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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Exposição do 7º Concurso de Fotografia e 1º Concurso de Audiovisual do SOS Ação Mulher e Família



SOS Ação Mulher e Família, em parceria com o Núcleo de Estudos de Gênero Pagu / COCEN – Unicamp, F6 Coletivo de Imagem e ZC Eventos, convida para a exposição do 7º Concurso de Fotografia e 1º Concurso de Audiovisual. Esta edição tem como tema “Humanidades Possíveis: O futuro é agora”.


Local da Exposição:
Dia/Horário: 06 a 28 de março de 2018, de segunda a sexta-feira, das 08 às 21 horas, e aos sábados, das 08 às 15 horas.

Mesa de Debate – Humanidades Possíveis: O futuro é agora
Dia/horário: 27 de março de 2018, às 19h00  
Local: SENAC Campinas

26 de fevereiro de 2018: comemorando o aniversário da Lucélia Braghini, psicóloga do SOS Ação Mulher e Família!


Tempos difíceis

As relações estão mudando rápido demais, e nossos sentimentos têm dificuldade em acompanhá-las

IVAN MARTINS
21/02/2018

Um cara me contou, faz uns dias, que desistiu de transar com uma moça que conhecera no aplicativo porque ela era “muito cabeça”, quer dizer, não tinha 30 anos, mas já acumulava um monte de títulos universitários. Ele ficou intimidado com a conversa erudita e com o currículo da garota.

Outro conhecido, menos jovem, perdeu a namorada no Carnaval porque não conteve o ciúme diante dos trajes e da alegria dela. Ele reclamou tanto, fez tanta cara feia, portou-se tão mal que ela perdeu a paciência e mandou ele passear antes da Quarta-Feira de Cinzas, deixando claro que a liberdade dela vinha antes do resto.

Eu escuto essas coisas, penso nas minhas próprias experiências e sinto um frio na barriga. Concluo que vivemos tempos difíceis. As relações estão mudando muito rápido, e nossos sentimentos têm dificuldade em acompanhá-las.

Por que strippers são contratadas para se apresentar em funerais na China

Dançarina se apresenta em cima de teto de carroDireito de imagemAFP
Image captionEm alguns funerais, strippers ou dançarinas de pole dance sobem em tetos de jipes para fazer suas apresentações
BBC
26 fevereiro 2018
A música ressoa por meio de alto-falantes barulhentos e strippers dançam no ritmo, enquanto os demais participantes do evento acompanham a melodia assobiando. Mas não estamos falando exatamente de uma festa, e sim de cortejos fúnebres em alguns lugares da China.
No início deste ano, o governo do país reforçou sua oposição a essa prática não só em funerais, mas também em casamentos e templos, classificando-a como "obscena e vulgar".
No entanto, ela persiste. E não é a primeira vez que se tenta aboli-la.

Mulheres sírias forçadas a trocar sexo por ajuda humanitária

Expresso

JOANA AZEVEDO VIANA

27.02.2018

BBC avança que apesar de as primeiras denúncias destes abusos terem surgido há três anos, há homens responsáveis por distribuir ajuda da ONU e de outras organizações que continuam a cometer estes crimes contra mulheres no sul do país

A BBC apurou que há mulheres na Síria que continuam a ser sexualmente exploradas por homens a cargo da distribuição de ajuda humanitária em nome das Nações Unidas (ONU) e de diversas organizações internacionais de caridade, crimes que foram inicialmente denunciados há três anos mas que, apesar disso, persistem no sul do país.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

FÓRUM FALE SEM MEDO 2018


Que diálogos são possíveis nas plataformas digitais? De que forma a rede e suas plataformas têm dado voz às mulheres vítimas de violência? Essa nova arena de debate têm criado oportunidades de escuta e acolhimento para essas mulheres? Qual é o lugar do ativismo online diante da complexidade estrutural das sociedades contemporâneas?

Quando Existe Voz - EP 03: Violência Patrimonial: Somos donas do nosso corpo, e das nossas coisas.


Instituto Avon
Publicado em 11 de jan de 2018

Tá no ar! A história da gerente de setor da Avon, Juliana Russo, mexe com qualquer pessoa. Ela dá voz ao episódio 'Violência Patrimonial - Somos donas do nosso corpo e das nossas coisas', da websérie ‘Quando Existe Voz’, realizada pelo Instituto Avon em parceria com a ONU Mulheres. Durante este terceiro capítulo, Juliana conta como foi ter a vida controlada em todos os aspectos pelo companheiro da época e a advogada Maria Sylvia traz todo seu conhecimento para explicar mais sobre esse tipo de violência, que é mais comum do que parece. Assista agora ao episódio completo e ouça, em primeira mão, a música exclusiva criada por Carol e Vitória, dupla que empodera e dá ritmo a mais um capítulo da nossa websérie.

Quando Existe Voz - EP 2 Violência Psicológica: Se sentimos que algo está errado, provavelmente está


Instituto Avon
Publicado em 12 de dez de 2017

'Violência Psicológica - Se sentimos que algo está errado, provavelmente está', o segundo episódio da nossa websérie, já está no ar! Essa agressão aparece de forma sutil, muitas vezes disfarçada de ciúmes ou "excesso de proteção", e por isso pode ser tão difícil de detectar.

A modelo Dandhy Braz, que viveu isso na pele, compartilhou com a gente o seu relato e a advogada da Rede Feminista de Juristas, Marina Ganzarolli, trouxe um olhar de especialista para o episódio explicando mais sobre o assunto e nos ajudando a entender qual a melhor forma de ajudar alguém que está sofrendo esse tipo de violência.
Provocadas por esse tema, a dupla Carol e Vitoria compôs uma música exclusiva e inédita para o episódio. Quer saber mais e ouvir em primeira mão? É só dar o play!

Quando Existe Voz - EP 01: Violência Moral: Não somos pauta de grupo de whastapp


Instituto Avon
Publicado em 29 de nov de 2017

O maior inimigo na luta pelo fim da violência contra a mulher é o silêncio, por isso, devemos unir as nossas vozes. A atriz e embaixadora do Instituto Avon, Luiza Brunet, que já passou por situações de violência, e a educadora social Bel Santos, que desde os 14 anos trabalha mobilizando as pessoas para um mundo melhor, falam sobre a Violência Moral e a exposição da vida íntima. E, para dar ainda mais voz para a causa, convidamos as cantoras Carol e Vitoria, que emprestaram seu dom como ferramenta de empoderamento. Elas criaram uma música inédita para cada episódio, todas inspiradas no tipo de violência abordado, e ainda aparecem cantando suas criações. Aperte o play e junte-se a nós nessa luta. #JuntasTransformamos

Famílias homoafetivas: entrevista com o filósofo francês Luc Ferry

Pensador fala sobre o surgimento do casamento por amor

Por Maria Clara Vieira - atualizada em 28/04/2015
A família tradicional mudou. Ou melhor, está em constante mudança. Há as com dois pais, duas mães, madrasta, padrastro, pai solteiro, mãe solteira, filho adotivo, filho biológico... A diversidade bate à porta da sociedade e precisa ser discutida e respeitada. Para fomentar o debate, CRESCER entrevistou o filósofo e professor francês Luc Ferry, que foi Ministro da Educação da França entre 2002 e 2004, e escreve sobre temas inquietantes da atualidade. Ferry é autor de livros como Famílias, Amo Vocês (Ed. Ponto de Leitura) e A Revolução do Amor (Ed. Objetiva), nos quais aborda a queda de paradigmas sobre a família e a história do casamento por amor. Confira entrevista na íntegra:

A segurança das crianças está na cara da gente

(*) Por Maria Helena Masquetti, especial para a Envolverde
  
Quem já enfrentou uma turbulência num voo, possivelmente sabe o quanto é tranquilizante notar que as aeromoças prosseguem tranquilas alguma conversa informal. Se estiverem rindo, então, podemos até adormecer com solavancos e tudo. Certamente, porque o que lemos na expressão delas é a segurança da experiência em voos que nos falta e o conhecimento da rota que lhes permite antever que tudo irá se acalmar.
Pais, parentes, educadores e cuidadores, somos como essas aeromoças enquanto cuidadores dos voos que nossas crianças estão alçando rumo à construção de suas identidades. Por mais que a turbulência das mensagens comerciais que bombardeiam os pequenos diariamente tente convencê-los de que lá fora “todo mundo está usando, todo mundo está comprando!”, sabemos que o marketing está apenas chacoalhando no ar frases de efeito endereçadas a um dos pontos mais frágeis das crianças, que é o temor natural que elas têm de se sentir excluídas de seus grupos.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

“É preciso mostrar que para resolver problemas, a gente precisa de capital humano bem preparado”, afirma coordenadora da Febrace

Segundo Roseli de Deus Lopes, as feiras de ciências são uma grande oportunidade de apresentar à comunidade o que as escolas têm feito e que, com investimentos adequados em educação, ciência e tecnologia, podemos resolver nossos problemas de maneira eficiente

Prêmio Carolina Nemes

15 Fevereiro 2018
Inscrições abertas para o Prêmio Carolina Nemes
Criado pela Sociedade Brasileira de Física com apoio do Grupo de Trabalho para Questões de Gênero (GTG) e visando reconhecer as contribuições femininas para o desenvolvimento da física brasileira, bem como contribuir para diminuir a visível assimetria de gênero na física, o Prêmio Carolina Nemes será outorgado a mulheres físicas em início da carreira (que tenham concluído o doutorado, no máximo, há até 10 anos no ano da premiação) cujo trabalho de pesquisa tenha contribuído de forma significativa para o avanço da física ou do ensino de física no País. 
O prêmio será concedido para pesquisadoras que concluíram doutorado no Brasil, bem como que tenham atuado em instituições brasileiras grande parte (no mínimo 70%) do tempo entre o término do doutorado e o ano da premiação. A criação e o regulamento do Prêmio Carolina Nemes foram aprovados pelo Conselho da SBF em reunião no dia 26/10/2017. O regulamento pode ser consultado aqui

Novos arranjos nos lares brasileiros

Pesquisa identifica processo de emancipação das mulheres no núcleo familiar a partir da década de 1970 no Brasil
FAPESP
RODRIGO DE OLIVEIRA ANDRADE | ED. 263 | JANEIRO 2018

As transformações do papel da mulher na sociedade brasileira durante o século XX, com conquistas importantes envolvendo o direito ao voto, divórcio, trabalho e à educação, são bastante conhecidas. O que agora começa a ficar evidente é que essas mudanças teriam estimulado um processo de emancipação feminina também na esfera familiar, com destaque para a conquista de autonomia financeira e a redução das taxas de fecundidade, que vêm caindo progressivamente desde os anos 1960. Nos últimos anos, vários pesquisadores se propuseram a analisar esse fenômeno. Um dos trabalhos mais recentes é o da socióloga Nathalie Reis Itaboraí, pesquisadora em estágio de pós-doutorado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj).

Depressão em adolescentes

Aumento na atividade de rede cerebral associada à recompensa pode indicar risco maior de desenvolver a doença
FAPESP
RICARDO ZORZETTO | ED. 264 | FEVEREIRO 2018

É no início da adolescência, uma fase de grandes transformações no corpo e na mente, que aumenta a frequência dos casos de depressão, marcada por uma sensação prolongada de tristeza, queda da autoestima e perda do prazer em realizar atividades antes agradáveis. Estudos que acompanharam crianças e adolescentes nos Estados Unidos no final dos anos 1990 constataram que a proporção de casos novos que surgem a cada ano passa de 1% aos 11 anos de idade para 2% aos 15 anos e 15% aos 18 – em média, uma em cada seis pessoas terá um episódio de depressão ao longo da vida. Agora, um grupo de pesquisadores brasileiros verificou que uma alteração no funcionamento da rede cerebral associada à recompensa parece anteceder em alguns anos a instalação do problema em adolescentes. Se confirmada em outros estudos, essa característica talvez possa servir como um sinalizador do risco de depressão.

Estudo investiga estrutura cerebral em pessoas transgêneros

Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP

21 de fevereiro de 2018

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo realizaram o primeiro estudo feito na América Latina que investigou volumes cerebrais de indivíduos transgêneros por meio de imagens de ressonância magnética.

Pesquisa que associou Zika vírus e microcefalia vence Prêmio Péter Murányi

15 de fevereiro de 2018

Uma pesquisa que comprovou a associação do surto de vírus Zika com bebês nascidos com microcefalia no Nordeste do Brasil é o vencedor da 17ª edição do Prêmio Péter Murányi.
O trabalho, coordenado por Celina Turchi, do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), em Pernambuco, indicou também a relação do vírus com o aumento da mortalidade de fetos.

Grace Hopper, a mulher que tornou a linguagem do computador mais humana

Grace Hopper, a mulher que tornou a linguagem do computador mais humana
Grace Hopper é considerada a mãe da programação de computadores. Criou a Linguagem Comum Orientada para Negócios (COBOL, na sigla em inglês), a primeira linguagem complexa de computador, que é utilizada até hoje por empresas de todo o mundo. Esta norte-americana obteve um doutorado em Matemática por Yale em 1934 e, quando os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial, abandonou seu trabalho de professora de matemática e ingressou na Marinha, onde chegou à patente de contra-almirante.

O Que é Ser Voluntário no SOS Ação Mulher e Família

No dia 22/02/2018 o SOS Ação Mulher e Família reuniu algumas voluntárias, voluntários e estagiárias para assistirem à palestra da Marcela Doni, do Departamento de Voluntariado da FEAC, sobre O Que é Ser Voluntário.
Foi grande o envolvimento, gerando discussões filosóficas sobre o que é voluntariar. Vários manifestaram o reconhecimento do aprendizado pessoal e profissional por voluntariarem no SOS Ação Mulher e Família.
O SOS Ação Mulher e Família agradece à Marcela e às magníficas pessoas que atualmente disponibilizam um tempo para contribuírem com o nosso trabalho por uma sociedade mais harmoniosa!


























sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Nove meses de luto

Pública
20 de Fevereiro de 2018

Texto: Joana Suarez | Fotos: Flávio Tavares | Infográficos: Bruno Fonseca
Impedidas de escolher, grávidas de fetos com órgãos vitais comprometidos se preparam para o luto durante o pré-natal

Se você usa o computador, agradeça a Ada Lovelace

Ada Lovelace (1815-1852) foi a primeira programadora da história. Esta matemática e escritora inglesa, filha do famoso poeta Lorde Byron, recebeu uma educação peculiar para uma mulher de seu tempo. Sua mãe, Anna Isabella Milbanke, que abandonou Byron logo depois de se casarem, proporcionou a ela uma formação excepcionalmente rigorosa em matemática. Quando Lovelace viu pela primeira vez o projeto da máquina analítica, considerada o antecedente dos modernos computadores, teve certeza de que queria trabalhar com seu criador, o cientista Charles Babbage. Ambos mantiveram uma grande amizade e trocaram detalhes sobre o invento. Embora a máquina nunca tenha chegado a ser fabricada, suscitou o interesse de muitas personalidades da época.

Rosalind Franklin ajudou a desvendar o DNA, mas ficou sem o Nobel


Rosalind Franklin ajudou a desvendar o DNA, mas ficou sem o Nobel

Rosalind Franklin (1920-1958) é uma dessas cientistas cujo trabalho não obteve o reconhecimento que merecia: ela capturou a foto que demonstrou que o DNA era uma dupla hélice. Foram James Watson, Francis Crick e Maurice Wilkins, entretanto, que ganharam o Nobel de Medicina em 1962 por seus descobrimentos sobre a estrutura molecular dos ácidos nucleicos, quatro anos após a morte da cientista britânica por um câncer nos ovários. Sua pesquisa também serviu como base para compreender o RNA, o carvão, o grafite e os vírus.

As marroquinas abandonadas pelos maridos depois da mastectomia

Mulheres com câncer de mama ou de útero são rejeitadas por maridos que não aceitam as consequências da doença

El País

FRANCISCO PEREGIL

Rabat 20 FEV 2018 


Fátima foi diagnosticada com câncer de útero em 2015. Poucas semanas depois, o marido pediu sua autorização por escrito para se casar com outra. O código de família marroquino (Mudawana), aprovado em 2004, permite a poligamia, mas determina que deve haver o consentimento da primeira esposa. Fátima, nome fictício da mulher de 62 anos que aparece no centro da foto, não queria assinar. Mas o marido dizia que precisava de uma esposa para cuidar dele, do gado e da casa.

Justiça europeia diz que grávidas podem ser dispensadas em plano de demissão coletiva

O empresário deve comunicar à empregada os motivos que justificam sua demissão dentro do processo
MANUEL V. GÓMEZ
Madri 22 FEV 2018
A proibição geral de despedir funcionárias grávidas tem uma exceção quando a empresa está colocando em prática o Expediente de Regulação de Emprego (um plano de demissão coletivo, não voluntário, que precisa ser aprovado pelo Governo, mais conhecido como ERE). Nesses casos, como a rescisão do contrato está vinculada a causas objetivas que não têm a ver com a gravidez da mulher, cabe a exceção, segundo uma sentença desta quarta-feira do Tribunal de Justiça da União Europeia(TJUE).

O silêncio

Segundo a OMS, uma em cada cinco meninas e um em cada treze meninos são vítimas de “abuso sexual”

LEILA GUERRIERO
21 FEV 2018 

Talvez fosse melhor dizer a eles: “Ninguém vai acreditar em você. A mamãe não vai acreditar em você, a vovó não vai acreditar em você. Você vai se encolher quando ouvir ruídos do outro lado da porta do quarto, terá pavor das aulas de educação física e do confessionário, mas, para a mamãe, para a vovó, para seus colegas, esse porco que entra em seu quarto ou se tranca com você depois da aula não é um porco e sim o papai adorado, o vovô adorado, o professor ou o padre querido por todos. Terá medo de contar à mamãe porque, quando ela souber, vai expulsar o papai de casa (e a culpa será sua), e de contar à professora porque seu professor disse que esse é um segredo entre vocês dois (e que, se deixar de ser segredo, sua vida se transformará em um pesadelo ainda pior)”. Talvez fosse melhor dizer a eles: “Se acontecer, é isso que você tem que fazer”. Porque as armas que aplicamos até agora não parecem dar resultado. Segundo a OMS, uma em cada cinco meninas e um em cada 13 meninos são vítimas de “abuso sexual” (traduzindo: um ser humano de seis anos é perfurado por um adulto que sabe o que está fazendo). Há dezenas de campanhas. Quase todas repletas de eufemismos anestésicos e dirigidas a adultos que, às vezes, são os que protegem quem molesta (na maioria dos casos, quem molesta é o pai, o avô, o padrasto). Leio em um relatório da Unicef uma lista de mitos refutados. Um deles é: “Crianças em idade pré-escolar não precisam receber informação sobre abuso sexual porque ficariam aterrorizadas”. Em seguida, o relatório tenta derrubar o argumento: “Os programas educativos ajudariam a desenvolver, desde pequenos, habilidades para se proteger de forma útil e eficaz contra os agressores”. Mas, como é aterrorizante falar disso com as crianças, aderimos ao carnaval do eufemismo vazio que tranquiliza consciências adultas e replica o silêncio – nada metafórico – com o qual os molestadores amordaçam suas vítimas.