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sábado, 31 de março de 2018

"Mulheres e crianças são mais vulneráveis às mudanças climáticas", diz ativista

A ativista Ndivile Mokoena teve uma infância pobre, cercada de problemas causados pela atividade mineradora. Agora ela ajuda mulheres a lutar contra o problema.
23.03.2018
Stefan Möhl
As mulheres estão ficando mais e mais engajadas em projetos de proteção ambiental na África do Sul, onde a atividade mineradora suja o solo com substâncias tóxicas. Em geral, a contaminação atinge as camadas mais pobres da população, como você confere no vídeo.

1979: Convenção da ONU contra discriminação de mulheres

No dia 18 de dezembro de 1979 a Assembleia Geral das Nações Unidas adotava a Cedaw (Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher), em meio à década dedicada ao sexo feminino.

DW
18.12.2017
Autor: U. Mast-Kirschning / A. Lehmann / C. Albuquerque
Revisão: Augusto Valente
Igualdade de direitos, desenvolvimento e paz foram os lemas da década da mulher, instituída pelas Nações Unidas entre 1976 e 1985. A adoção da Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw na siga em inglês), em 18 de dezembro de 1979, foi um divisor de águas na história dos direitos femininos.

Filósofa rebate clichês contra o feminismo

As redes sociais deram mais espaço às mulheres para discutir igualdade de direitos. Ao mesmo tempo, amplificaram críticas baseadas em senso comum contra o feminismo. A filósofa Djamila Ribeiro comenta uma a uma.

DW
08.03.2018
Meyre Brito
Em 2018 a luta pela igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres ainda está longe do fim em muitas partes do mundo, conforme mostram estudos de diversos órgãos internacionais. Na internet, ao discutir sobre esses temas, as mulheres precisam lidar com mais um inimigo: os trolls. Com frequência, debates em prol da igualdade e pelo fim da violência contra a mulher esbarram em uma enxurrada de comentários que relativizam as reivindicações feministas.

Divulgação de vídeo de estupro causa indignação no Marrocos

Agressores queriam humilhar sua vítima, mas reavivaram debate, recorrente no país árabe, sobre endurecimento de leis. Para ativista, problema central é o temor do Estado diante de uma sociedade esclarecida e pensante.

DW
30.03.2018
Bachir Amroune (av)
Uma adolescente de uniforme escolar está caída na rua, grita e se defende com todas as forças. Sobre o peito dela, em pleno dia, está ajoelhado um jovem adulto, que lhe arranca a calça com violência e a toca no traseiro e na região genital.
O vídeo de 50 segundos de duração, filmado por um amigo do agressor, mostra um ataque sexual ocorrido em meados de janeiro, ao norte de Marrakesh, segundo a mídia marroquina.

O quanto custa a mais ser mulher

A neurocientista Vivienne Ming trocou de sexo e sabe exatamente as dificuldades de trabalhar na área de tecnologia sendo uma mulher ou um homem. Ela acompanhou 100 mil empresários e empresárias durante 10 anos para comprovar essa tese.
03.05.2017
Nicole Spohn Almeida

O machismo na Europa segundo mulheres brasileiras

De assédio no ônibus a olhares tortos por voltar ao trabalho poucos meses depois de se tornar mãe: brasileiras que vivem em países como Itália, Alemanha e Espanha relatam situações vividas no continente.
22.03.2018
Laís Modelli
Assédio e violência sexual são as principais preocupações de mulheres em todo o mundo. É o que aponta uma pesquisa sobre a percepção de 20 mil entrevistados em 27 países em relação aos problemas enfrentados pelas mulheres, divulgada neste mês.

Justiça é lenta para julgar violência contra a mulher

Uma em cada cem mulheres procurou a Justiça no Brasil para denunciar casos de violência doméstica nos últimos anos, mas apenas 5% dessas denúncias tiveram andamento.
29.03.2018
Laís Modelli
A Justiça registrou 388.263 novos processos de violência doméstica no ano passado, 16% a mais que em 2016. Em média, uma em cada cem mulheres abriu um processo contra a violência doméstica nos últimos anos. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Mulheres ainda são rejeitadas nas eleições, principalmente no Brasil


Julio Ottoboni  28/03/2018

Dos 186 países analisados, apenas 29 têm mulheres como chefes de governo ou chefes de Estado. Isso mostra que mais de 92% dos habitantes mundiais são governados por líderes do sexo masculino.

sexta-feira, 30 de março de 2018

sustento - filme selecionado no 1º Concurso de Audiovisual do SOS Ação Mulher e Família

sustento from Sylara Silvério on Vimeo.

Sustento é um rio de água rasa. Nele, se pesca da rua a casa, do que se é ao que se vê. É a correnteza que se vence a força, é a sutileza que se renova a cada maré.

Não Vejo. Não Ouço. Não Falo por Chris, The Red - Filme selecionado no 1º Concurso de Audiovisual do SOS Ação Mulher e Família


Chris, The Red
Publicado em 28 de mar de 2018

Este vídeo é parte do projeto de fotografia e audiovisual "Não Vejo. Não Ouço. Não Falo" por Chris, The Red e um dos filmes selecionados para o 1º Concurso de Audiovisual do SOS Ação Mulher e Família, realizado de 06 a 27 de março no Senac Campinas
"Estamos cegos diante das estatísticas que mostram o crescimento nos casos referentes a violência contra a mulher.
Estamos surdos diante dos testemunhos e dos apelos pelo fim do machismo, do sexismo, da misoginia, do assédio.
E mudos diante das mortes que acontecem todos os dias.
Ao fecharmos nossos olhos, ouvidos e bocas a tudo isto, legitimamos estas atrocidades. Precisamos quebrar este ciclo de intolerância e violência e lutarmos juntos pela igualdade de gêneros. Como artistas, a arte é uma importante ferramenta nesta luta.

Saberes e Lutas - Filme selecionado no 1º Concurso de Audiovisual do SOS Ação Mulher e Família


Maria Fernanda Ghisi
Publicado em 15 de fev de 2018

Documentário sobre a sabedoria e as lutas das mulheres do campo.
Selecionado pelo 1º Concurso Audiovisual do SOS Ação Mulher e Família, em Campinas, SP.
Apoio Movimento de Mulheres Camponesas de Saltinho, Santa Catarina.
Produção Musical: Lucas Bonett Prado

quinta-feira, 29 de março de 2018

É possível aprender a lidar com os sentimentos?

Achamos que o conhecimento está relacionado apenas às matérias que aprendemos na escola. Mas, na vida, precisamos também saber lidar com as emoções, como tristeza, frustração ou compaixão. O problema é que não enxergamos isso como algo que podemos aprender. E esse é um grande erro, que gera mais desapontamento e infelicidade

Alain de Botton
Vida Simples
29/03/2018
Durante a maior parte da história, a ideia de que a meta de nossa vida era ser feliz teria soado extremamente estranha. Na história cristã que dominou a imaginação ocidental, a infelicidade não era uma coincidência, mas sim uma inevitabilidade exigida pelos pecados de Adão e Eva. Para os budistas, a vida era, em essência, uma história de sofrimento. Então, lentamente, à medida que a era moderna surgia, um novo conceito veio à luz: realização pessoal, a ideia de que a felicidade poderia ser alcançada no trabalho e nos relacionamentos. Infelizmente, esse novo conceito coincidiu com uma crença de que as habilidades necessárias para atingir a felicidade poderiam ser obtidas sem educação. Nossa enfermidade atual pode remeter a esse erro. Nossa sociedade tem um enorme apreço pela educação, mas também é estranhamente exigente sobre em que podemos ser educados. Aceitamos que precisamos de treinamento quanto a números e palavras, ciências naturais e história, aspectos de cultura e negócios, mas ainda é estranho imaginar que possa ser viável — ou mesmo necessário — sermos educados quanto a nosso funcionamento emocional, por exemplo, que talvez precisemos aprender (em vez de simplesmente saber) a evitar melancolia ou a interpretar nossos lutos, escolher um parceiro ou fazer um colega nos entender. A tarefa diante de nós, portanto, é saber como adquirir um conjunto de habilidades emocionais que possa contribuir para desenvolvermos a chamada “inteligência emocional”. O termo parece estranho. Estamos acostumados a nos referir à inteligência sem diferenciá-la — e, portanto, não tendemos a ressaltar o valor de um tipo muito peculiar de inteligência que, atualmente, não tem o prestígio que deveria.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Meninas são mais do que dobro de meninos entre jovens fora da escola e sem atividade remunerada

Para pesquisadora, dados refletem a divisão sexual do trabalho; levantamento foi realizado pelo Instituto Unibanco, a partir de análise do Pnad 2015
Por Lola Ferreira* 
27 DE MARÇO DE 2018
No Brasil, há mais de 1,7 milhão de meninas e mulheres de 15 a 29 anos que não completaram o ensino médio, não estudam e não exercem atividade remunerada. Elas representam 26% do total de jovens dessa faixa etária que não concluíram o Ensino Médio e não voltaram a estudar. E elas são mais do que o dobro de meninos e homens nessa situação, que somam cerca de 800 mil – 12,7% do total.

As informações são de um levantamento inédito do Instituto Unibanco, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística), referente a 2015. O mesmo estudo mostra que, entre os jovens que deixaram os estudos no Ensino Médio, os meninos e homens empregados em atividade remunerada superam em mais de duas vezes as meninas e mulheres na mesma situação: eles são 43%, e elas, 18,3% do total de jovens fora da escola.

versão para tv | infância e memória, com antonio prata

As memórias nos constituem. Revisitá-las é como olhar para a nossa própria arqueologia. Traz compreensão de quem somos; nos faz ver possibilidades de transformação. Mas, no mundo de hoje, compartilhar e expor as experiências parece muito mais fundamental e urgente do que vivê-las de fato. Neste programa a conversa entre uma psicanalista e um escritor nos leva a pensar como estamos nos apropriando das coisas vividas, desde a infância; e nos lembra que temos, a todo tempo, a chance de reinventar o já vivido, de que recontar o passado é recriá-lo.

versão para tv | infância e política, com ilana katz

Contar aos nossos filhos ou netos as histórias de nossa infância, das brincadeiras que fazíamos na rua, no parque, no quintal… é uma forma de estimular a imaginação e fortalecer laços. Mas o espaço geográfico da infância mudou. E mudou também a forma como nos relacionamos, com o colega, com o vizinho… com o outro. E mesmo com os nossos filhos. De qualquer forma, seguimos transmitindo valores, modelos, atitudes… O espaço que reservamos as crianças, a maneira como tecemos nossos laços, o jeito com que lidamos com o outro, tudo isso afeta e constrói a infância de um determinado tempo.

versão para tv | infância e família, com maria rita kehl



Aquela família idealizada difundida pela publicidade e incutida no imaginário coletivo, acaba provocando frustrações, preconceito e sofrimento em muitas pessoas. No mundo real, as pessoas se unem, famílias se formam, muitas vezes se desfazem, se refazem… e em cada uma delas circula uma variedade de afetos, problemas e desafios. Independente do modelo de família, o que se torna relevante, é a maneira como se constroem os laços e principalmente como se assume a responsabilidade do cuidado com as crianças. É nesse universo que nós, sujeitos, vamos nos formando e nos constituindo, com nossas singularidades. Para falar sobre isto, a curadora desta série, Julieta Jerusalinsky convidou a psicanalista Maria Rita Kehl.

terça-feira, 27 de março de 2018

A cientista brasileira premiada por pesquisar doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica

Rafaela Salgado FerreiraDireito de imagemDIVULGAÇÃO
Image captionRafaela Salgado Ferreira pesquisa tratamentos mais eficientes para a doença de Chagas e a Zika
A ciência pode mudar a realidade vivida pelas populações carentes. Esse é o lema da pesquisadora mineira Rafaela Salgado Ferreira: ela decidiu focar seu trabalho, que acaba de ser premiado internacionalmente, na busca de remédios para doenças que afetam áreas pobres do planeta – e que, por isso, geralmente não interessam à indústria farmacêutica.

Mamãe, te amo e te odeio

Fotograma do filme 'Lady Bird'.
Fotograma do filme 'Lady Bird'.
No início de Lady Bird, o filme de Greta Gerwig que saiu de mãos vazias na última cerimônia do Oscar e que o crítico do The New York Times A. O. Scott considerou simplesmente "perfeito"mãe e filha aparecem em uma cama do hotel dormindo cara a cara em posição fetal. Segundos depois, já na estrada, as duas choram juntas desconsoladas, enquanto ouvem o final de As vinhas da ira em um áudio-livro que durou mais de 20 horas. É o doce prelúdio para uma discussão que vai acabar mal com um "foda-se, mãe" pintado no gesso cor-de-rosa do braço da jovem, interpretada por Saoirse Ronan. Bastam esses segundos de montanha-russa emocional precisa para reconhecer o verdadeiro pano de fundo dessa história sobre o voo de uma adolescente sonhadora (esnobe, diz a mãe) que, em busca de si mesmo, colide com o espelho de sua mãe normal (insensível e cafona, pensa a filha). Ambas têm razão, ou razões, porque afinal é uma carta de amor entre duas mulheres cuja luta irremediável é a de qualquer relação materno-filial do passado, do presente e certamente do futuro.

#DeixaElaTrabalhar: a nova investida de mulheres jornalistas contra o machismo

#DeixaElaTrabalhar: a nova investida de mulheres jornalistas contra o machismo
Em uma cobertura ao vivo de uma partida de futebol, a repórter Bruna Dealtry, do canal Esporte Interativo, foi beijada, à força, por um torcedor. O episódio ocorreu no Rio de Janeiro, no último dia 14, durante a partida entre o Vasco e Universidad do Chile, pela Libertadores. Constrangida, a repórter disse que a atitude "não foi legal", mas continuou a transmissão. Três dias antes, em Porto Alegre, um torcedor do Inter insultou e agrediu, fisicamente, a repórter Renata Medeiros, da Rádio Gaúcha, que cobria a partida entre Grêmio e Inter. “Sai daqui, sua puta”, disse o torcedor à jornalista.

Na guerra de facções, número de mulheres mortas no Ceará explode

Ato em homenagem aos mortos na chacina do Benfica, em Fortaleza.
Ato em homenagem aos mortos na chacina do Benfica, em Fortaleza. VICTOR MORIYAMA
No início deste mês, um vídeo que circulou nas redes sociais chocou o Ceará. Ele mostrava três mulheres sendo torturadas antes de serem assassinadas em uma área de mangue no município de Caucaia, na Grande Fortaleza. "A gente era do CV [Comando Vermelho] e agora está rasgando a camisa deles e colocando a da GDE [Guardiões do Estado]", afirma uma delas à câmera. As três foram decapitadas — uma delas, ainda em vida. Enterradas pelos criminosos, seus corpos só foram encontrados uma semana depois, depois que um dos suspeitos apontou o local para a polícia. Na guerra das facções que tomou o Estado, o crescimento de homicídios de mulheres chama a atenção: em um ano, este número praticamente dobrou e, no início deste ano, se elevou quase 300%. Segundo a polícia, isso tem ocorrido porque muitas delas estão na linha de frente da disputa pelo tráfico.

A Igreja continua escondendo o segredo de Madalena

Semana Santa
Cena do filme em cartaz, com o batizado de Maria Madalenna.
O recém-estreado filme Maria Madalena, de Garth Davis, mesmo prescindindo do seu valor cinematográfico, serviu para recordar que a Igreja Católica continua mantendo o segredo sobre a figura da mulher mais citada nos evangelhos, mais inclusive que a mãe de Jesus. Foram necessários 1.400 anos para que Roma acabasse aceitando que Maria Madalena não foi nem prostituta nem endemoniada. E se tivesse sido a mulher de Jesus? E se não tivesse sido nem sequer judia, e sim seguidora da filosofia gnóstica? E se tivesse sido a fundadora do primeiro cristianismo? O medo da Igreja de ressuscitar a identidade e importância de Madalena em sua fundação é compreensível, já que isso significaria revisar a história desde a suas origens, assim como a teologia da sexualidade e o papel da mulher na hierarquia do catolicismo, onde continua relegada a um segundo plano. Teria algum sentido o celibato obrigatório se até Jesus era casado?

domingo, 25 de março de 2018

O mistério de Sheila Minor, a única mulher numa conferência científica de 1971

A ilustradora norte-americana Candace Jean Andersen pesquisava arquivos para um de seus livros quando se deparou com uma imagem em preto e branco que chamou sua atenção. Os participantes de uma conferência científica internacional realizada em 1971 posavam juntos para uma foto. Entre eles havia apenas uma mulher, que aparece na margem esquerda. Mas seu nome era o único que não estava incluído na informação anexa à fotografia.

Edith e Eddie: casados aos 90, separados contra sua vontade

Oscar 2018 Edith+Eddie
Edith e Eddie, em uma cena do documentário que leva o nome do casal e concorre ao Oscar de melhor documentário curta metragem.
Conheceram-se numa casa de apostas. Ele esperava sentado, e ela se aproximou. Pediu-lhe que por favor jogasse o seu número. Ele jogou, mas o número não saiu. Tentou de novo; nada. Ela lhe disse que tudo bem, que desistisse. Ele arriscou mais uma vez. Bingo. “Dividimos os 5.000 dólares”, conta Eddie para a câmera. Pouco depois, já compartilhavam todo o resto. Em 2014, casaram-se. “O casamento inter-racial mais idoso da história dos Estados Unidos”, decretaram vários jornais locais. Eddie, branco, tinha 95 anos; Edith, 96 e a pele negra. Embora para eles a cor fosse irrelevante. “Decidimos que o importante era a cor do coração. E ele é vermelho”, diz Eddie. “Sim, foi uma flechada”, sorri. Bem a tempo. Já no final, mas de mãos dadas.