Contribua com o trabalho do SOS Ação Mulher e Família: Banco Santander (033) / Agência 0632 / Conta Corrente 13000863-4 / CNPJ 54.153.846/0001-90

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Guia dos Direitos da Mulher no Brasil



O Guia dos Direitos da Mulher foi elaborado pela assessora técnica do CFEMEA, Iáris Ramalho Cortês, para desmistificar o Direito e torná-lo um instrumento acessível, em especial para as mulheres, na luta pelo exercício pleno de sua cidadania.
A publicação informa, em linguagem simples, sobre os direitos básicos das mulheres nas áreas dos direitos humanos, constitucional, civil, penal, trabalho, previdência, saúde, de seus/suas filh@s. Também orienta sobre os procedimentos que devem ser adotados para se exercer esses direitos no dia-a-dia. Com ele você poderá ser advogada de si mesma.
Sou Cidadã, Conheço meus Direitos é fruto do Guia dos Direitos da Mulher. A página 11 do Fêmea é publicada mensalmente desde junho de 1997 para continuar o trabalho do Guia e contribuir na popularização dos direitos da mulher. As Leis, antigas e novas, estão divididas por temas, para facilitar sua pesquisa.

Saiba mais: 

A SEMANA NO CONGRESSO

Esta semana: Violência Contra Jovens Negr@s na CSPCCO e Criminalização da Homofobia na CDH.

Câmara dos Deputados

A Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) pode votar o PL 6.297/2005,·de Maurício Rands (PT/PE), que·pretende incluir na situação jurídica de dependente, para fins previdenciários, o companheiro homossexual do segurado e a companheira homossexual da segurada do INSS e o companheiro homossexual do servidor e a companheira homossexual da servidora pública civil da União. Jô Moraes (PC do B/MG) apresentou parece pela aprovação da matéria, com substitutivo.
O PL 3.064/2008, de Cléber Verde (PRB/MA), dá nova redação ao art. 1.524 do Código Civil, que dispõe sobre o rol de pessoas habilitadas a argüirem as causas suspensivas do casamento, incluindo expressamente o ex-cônjuge, e acrescenta o parágrafo único, estabelecendo-se prazo para argüição de causa suspensiva. José Linhares (PP/CE) apresentou parecer pela aprovação da proposta.
O PL 3.783/2008, de Carlos Bezerra (PMDB/MT), assegura à mulher sob estabilidade provisória a continuidade do benefício em caso de falecimento do filho. Jandira Feghali (PC do B/RJ) apresentou parecer pela aprovação da proposta. A reunião deliberativa·está marcada para  esta quarta-feira (30), no Anexo II, Plenário 07, às 9h30m.
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) realiza Audiência Pública sobre a violência de que são vítimas @s jovens negr@s. Diversas autoridades foram convidadas. O debate está marcado para esta terça-feira (29), às 10h, no Anexo II, Plenário 08.

Senado Federal

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) debate nesta terça-feira (29) o projeto de lei que criminaliza a homofobia (PLC 122/2006). Irão debater a proposta o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante; da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Raymundo Damasceno Assis; e da Frente Nacional Cristã de Ação Social e Política (Fenasp), Wilton Costa. A audiência será às 14h no auditório da comissão.

Plenário

O Plenário da Câmara dos Deputados está com seis medidas provisórias e um projeto de lei que trancam a pauta. Liberando a pauta, está na pronta para discussão a PEC 590/2006, que dá nova redação ao parágrafo 1º do artigo 58 da Constituição Federal, garantindo a representação proporcional de cada sexo na composição das Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado e de cada Comissão, assegurando, ao menos, uma vaga para cada sexo. Também pronto para discussão, o PL 4.857/2009 cria mecanismos para coibir e prevenir a discriminação contra a mulher, garantindo as mesmas oportunidades de acesso e vencimentos; projeto chamado de "Lei da Igualdade".
Nesta semana, a pauta de votações do Plenário do Senado Federal continua trancada por proposições em regime de urgência. Demais proposições aguardam discussão.

Entre as cerca de 400 propostas legislativas acompanhadas pelo CFEMEA, pouco mais de 40 estão prontas para votação nos Plenários das duas Casas. Como as MPs e Projetos de Lei em regime de urgência têm prioridade em relação a outras matérias, esses projetos dificilmente são apreciados. 

Fonte: Câmara
Elaboração: Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) 

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

DESFILE DO SOS AÇÃO MULHER E FAMÍLIA 
NO CIC - CENTRO DE INTEGRAÇÃO DA CIDADANIA
 
No próximo dia 08 de dezembro, às 14h30, o SOS promoverá junto ao CIC, no bairro Vida Nova, um desfile para comemorar e encerrar as atividades do ano.
Pelo programa SOS-Vida Nova em Família, nesse mês de novembro oferecemos gratuitamente no CIC duas oficinas, de bolo e de maquiagem, para mulheres do território, com o objetivo de resgatar a autoestima, promover a cidadania e proporcionar capacitação, sempre no entendimento de que a prevenção à violência contra a mulher é muito importante na contenção dos índices de violência geral que se reproduz pela sociedade.
O evento dará às alunas a oportunidade da apresentação de seus trabalhos, e envolverá também o talento das alunas do projeto Centro de Beleza e Moda – CBM, que se desenvolve em nossa sede, no centro.
Dessa forma, as roupas que serão usadas por nossas modelos estão sendo confeccionadas pelas alunas do curso de corte e costura do CBM; a maquiagem será feita pelas meninas da oficina no Vida Nova; os cabelos serão escovados pelas alunas do curso de cabeleireiro do CBM; e os bolos que serão servidos aos familiares e convidados no dia do evento serão preparados pelas mulheres da oficina no Vida Nova.   
A comunidade local estará representada no desfile por meninas adolescentes, mulheres da região e trabalhadoras do próprio CIC.
Agradecemos a todas as pessoas que se mobilizaram para que pudéssemos proporcionar mais essa atividade da ONG, e convidamos para que prestigiem o evento.

domingo, 27 de novembro de 2011

SOS Ação Mulher e Família 
no CIC - Centro de Integração da Cidadania
Oficina de bolos - chocolate, com recheio de ganache!
 http://www.facebook.com/media/set/?set=a.282013451835894.65324.199166503453923&type=1
 Oficina de Maquiagem do SOS Ação Mulher e Família 
no CIC - Centro de Integração da Cidadania

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.282009708502935.65322.199166503453923&type=1

Nas garras do Magnífico

Shamere McKenzie caiu em poder de um aliciador, mas sobreviveu ao tráfico humano que escraviza mais de 50 mil pessoas nos EUA

sábado, 26 de novembro de 2011

Salário igual ao dos homens, já!


Aprendemos tudo, chegamos a todos os postos, abraçamos qualquer carreira, mas nosso salário ainda é menor que o dos homens. Vamos virar esse jogo?
Iracy Paulina em 28.10.2011
http://claudia.abril.com.br/materia/salario-igual-ao-dos-homens-ja

carreira-salarios-iguais

(Foto: Karine Basilio)

Em setembro, Dilma Rousseff estampou a capa da Newsweek. A revista americana mostrou uma pesquisa sobre o progresso da mulher no mundo e elegeu a presidenta como o rosto emblemático das conquistas femininas na última década. O título da reportagem, que conta também a trajetória pessoal e política da brasileira, era: “Não mexa com Dilma”. Responsável pela estreia da mulher no comando do Brasil, um país com economia em franco crescimento ante a crise mundial (como definiu a publicação), no dia 21 ela proferiu o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. Foi o primeiro nome feminino a fazê-lo nos 66 anos da organização. Falou para uma plateia coalhada de engravatados, ainda que fosse possível ver algumas das 20 mulheres que chefiam Estados. Dilma iniciou o discurso: “É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna, que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo”. Mas a presidenta terá de se empenhar muitíssimo para transformar o Brasil no país da paridade.
Por quê? No seu trabalho, leitora, o funcionário do lado, que desempenha função idêntica – nem sempre com a mesma competência –, certamente ganha bem mais que você. A prática vem do patriarcalismo, que ainda norteia o mercado. Se não fizermos pressão, a situação se manterá: a direção das empresas é masculina e entende que o universo público pertence ao homem e o doméstico à mulher. Finge esquecer que ocupamos 48,8% dos postos de trabalho. Ignora que nos incomoda ganhar menos. Em 2010, nosso salário médio era de 1 553,44 reais, 83% do ganho do homem, com holerite médio de 1 876,58 reais. Se Dilma adotar medidas públicas de incentivo, conseguir criar entre os empresários um ambiente pró-equidade e, com isso, diminuir significativamente a disparidade, poderá voltar à ONU para ensinar a fórmula aos outros dirigentes. “O salário feminino tem sempre um gap em relação ao masculino. Esse é um fenômeno mundial”, afirma Rebeca Tavares, representante da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul. Nos Estados Unidos de Barack Obama a situação é ainda pior que a nossa: as americanas que têm só o ensino médio recebem 65% do contracheque dos homens no mesmo nível.

Atrasa o planeta
Além de ser uma enorme injustiça, atrapalha o andamento do mundo, como ressaltou a secretária de Estado americano, Hillary Clinton, no especial da Newsweek: “Quando liberamos o potencial econômico das mulheres, elevamos o desempenho econômico das comunidades e das nações”. Nas palavras de Hillary, mais dinheiro na bolsa feminina significa estabilidade política, menos conflitos, mais alimentos e desenvolvimento. Lembra a revista que os 20 países chefiados por mulheres elegem democraticamente seus representantes e somam um Produto Interno Bruto (PIB) de 200 bilhões de dólares. Simples assim: a mulher investe 90% de sua renda na família, enquanto o homem empenha apenas 40%, gastando o resto, em geral, com ele mesmo. Ela estuda, produz melhor e compra mais, investe nos filhos, amplia a casa, influencia as vizinhas, leva a comunidade a cobrar qualidade do serviço público... Não é por outro motivo que “estabelecer a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres” está entre os oito objetivos de desenvolvimento do milênio que os 192 países-membros das Nações Unidas se comprometeram a cumprir até 2015.

Muito estudo, menos grana
Voltando ao Brasil: a distância entre os holerites é um vexame ainda mais estridente nas atividades que exigem escolaridade elevada, faixa em que as mulheres deveriam levar vantagem, já que têm, em média, um ano a mais de estudo que os homens, ocupam 57% das vagas universitárias e também são maioria nos cursos de pós-graduação. Esse grupo qualificado recebe apenas 60% do ganho masculino. “É uma questão cultural: nós somos vistas como ótimas para administrar a pobreza – no Bolsa Família, as beneficiárias são as mulheres, tidas pelo governo federal como honestas e altruístas. Mas a administração da riqueza está fora do que a sociedade espera das mulheres”, observa Hildete de Melo, coordenadora do núcleo transdisciplinar de estudos de gênero da Universidade Federal Fluminense.

Caminhos para mudar
As mulheres precisam assumir cargos de chefia. Do contrário, vamos comer poeira por mais algumas décadas. Uma forma é a designação de tutores para ajudar funcionárias com perfil de liderança a crescer. “Nos Estados Unidos, consultorias em RH estão fazendo um programa personalizado”, explica Rebeca Tavares. Traçam os objetivos da mulher: algumas querem chegar ao topo, outras desejam conciliar melhor trabalho e vida doméstica e almejam ir até a gerência. Desenhado o perfil, a consultoria prepara um plano de tutoria adequado às aspirações.
O Grupo HSBC adotou esse modelo no Brasil, em 2007, para acelerar a carreira de mulheres com alto potencial e desempenho. O foco era a formação de sucessores. De lá para cá, cada uma das 120 selecionadas ganhou um mentor entre os executivos sêniores. Houve um aumento de 111% de mulheres nas gerências. Só em 2011, o banco registrou um crescimento de mais de 20% nos cargos executivos.
A Dow Brasil, multinacional do setor químico e petroquímico, com 29% de mulheres no quadro, mantém há 11 anos o Women Innovation Network (WIN), grupo de voluntários dos dois sexos que discute o papel delas na corporação e sugere avanços, como a flexibilização de horário e a possibilidade do trabalho remoto, sem que isso atrapalhe a carreira das funcionárias, como explica a diretora Anna Paula Dacar, líder na WIN. A usina hidrelétrica Itaipu Binacional, com apenas 19% de mulheres, conseguiu dobrar, nos últimos sete anos, a força feminina nas gerências, que hoje representa 20% do total.
A Itaipu recebeu o Selo Pró-Equidade, lançado há quatro anos pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a ONU Mulheres. O programa tenta incentivar as empresas a instituir e ampliar as ações em favor da mulher. Cem companhias já adotaram a iniciativa, mas apenas 14 são privadas, entre elas Wal-Mart e Philips. A ministra da pasta, Iriny Lopes, espera dobrar o número na próxima edição. “Ao aderir, a empresa se compromete a instalar um comitê interno para elaborar um plano de igualdade, considerando questões de gênero e raça”, diz. A Secretaria supervisiona o andamento. Na mesma linha, a ONU Mulheres lançou o guia “Princípios de Empoderamento das Mulheres”, que já conquistou Dow Brasil, CPFL, Whirpool, KPMG e Ernst&Young. Entre outras medidas, ele propõe a presença de 30% de funcionárias nas mesas em que se tomam decisões em todas as áreas do negócio.
O selo e as outras iniciativas são ainda muito tímidos e, numericamente, insuficientes. Basta conferir a última edição de As Melhores Empresas para Trabalhar – 2011. A publicação, de responsabilidade das revistas VOCÊ S.A. e EXAME, da Abril Mídia, que elege 150 companhias do topo, a nata do país, faz a ressalva: “Um dos pontos que mais chama a atenção, mesmo nas melhores empresas para trabalhar, é a diferença que ainda separa homens e mulheres, tanto quantitativa quanto qualitativamente”.
O Instituto Ethos levantou, em parceria com o Ibope, o perfil social, racial e de gênero das 109 maiores empresas brasileiras. A conclusão: elas reconhecem ter papel importante, mas ainda precisam descobrir como melhorar as condições de igualdade. Cerca de 55% dos executivos pesquisados consideram inadequado o percentil de mulheres em cargos de liderança e chefia; 49% acreditam que isso ocorre por faltar ao comando das empresas conhecimento e experiência para lidar com a questão.
Se deputados e senadores forem menos letárgicos e prestarem atenção nessa realidade, poderemos ver, em breve, a aprovação de um projeto – na fila de votação desde agosto – que tem tudo para alterar o panorama (veja “A lei vai passar?”). Com a nova lei, as empresas serão levadas a realizar as mudanças. “A proposta inclui medidas bem práticas, em harmonia com a legislação trabalhista”, explica a juíza do trabalho aposentada Comba Porto, que ajudou na elaboração do texto. “Resta saber o que vai ser aprovado pelos parlamentares.” O passo seguinte no avanço da legislação seria o que alguns países europeus já adotaram: as cotas nos conselhos administrativos, que elegem o presidente da empresa. Regina Madalozzo, especialista do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), em São Paulo, diz: “Os conselhos constituídos apenas por homens elegem presidentes com o seu perfil. Dificilmente colocam uma mulher”. A Espanha, em 2007, aprovou uma lei determinando que essas instâncias de decisão tenham no mínimo 40% de mulheres. O prazo para a adequação termina em 2015. Seguindo a lei à risca, esse país pode se levantar da crise e contornar seus graves problemas sociais. “Mas não há penalidade para a companhia que não cumprir”, afirma Regina. Já na Noruega, a empresa que desobedece à regra não pode negociar na bolsa. Este ano, a França se mirou nas duas nações. O enquadramento à norma deve ocorrer até 2016. Se isso não acontecer, os membros do conselho deixarão de ser remunerados. Ótima medida!

As empresas ganham
Com mais mulheres no comando, as empresas vão acabar descobrindo que também colherão bons frutos: “Os negócios ganharão com olhares masculinos e femininos sobre um mesmo problema, o que melhora a produtividade e a eficiência”, lembra Regina. O fato já foi constatado pela consultoria americana McKinsey, em 2010, ao analisar empresas internacionais que negociavam ações na Bolsa de Nova York. Os índices de rentabilidade mais elevados estavam nas corporações com mais mulheres no conselho.

O seu tijolinho
Enquanto as macromudanças não vêm, a mulher deve administrar a carreira de maneira hábil. Por exemplo, precisa garantir que a promoção conquistada venha sempre selada pelo dinheiro. Há uma prática espertinha e condenável se espalhando pelo mercado. Funciona assim: os chefes propõem uma promoção regada a prestígio – só com aumento de responsabilidade e carga de trabalho. Eles argumentam que o momento atual impede o oferecimento de remuneração maior. E ainda dizem: “Quem sabe num próximo momento venha o ajuste...” Recuse esse tipo de afago que não rende nenhum tostão. Mais um aprendizado: você é a sua melhor defesa e deve proteger seus interesses ainda na contratação. Sobre isso, diz Mariá Giulese, diretora executiva da consultoria de RH Lens&Minarelli: “A mulher precisa aprender a negociar seu salário e não aceitar a primeira coisa que lhe oferecem, com medo de ser rejeitada ou perder oportunidades”.

A injustiça
• Somos 51,3% da população brasileira.
• Respondemos por 48,8% dos postos de trabalho.
• Temos 8,8 anos de escolaridade ante 7,7 anos dos homens.
• Ocupamos 57,12% das vagas nas faculdades.
• O nosso salário médio é de 1 553,44 reais, 83% do que ganha o homem (1 876,58 reais).
• As brasileiras mais escolarizadas ganham ainda menos: 60% do holerite masculino.

Poucas no comando
• 13,7% são diretoras, presidentas e CEOs
• 22,1% ocupam as gerências
• 26,8% respondem como supervisoras e chefes

Foto modelo Elise Richon, Elite, Karine Basilio; as demais, Getty Images

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Documentário “Leite e Ferro”
estreia em todo o Brasil


O documentário “Leite e Ferro”, um filme sobre amamentação, sexo, drogas e religião no cárcere, estreia dia 25 de novembro em todo o pais nos Cinemas Unibanco.

“Leite e Ferro”, o primeiro longa da diretora Cláudia Priscila, produzido por Kiko Goifman e Jurandir Muller, registra com delicadeza a maternidade na prisão. O documentário tem como cenário o Centro de Atendimento Hospitalar à Mulher Presa (CAHMP), uma instituição em São Paulo que abrigava mulheres em fase de aleitamento após darem à luz. Mães e bebês ficam juntos atrás das grades, mesmo que por pouco tempo, já que depois de quatro meses a criança vai para outra pessoa da família, a uma instituição ou é adotada, às vezes até de maneira ilegal.

O documentário, premiado como melhor documentário e melhor direção de documentário em 2010 no Festival de Paulínia, também discute a contradição das emoções. Por um lado a maternidade é vista como um momento de plenitude na vida das mulheres, por outro  a situação limite do encarceramento e da exclusão. Nesta narrativa uma personagem se destaca e conduz a história. Trata-se de Daluana, apelido que recebeu após se envolver e ter um filho com o “famoso” criminoso Da Lua. Traficante desde os 10 anos, Daluana, hoje na casa dos 40 anos, cresceu na rua e passou por diversas instituições carcerárias.  Aos 14 anos teve sua primeira filha, e esta é a segunda vez  que está  no CAHMP para amamentação, a primeira foi em 2000.

Daluana e suas colegas são registradas de uma forma diferente pela diretora, com uma intimidade de roda de comadre. Assim surgem relatos e discussões, muitas vezes ditas com bom  humor, sobre o prazer de amamentar, sexo, fidelidade, violência policial, amor, tráfico, drogas e religião. As filmagens do documentário aconteceram durante um mês do ano de 2007, na instituição onde se encontravam 70 mães e 70 crianças. O CAHMP foi fechado há quase dois anos e as presas, realocadas em centros hospitalares.

“Leite e Ferro” estreia dia 25 de novembro em São Paulo e dia 02 de dezembro no Rio de Janeiro; em Porto Alegre, Santos, Belo Horizonte e Salvador as datas de estreia ainda não foram confirmadas.
A programação completa está no blog de “Leite e Ferro”: http://leiteeferro.wordpress.com/.

domingo, 20 de novembro de 2011

A oficina de bolos do SOS Ação Mulher e Família no CIC Campinas (Centro de Integração da Cidadania), no Vida Nova, é formada por um grupo de mulheres que em comum têm a força de vontade!
Parabéns, meninas, vocês ainda vão longe!


http://www.facebook.com/pages/SOS-A%C3%A7%C3%A3o-Mulher-e-Fam%C3%ADlia/199166503453923

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cientista tenta desvendar mente de psicopata que matou menina

Estudo pode levar à melhor compreensão e tratamento da psicopatia.

Da BBC
Dugan matou uma menina de 7 anos em 1983 (Foto: AP/BBC)
Dugan matou uma menina de 7 anos em 1983
(Foto: AP/BBC)

Cientistas nos Estados Unidos examinam o cérebro de um assassino serial como parte de um estudo para tentar entender a ligação entre comportamento antissocial e a estrutura cerebral.
Quando Brian Dugan se declarou culpado pelo estupro violento e assassinato da menina Jeanine Nicarico, de sete anos de idade, ele parecia se enquadrar no estereótipo do assassino serial.
Ela foi morta em 1983, embora o crime só tenha sido confessado em 2009. Naquela época, ele já havia sido condenado por estupro algumas vezes e por mais dois assassinatos: uma outra menina de sete anos e uma enfermeira de 27 anos que ele atropelou antes de violentar e matar.
Se a pena de morte não tivesse sido suspensa no Estado americano de Illinois, Dugan teria sido executado.
Curiosamente, ele não mostrou remorso por nenhum de seus crimes. Cientistas acreditam que a falta de empatia possa ter relação com isso.
O neurocientista Kent Kiehl da Universidade do Novo México examinou seu cérebro como parte de um estudo.
"Ele tem dificuldade para entender porque as pessoas se importam com o que ele fez", diz Kiehl, descrevendo sua impressão de Dugan. "Clinicamente, é fascinante".
Kiehl é considerado um pioneiro em uma área avançada da neurociência comportamental: a que tenta entender as funções dos cérebros dos psicopatas e desenvolver tratamentos para suas condições.
Ela é controversa porque, por milhares de anos, homens como Dugan foram rotulados não como doentes, mas malignos.
Na literatura e no cinema, o termo psicopata não é usado para diagnosticar alguém por quem deveríamos ter simpatia, mas sim medo.
"Tendo a ver os psicopatas como pessoas que sofrem de uma desordem, portanto não usaria o termo 'mau' para descrevê-los", diz Kiehl.
O assassino não consegue entender a gravidade de seus atos (Foto: AP/BBC)
O assassino não consegue entender a gravidade
de seus atos (Foto: AP/BBC)

Culpa
Então o que exatamente é um psicopata?
"Clinicamente a definição é alguém com uma pontuação alta em traços como falta de empatia, culpa e remorso", diz Kiehl.
"Eles são muito impulsivos: tendem a não planejar ou pensar antes de agir. Eles têm a tendência de se envolver em problemas desde muito jovens".
Sabemos há tempos que muitas pessoas em prisões apresentam sintomas de psicopatia, mas até hoje sabemos pouco sobre a condição.
Para entendê-la usando a neurociência, Kiehl construiu em seu laboratório um inédito scanner cerebral móvel. Ele é equipado com a mais moderna tecnologia e transportado em um caminhão, para poder entrar em prisões de segurança máxima.
Ele o usou para dois tipos de análises do cérebro de Dugan: para examinar sua densidade e suas funções.
"O cérebro de Brian tem níveis baixos de densidade em um sistema que chamamos de paralímbico", diz ele.
O sistema paralímbico é um "circuito comportamental" no cérebro que inclui regiões como a amígdala e o córtex pré-frontal.
Cientistas já sabiam que estas áreas são associadas com o processamento das emoções.
Ao longo do século passado, pessoas com danos cerebrais nestas áreas foram estudadas porque seu comportamento mudava repentinamente e eles se tornavam antissociais.
"Concluímos que estes sistemas não se desenvolveram normalmente em Brian", diz Kiehl. A psicopatia parece envolver uma falta de desenvolvimento nestas regiões, o que pode ser geneticamente determinado.

Método
Kiehl também monitorou a reação do cérebro de Brian Dugan a algumas imagens perturbadoras, como a de rostos de pessoas sofrendo. Ao examinar o cérebro em tempo real, a meta era testar suas funções cerebrais.
Os exames mostraram que havia relativamente pouca atividade no sistema paralímbico de Dugan durante o processamento de emoções.
"Durante os estudos, Brian terminava as sessões de scanner dizendo 'tive dificuldade em entender o que você queria que eu fizesse'", diz Kiehl.
"Ele cometeu mais erros do que outros cometeriam".
Segundo Kiehl, este é um padrão de atividade cerebral que prova que os psicopatas simplesmente não têm uma habilidade emocional, da mesma forma que outros tem menores habilidades intelectuais.
Ele obteve resultados similares com um grande número de pessoas, em prisões americanas.
Isto significa que Dugan simplesmente não tem noção do mal que causou. "Falar com ele sobre seus crimes é como perguntar o que ele comeu no café da manhã", diz Kiehl.
Ele também admite que, de certa forma, não é surpresa que o cérebro de alguém tão diferente e antissocial também pareça diferente de outros cérebros.
"Mas só agora que podemos ver o quanto seus cérebros são diferentes, é que as pessoas estão prestando atenção", diz ele.

Futuro
Então, o que o sistema legal deve fazer com esses dados?
Pesquisas como a feita por Kiehl alimentam o debate sobre quanto as leis deveriam mudar para acomodar o que hoje sabemos sobre como o "mau comportamento" é causado por condições físicas.
Esta visão da lei criminal é geralmente chamada de "neuro-lei".
É uma visão de futuro controversa, na qual o julgamento moral de um criminoso é substituído pela visão de que alguns deles têm cérebros doentes que precisam ser tratados.
Kiehl acredita que um maior entendimento da psicopatia possa levar a sentenças diferentes e, em especial, o fim de penas de morte para psicopatas.
"Minha esperança é que a neurociência ajude o sistema legal a entender que estes indivíduos têm uma deficiência tratável", diz ele.
Tais tratamentos não deveriam começar após alguém cometer um ato terrível, diz ele. Por isso, Kiehl trabalha junto com outros cientistas para projetar intervenções em crianças que demonstram os sintomas, antes que eles piorem.
Ele acredita que a história de vida de Dugan demonstra que ocorreram momentos cruciais nos quais poderiam ter sido feitas intervenções.
"Brian sofreu desde pequeno. Ele teve um comportamento clássico: incendiou, machucou animais, feriu seus irmãos e irmãs".
Embora ele tenha ido a psicólogos na infância, estes não entendiam bem sua condição. De fato, crianças com sintomas ligados a psicopatia geralmente respondem mal às técnicas usadas para outras crianças com problemas de comportamento. .
Por terem falta de habilidades emocionais, quando os professores tentam fazer com que sintam remorsos, isto os confunde e aumentam as chances de eles ferirem os outros.
A esperança é o desenvolvimento de um diagnóstico específico para estas crianças -- desordem de insensibilidade -- e a partir daí, o desenvolvimento de programas e treinamentos específicos para a doença.
Na essência, estas crianças devem ser ensinadas a terem reações que a maioria tem automaticamente.
O estudo de Kiehl em prisões de segurança máxima vem inspirando outros laboratórios nos EUA e na Grã-Bretanha, que trabalham diretamente com crianças.
"Você pode prevenir estes indivíduos como Brian de se tornarem os indivíduos que são hoje", diz ele.

*O programa "Brain Culture" é transmitido pela BBC por rádio para a Grã-Bretanha.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/11/cientista-tenta-desvendar-mente-de-psicopata-que-matou-menina.html

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

09/11/2011 às 13:00

Publicidade com Datoka Fanning é banida por exaltar sexualidade infantil


Atriz de 17 anos aparece com frasco de perfume entre suas pernas

Foto de Dakota Fanning que gerou polêmica no Reino Unido. Fonte: Divulgação.
 
Uma campanha do perfume Oh Lola!, do estilista Marc Jacobs, foi banida do Reino Unido. A publicidade mostra a atriz Dakota Fanning, de 17 anos, com look mais jovem e em pose polêmica. Na imagem, ela aparece sentada no chão com o frasco da fragância entre as pernas.

A marca de beleza Coty, responsável pela produção do perfume, já havia sido alvo de críticas pelo uso excessivo de imagens com grande carga sexual em seus anúncios. Dessa vez, a proibição de veiculação do anúncio de Oh Lola! foi anunciada pelo órgão oficial de propaganda no Reino Unido. Segundo o jornal inglês “Daily Mail”, a medida está em linha com as ações do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.

"Notamos que o frasco de perfume repousava no colo, entre as pernas da modelo, e consideramos que sua posição era sexualmente provocante", divulgou o órgão em comunicado.

Em recente entrevista, o estilista Marc Jacobs descreveu Dakota Fanning como uma “Lolita contemporânea”, fazendo referência ao nome do perfume. O convite para estrelar o anúncio foi motivado pela atuação da atriz em “The Runaways”, onde ela interpreta uma roqueira adolescente. "Dakota estava no filme e eu sabia que ela poderia ser essa Lolita contemporânea, sedutora, mas doce", definiu Marc.
http://gnt.globo.com/beleza/noticias/Publicidade-com-Datoka-Fanning-e-banida-por-exaltar-sexualidade-infantil.shtml

sexta-feira, 4 de novembro de 2011


Convite para a Jornada Temática
" Mulher, Família e Violência"

Promoção: SOS Ação Mulher e Família e Projeto de Extensão "Observatório da Convivência Familiar e Comunitária na Terceira Idade" FSS/PUC-Campinas.

No dia 16 de novembro próximo estaremos realizando uma jornada temática intitulada "Mulher, família e violência", com a finalidade de refletir sobre o atendimento a mulheres, mulheres idosas e suas famílias.
Se você tem experiências de atenção e intervenção com este segmento, venha colaborar conosco no aprofundamento do debate.

A programação do evento é a que segue:

- A família e o direito;
- Mulher e violência;
- Intervenções nas relações familiares.

Local: PUC-Central, sala 199.
Horário: 14.00 - 17.00hs.
Será expedido certificado para os/as participantes.

No aguardo da sua presença, agradecemos a colaboração no sentido de ajudar a divulgar o evento.
Cordialmente,

Profª Dra. Mirian Faury
FSS/PUC - Campinas

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Desigualdade entre homens e mulheres deixa Brasil atrás de 79 países

 

Medida reflete diferença em relação a mercado de trabalho, saúde reprodutiva e capacitação

02 de novembro de 2011 | 10h 05
Agência Brasil - estadao.com.br


A desigualdade de condições entre homens e mulheres deixa o Brasil atrás de 79 países em um ranking de 146 nações, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O Índice de Desigualdade de Gênero (IDG) é um dos indicadores complementares ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O IDG é uma medida composta que reflete a desigualdade entre homens e mulheres em três dimensões: saúde reprodutiva, capacitação e mercado de trabalho, de acordo com o Pnud. O índice considera variáveis como mortalidade materna, gravidez na adolescência, assentos do Parlamento nacional e taxa de participação na força de trabalho.

No Brasil, 48,8% das mulheres adultas têm alcançado pelo menos o nível de educação secundária, contra 46,3% dos homens. O país reduziu significativamente a taxa de mortalidade materna nos últimos anos, que caiu de 110 para 58 a cada mil nascimentos, entre 2010 e 2011. No entanto, apenas 9,6% dos assentos do Congresso Nacional são ocupados por mulheres. Na Suécia, por exemplo, essa proporção é 45%. Outro fator de desigualdade de gênero marcante no Brasil é a participação no mercado de trabalho: a taxa é 60,1% para as mulheres e 81,9% para os homens.

Os resultados no IDG deixam o Brasil na 80ª posição do ranking, atrás do Chile, da Argentina, do Peru, México, da Venezuela e até dos árabes como a Líbia, o Líbano e o Kuwait. Os melhores índices são da Suécia, dos Países Baixos e da Dinamarca. Os piores desempenhos, que refletem desigualdades mais profundas entre homens e mulheres, são do Iêmen, Chade e Níger. O Irã é o 92° colocado no ranking. A Arábia Saudita aparece na 135ª posição.

SOS Ação Mulher e Família comemorou o Dia da Criança no CIC Campinas

Caça ao tesouro com crianças e adolescentes no Centro de Integração da Cidadania, no bairro Vida Nova.
As crianças ficaram com o ECA na ponta da lingua, e ainda por cima se divertindo e brincando! Agradecemos a contribuição dos Irmãos Vicentinos de Valinhos, que tornaram possível nosso evento para mais de 100 crianças e famílias, com direito a muitos doces e lanche com cachorro quente, bolo e suco.


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SOS AÇÃO MULHER E FAMÍLIA COMEMOROU O DIA DA CRIANÇA NA ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DA POLÍCIA MILITAR DE CAMPINAS