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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Estudo associa insônia do adolescente a depressão e ansiedade

jovensinsonia300

Jairo Bouer30/07/2014

Um estudo australiano com alunos de ensino médio mostra que a insônia na adolescência muitas vezes é um sinal de depressão e ansiedade. Além disso, mostra que jovens que têm mais disposição à noite tendem a sofrer mais com o problema. Os resultados foram publicados na revista Sleep Medicine.

O trabalho foi feito por pesquisadores da faculdade de psicologia da Universidade de Adelaide. Eles entrevistaram mais de 300 estudantes com idades entre 12 e 18 anos para conhecer aspectos como hábitos de sono e saúde mental.
Muita gente tende a se sentir mais disposto pela manhã, enquanto outras pessoas mal conseguem raciocinar direito nesse período e preferem deixar tarefas importantes para a tarde ou a noite. São os chamados vespertinos.
Segundo o principal autor do estudo, Pasquale Alvaro, adolescentes com essa característica, ou seja, que são mais ativos à noite, são mais propensos a ter insônia e depressão.
Esse dado é importante porque os jovens tendem a desenvolver uma preferência pela noite, o que acaba virando um ciclo vicioso: quanto mais tarde vão dormir, mais difícil fica funcionar durante o dia.
Ainda de acordo com a pesquisa, jovens vespertinos também são mais propensos a sofrer de transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade de separação e fobia social.
Cerca de 11% dos adolescentes com 13 a 16 anos, na maioria dos países, sofrem de dificuldades para pegar no sono ou permanecer dormindo. E, se essa parcela dos jovens tende a sofrer mais de depressão e ansiedade, a falta de sono também é capaz de agravar o problema, além de aumentar o risco de envolvimento com drogas e álcool.

Eu não sou preconceituoso, mas sabe como é…

Leonardo Sakamoto
20/07/2014
Preconceito é algo gostoso, né? Descer a ladeira na banguela da razão sem precisar usar os neurônios, falando abobrinhas sobre outras pessoas, negando os direitos mais básicos – sem, ao menos, se dar ao trabalho de conhecê-las.
Mas uma dica: preconceito tem que ser dito, repetido e aplicado com na-tu-ra-li-da-de. Diluído no dia a dia, aparece como uma forma de manter a ordem das coisas e de lembrar quem manda e quem obedece. Vira uma espécie de regra silenciosa com a qual a sociedade opera, explica-se e define-se. E, o melhor: dessa forma, todo mundo esquece como ele surgiu.
A pedidos, estou retomando e ampliando uma lista aqui já publicada. Pois cabe muita abobrinha em um “Eu não sou preconceituoso, mas…'' já que ele se tornou o novo “Amar é…'', presente naqueles livrinhos simpáticos da minha infância.
Eu não sou preconceituoso, mas baiano é fogo. Quando não faz na entrada faz na saída.
Eu não sou preconceituoso, mas eu paguei caro por isso aqui.
Eu não sou preconceituoso, mas mulher no volante é um perigo.
Eu não sou preconceituoso, mas que caráter pode ter alguém que nasceu naquela favela?
Eu não sou preconceituoso, mas tenho medo desses escurinhos mal encarados qe pedem dinheiro no semáforo.
Eu não sou preconceituoso, mas cigano é tudo vagabundo.
Eu não sou preconceituoso, mas os gays podiam não se beijar em público. Assim, eles atraem a violência para eles.
Eu não sou preconceituoso, mas acho o ó ter um terreiro de macumba na nossa rua.
Eu não sou preconceituoso, mas é aquela coisa: não estudou, vira lixeiro.
Eu não sou preconceituoso, mas não gostaria de ver minha filha casada com um negro. Não por ele, é claro, mas os filhos deles sofreriam muito preconceito.
Eu não sou preconceituoso, mas esses sem-teto são todos vagabundos.
Eu não sou preconceituoso, mas chega de terra para índio, né? Se eles ainda produzissem para o país, mas nem isso acontece.
Eu não sou preconceituoso, mas uma pessoa que não é temente a Deus, não pode ter bom coração.
Eu não sou preconceituoso, mas se a polícia prendeu é porque alguma culpa tem.
Eu não sou preconceituoso, mas esses mendigos deviam ir para a periferia onde não incomodariam ninguém.
Eu não sou preconceituoso, mas sabe como é esse pessoal de esquerda. É tudo corrupto.
Eu não sou preconceituoso, mas sabe como é pessoal de direita. É tudo corrupto.
Eu não sou preconceituoso, mas São Paulo é São Paulo, né amiga? Não é Fortaleza.
Eu não sou preconceituoso, mas se a mina tava vestida daquele jeito é porque era uma vagabunda e mereceu o que levou.
Eu não sou preconceituoso, mas esse aeroporto tá parecendo uma rodoviária.
Eu não sou preconceituoso, mas esse shopping já foi melhor quando só aparecia gente selecionada.
Eu não sou preconceituoso, mas sobe o vidro, amor. Você não tá nos Jardins.
Eu não sou preconceituoso, mas bandido não tem conserto.
Eu não sou preconceituoso, mas o Brasil que trabalha se chama São Paulo.
Eu não sou preconceituoso, mas só fracassado fuma maconha.
Eu não sou preconceituoso, mas gente de bem não fica na rua até tarde da noite.
Eu não sou preconceituoso, mas trabalhador honesto não faz greve.
Eu não sou preconceituoso, mas esse negócio de não ter carro é coisa de hippie.
Eu não sou preconceituoso, mas vocês não acham que essas médicas cubanas têm cara de empregada doméstica?
Eu não sou preconceituoso, mas jornalista que não é imparcial não presta. Gente como o Sakamoto só fomenta o ódio.

A matança segue em Gaza: Ignorância não é benção. É delinquência social

Leonardo Sakamoto
22/07/2014
Li reclamações de leitores de jornais e sites devido a imagens fortes vindas de Gaza com civis mortos. Uns dizem que é apelação, outros sensacionalismo. Há os que fazem teses sociológicas sobre o interesse humano em ver a desgraça alheia ou em consumir imagens de sangue e vísceras.
Menino palestino se agarra a um paramédico em Gaza após bombardeio (Apa Images/REX/REX USA)
Menino palestino se agarra a um paramédico em Gaza após bombardeio (ApaImages/REX/REX USA)
Alguns disseram que é o mesmo que circular fotos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas desfigurados após a queda de seu avião ou imagens do corpo de Ayrton Senna depois do acidente em Ímola. O que é uma tremenda de uma besteira, vinda de quem não consegue diferenciar que duas imagens esteticamente semelhantes podem ser radicalmente diferentes.
Criança palestina vítima de ataque é atendida em hospital - Emad Nassar/Al Jazeera
Criança palestina vítima de ataque é atendida em hospital – Emad Nassar/Al Jazeera
Publicadas com cuidado, por mais que doam aos olhos e mexam com o estômago e atrapalhem o jantar ou o café da manhã, certas fotos têm o poder de trazer a realidade para perto. É fácil ficar indiferente diante de números de violência, mas com rostos a situação muda de figura.
Dizer que o exército israelense matou mais de 600 pessoas, dos quais mais de 120 crianças, em Gaza é uma coisa.
Mas mostrar o corpo destroçado de um rapaz moreno, de olhos bonitos, que era marceneiro, e sua noiva, professora, que gostava de cantar de manhã é outra.
Menina grita enquanto médicos tentam ajudá-la no Hospital Al-Shifa, em Gaza. Foto: Unicef/Eyad El Baba
Menina grita enquanto médicos tentam ajudá-la no Hospital Al-Shifa, em Gaza. Foto: Unicef/Eyad El Baba
Ou ainda crianças de uma mesma família, que sempre esperavam até a noite acordadas a chegada do pai que trazia comida para casa.
Ou um motorista de uma ambulância, que tinha orgulho do seu trabalho.
O outro deixa de ser estatística, e passa a ser um semelhante, pois é feito de carne, osso e sangue e não de números.
Nesse momento, há uma aproximação, uma identificação, fundamental para empurrar os espectadores do conflito para ações – do protesto ao boicote. Seja em um massacre no Oriente Médio, em uma guerra entre grupos rivais na África ou um conflito armado em favelas de grandes cidades do país.
Médicos palestinos seguram menino que teria sido ferido em um ataque israelense (Ibraheem Abu Mustafa/Reuters)
Médicos palestinos seguram menino que teria sido ferido em um ataque israelense (Ibraheem Abu Mustafa/Reuters)
Vivemos em um mundo cuja informação se espalha em tempo real. Mesmo com essa facilidade, muitos se furtam de ter acesso a ela. E em um mundo onde a comunicação é globalizada, cresce a força e a importância de ações globalizadas pela paz.
Diante de situações extremas, como a que se vive hoje na Faixa de Gaza, fazer questão de não saber o que está acontecendo deixa de ser uma benção e passa a se configurar como uma imperdoável delinquência social. Pois como é possível cobrar ações internacionais por parte de nossos governos e empresas se fazemos questão de nos manter naquele lugar quentinho e confortável que é a ignorância?
Menina ferida em ataque israelense (Oliver Weiken/EFE)
Menina ferida em ataque israelense (Oliver Weiken/EFE)

Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas no Brasil usa dados do Ligue 180

29/07 - Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas no Brasil usa dados do Ligue 180

29/07/2014

2º Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas no Brasil do Ministério da Justiça, divulgado na segunda-feira (28/7) utilizou dados da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). O relatório apresenta conteúdo consolidado do ano de 2012 de diversos órgãos de atenção, segurança pública e justiça criminal. As informações fornecidas pelo 180 levaram em conta denúncias ou informações de tráfico de pessoas na categoria de vítima.

Coordenado pela Secretaria Nacional de Justiça (SNJ/J), em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o documento tem dados de quatro instituições a mais que o anterior, que compilou dados de 2005 a 2011. Os números de quase todos os órgãos revelam maior notificação do crime em 2012.  “A cada passo vamos reduzindo a invisibilidade das vítimas e a subnotificação do crime. A sociedade está cada vez mais consciente. Esse é o papel pedagógico da permanente campanha do Coração Azul”, analisou Paulo Abrão, secretário Nacional de Justiça do MJ.

O número de casos de tráfico de pessoas notificados pelo Departamento de Polícia Federal em 2012 é seis vezes a média dos sete anos anteriores. A Polícia Rodoviária Federal detectou em suas operações 547 vítimas de tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho escravo.

Embora não possam ser somados, os números revelam aumento de registros individuais nos anos anteriores. O Ministério da Saúde (MS) contabilizou o atendimento de 130 vítimas, um número 2,5 vezes superior ao notificado por seu sistema de coleta de dados desde que iniciada a contagem, em 2010. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) registrou 292 vítimas de tráfico de pessoas e crimes correlatos em todo território nacional (quase duas vezes e meia a mais em comparação com 2010).

Forneceram dados para 2º Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas no Brasil o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Departamento de Políticas Penitenciárias (Depen), do Departamento de Polícia Federal (DPF), do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI); Ministério das Relações Exteriores (MRE); Ministério do Trabalho e Emprego por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (MTE/SIT) e do Conselho Nacional de Imigração (CNIg); Ministério da Saúde (MS); Ministério do Desenvolvimento Social (MDS); Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) e Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República; Conselho Nacional de Justiça (CNJ); Ministério Público Federal (MPF) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Denúncia - Para denúncias sobre tráfico de pessoas disque 100 e 180, números disponibilizados gratuitamente pelo Ministério da Justiça e Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Campanha - Nas redes sociais, o Ministério da Justiça está mobilizando internautas para aderir à causa. É preciso publicar uma foto fazendo um coração com as mãos e usando as hashtags #igivehope e #coraçãoazul. Monumentos, pontos turísticos e cartões postais de diversas cidades brasileiras ficarão iluminadas de azul durante uma semana em homenagem à Campanha Coração Azul. O primeiro a ser iluminado foi o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Curso SUPERA

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) abriu as inscrições para 30 mil vagas na 6ª edição do Curso SUPERA - "Sistema para detecção do Uso abusivo e dependência de substâncias psicoativas: encaminhamento, intervenção breve, reinserção social e acompanhamento".
    
O curso, totalmente gratuito, visa capacitar profissionais das áreas da saúde e assistência social para identificação e abordagem dos usuários de álcool, crack e/ou outras drogas, com a apresentação de diferentes modelos de prevenção e intervenção e encaminhamento.
    
A capacitação é desenvolvida na modalidade de Educação a Distância (EaD), com carga horária de 120 horas e tem a duração de três meses. Os alunos que concluírem o curso receberão certificado de extensão universitária emitido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
    
Os alunos receberão o material didático no endereço residencial e terão acesso às novas tecnologias de EaD, incluindo Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), portal específico do curso, acompanhamento por tutores especializados e telefonia gratuita para dúvidas e orientações.
    
O curso é parte integrante do eixo "prevenção" do programa "Crack, é possível vencer", que prevê, entre outras ações, a ampla capacitação de profissionais das áreas de saúde, assistência social, educação, justiça, segurança pública, conselheiros e lideranças comunitárias e religiosas.
    
Inscrições gratuitas www.supera.senad.gov.br

Estatísticas - Violência Contra as Mulheres no Estado de São Paulo

Ocorrências Registradas no mês: Junho de 2014

Capital
Demacro
Interior
Total
HOMICÍDIO DOLOSO
1
0
8
9
HOMICÍDIO CULPOSO
0
0
1
1
TENTATIVA DE HOMICÍDIO
2
8
9
19
LESÃO CORPORAL DOLOSA
745
864
2771
4380
MAUS TRATOS
0
4
32
36
CALÚNIA - DIFAMAÇÃO - INJÚRIA
185
212
718
1115
CONSTRANGIMENTO ILEGAL
2
6
6
14
AMEAÇA
662
851
3349
4862
INVASÃO DE DOMICÍLIO
0
2
10
12
DANO
3
14
55
72
ESTUPRO CONSUMADO
7
5
15
27
ESTUPRO TENTADO
1
0
2
3
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
4
8
18
30
OUTROS C/C/ DIGNIDADE SEXUAL
0
1
4
5
Fonte: B.E.E. (Boletim Estatístico Eletrônico) 






Campinas - 2014

Natureza
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Total
ESTUPRO
77
86
71
81
61
78
454


Secretaria de Estado da Segurança Pública