da barbárie do que da modernidade e da igualdade de tratamento e proteção que dela advém. Doído de se enxergar, o retrato coloca à sociedade brasileira o desafio de se mover para que um novo cenário seja criado.