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sábado, 30 de setembro de 2017

Suicídio: reflexões sobre o caminho de ser suicidologista

Karina Okajima Fukumitsu é psicóloga e pós-doutoranda pelo Instituto de Psicologia (IP) da USP

22/09/2017
USP

A origem deste breve ensaio aconteceu quando duas pessoas, em momentos diferentes, me fizeram as seguintes perguntas: “Qual é a maior dificuldade que você enfrenta como suicidologista na prevenção ao suicídio?” e “qual o caminho para sermos suicidologistas?”. As questões ficaram saltitando em minha cabeça.

Para a primeira pergunta, minha resposta foi direta, até porque já tenho me disponibilizado para debruçar meus esforços em acolher o sofrimento existencial por meio do trabalho de ampliação das maneiras de enfrentamento às adversidades: “A maior dificuldade para a prevenção ao suicídio é a falta do acolhimento ao sofrimento existencial”.

Mulheres policiais convivem com estresse e assédio

Discriminação vai desde número reduzido de oportunidades para mulheres ascenderem até constrangimentos e assédio
Por 
29/08/2017
USP

Embora frequente, o preconceito de gênero e o assédio moral e sexual nas instituições de segurança pública são de difícil mensuração por envolverem as barreiras invisíveis das relações de poder entre chefias e subordinados. A avaliação é de Ivanira Pancheri, pós-doutoranda do Departamento de Direito Penal da Faculdade de Direito (FD) da USP, que vem investigando assédio moral nas corporações militares.
Ainda no início de seu trabalho, a pesquisadora pretende trazer para debate popular este delicado assunto e propõe recomendações para criação de políticas públicas de combate aos abusos sofridos pelas mulheres nas instituições de segurança.

Inserção de transgêneros no mercado de trabalho ainda é precária

Segundo aluna responsável pela pesquisa, trans ocupam vagas que os aceitam, não aquelas que realmente desejavam
29/09/2017

No Brasil, há uma grande restrição de oportunidades profissionais aos transgêneros, simplesmente pelo fato de serem trans. A conclusão é de Maria Carolina Oliveira, estudante de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, que realizou trabalho de conclusão de curso sobre o tema.
Segundo a aluna, muitos deles são cortados dos processos de seleção diretamente, outros são demitidos após transicionarem o gênero. “Muitas vezes estão no trabalho que as aceita, não no emprego que gostariam”, relata.

Transgênero é o indivíduo que se identifica com um gênero diferente daquele que corresponde ao seu sexo atribuído no momento do nascimento. Cisgênero é a pessoa cujo gênero é o mesmo que o designado em seu nascimento – ou seja, há concordância entre a identidade de gênero deste indivíduo com o gênero associado ao seu sexo biológico.

Especialistas alertam para explosão do número de casos de sífilis no país

Brasil registra, em cinco anos, aumento de 5.174% nas notificações da doença em sua forma adquirida

27 SET 2017
EDIÇÃO DE IMAGEM LUIS PAULO SILVA


O Brasil registrou, nos últimos anos, um aumento vertiginoso de casos de sífilis, doença infectocontagiosa causada pela bactériaTreponema pallidum. Segundo dados do Ministério da Saúde, a doença, em sua forma adquirida – contraída a partir de relações sexuais sem proteção –, teve um crescimento de 5.174% entre 2010 (1.249 casos) e 2015 (65.878 notificações). Já a forma congênita, transmitida durante a gravidez, teve um aumento de 851% entre 2005 (3.508 casos) até 2015 (33.381). Os números de 2016 e 2017 ainda não foram tabulados pelo Ministério.

A lei Maria da Penha para além do óbvio

Campo Grande News
Por Aparecida Gonçalves (*)
26/09/2017

Em agosto completou 11 anos a sanção da Lei 11.340/2006, denominada Lei Maria da Penha, que tornou-se uma grande referência em nível nacional e internacional. Em seus 45 artigos específicos, a Lei Maria da Penha inclui todos os itens da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher nas áreas de prevenção, atendimento, combate e garantia de direitos. Por isso, é considerada como uma das Leis mais completas do planeta.
O processo de discussão e implementação da Lei Maria da Penha foi trabalhoso e exigiu esforços do conjunto do movimento de mulheres, feministas, do setor executivo e do sistema judiciário, em um período com poucos militantes da causa. Os avanços são muitos e já descritos em inúmeros artigos, livros, revelados em entrevistas por muitas especialistas.

O Brasil abandona suas mulheres, diz maior especialista em aborto legal

Há 23 anos, o ginecologista e obstetra Jefferson Drezett coordena o mais exemplar serviço de aborto legal do país. O Pérola Byington, localizado no centro da cidade de São Paulo, é o hospital modelo quando o assunto é aborto nos ditames da lei brasileira: apenas em gravidez decorrente de estupro (até 22 semanas), risco de vida à mãe e fetos anencéfalos (em qualquer momento da gravidez) –essa última, uma decisão de 2012 do Supremo Tribunal Federal.
Atualmente, a equipe chefiada pelo médico atende cerca de 40 mulheres ao mês para realizar o procedimento. Um número que só cresce, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Em 2015, o hospital realizou 89 interrupções de gestação.
Em 2016, foram 227. Neste ano, o número já passa dos 360 — e abarca bem mais do que cidadãs paulistas.

Defensoria Pública de SP pede arquivamento de ações contra mulheres que fizeram aborto

Conjunto de 30 habeas corpus foi entregue ao Tribunal de Justiça na última quinta-feira (28). Processos ocorreram entre 2011 e 2016.

Por G1 SP, São Paulo
29/09/2017

A Defensoria Pública de São Paulo entrou nesta quinta-feira (28) no Tribunal de Justiça com um conjunto de 30 habeas corpus em favor de mulheres acusadas de terem praticado aborto.

As defensoras públicas Ana Rita Souza Prata e Paula Sant’Anna Machado de Souza alegam que esse tipo de criminalização é inconstitucional, já que em novembro de 2016, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por maioria de votos, a inconstitucionalidade de criminalização do aborto até o terceiro mês.

Vítima do aborto ilegal

Há três anos, Jandira era sepultada após um aborto ilegal. Seu assassinato virou símbolo do debate no Brasil
Em 26 de agosto de 2014, Jandira Magdalena dos Santos Cruz morreu ao realizar um aborto em uma clínica clandestina no Rio de Janeiro. Seu corpo foi encontrado mutilado e carbonizado no dia seguinte. O funeral foi realizado no dia 28 de setembro, coincidentemente o Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta pela Descriminalização do Aborto.
Três anos depois, sua mãe, Maria Ângela Magdalena, 54, recebeu o UOL em sua casa, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, para contar quem foi Jandira. Ela deixou duas filhas, inúmeros sonhos, lembranças, e ficou uma questão: como o Brasil está lidando com o fato de que, legais ou não, abortos são feitos no país?

"Desvelando os sinais da violência vivida pela criança: possibilidades e dificuldades do trabalho com a família"

O Minicurso "Desvelando os sinais da violência vivida pela criança: possibilidades e dificuldades do trabalho com a família", realizado em 29/09/2017, no The Royal Palm Tower Hotel, teve uma adesão fantástica.
Maria Isabel Guimarães Penteado, Ruth Mattos de Cerqueira Leite, Theresinha de Jesus Serra de Mattos, Cláudia Renata O. Costa Reichling, criadoras e supervisoras do projeto Recriando Vínculos (http://sosmulherefamilia.org.br/recriando-v%C3%ADnculos), do SOS Ação Mulher e Família, ministraram o minicurso.


Agradecemos ao nosso parceiro The Royal Palm Tower Hotel e a todos os participantes.



Palestrantes e supervisoras do Recriando Vínculo







Equipe do Recriando Vínculos












sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Justiça ajuda a formar profissionais de acolhimento de crianças

Luiza Fariello
28/09/2017

Como seria uma instituição ideal para acolher crianças e adolescentes retirados de suas famílias? A pergunta foi feita na Vara de Infância e Juventude do Distrito Federal (VIJ-DF) pelo consultor organizacional Antônio Monteiro dos Santos, diante de um auditório repleto de profissionais que trabalham em instituições de acolhimento. Tratava-se de mais uma das 14 aulas que compõem o curso “psicologia da libertação”, oferecido pela Rede Solidária Anjos do Amanhã, programa de voluntariado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT).
Assim como no TJDFT, juízes de outros tribunais atuam na capacitação de profissionais que trabalham em abrigos. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), por exemplo, capacitou 227 educadores sociais de 23 abrigos do Estado, no período de 2011 a 2014, por meio do programa “Bem formar para bem cuidar”.

Coletivo de jornalistas lança campanha #JuntosContraoMachismo

por Redação — publicado 26/09/2017
Jornalistas convidaram colegas homens para unir forças no combate ao machismo e ao assédio no ambiente de trabalho. Série de vídeos será veiculada até o próximo domingo
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Crônica que romantizava o assédio motivou nova campanha
O coletivo Jornalistas Contra o Assédio iniciou nesta terça-feira 26 a campanha #JuntosContraoMachismo, que pretende mobilizar os homens no combate a situações constrangedoras que as jornalistas mulheres ainda enfrentam no exercício da profissão.
A campanha vai até o próximo domingo 8 com uma série de seis vídeos que trazem depoimentos de jornalistas homens sobre frases de assédio ouvidas dentro e fora de redações e assessorias, públicas e privadas, por mulheres jornalistas.

O avesso do aborto

por Gisele Pereira — publicado 27/09/2017
Com base em uma visão religiosa, o Estado desumaniza as mulheres. Faz uma suposta defesa dos não nascidos em detrimento de vidas constituídas
Pixabay
O avesso do aborto
No debate sobre o aborto, a mão do Estado pesa contra as mulheres
Camila e Guilherme não queriam engravidar agora. Mal tinham começado uma vida juntos. Não tinham casa, nem trabalho fixo. Mas engravidaram, aconteceu. Ele pensou: Por que ela não se cuidou? Estragou nosso romance,  estragou minha vida.
Este é o começo de muitas histórias ao nosso redor, na nossa família, entre amigas, no trabalho, no colégio, na universidade e com nossas vizinhas. Há muitos finais para essa história: Camila e Guilherme ficam juntos e a gravidez vai adiante. Guilherme vai embora e Camila fica só e aborta sem que ninguém saiba. Camila se torna mãe de um filho não desejado. Camila procura uma curiosa, aborta, sofre de uma infecção grave, perde a vida etc.

Wendy Goldman: "A questão do amor livre ressurge a cada revolução"

por Tory Oliveira — publicado 29/09/2017
Autora de 'Mulher, Estado e Revolução' analisa o papel das mulheres na Revolução Russa de 1917 e as lições deixadas por elas
Divulgação/Boitempo
A historiadora americana Wendy Goldman
'As mulheres cumpriram um enorme papel na Revolução Russa', explica a historiadora Wendy Goldman
Há 100 anos, a classe trabalhadora russa tomou o céu por assalto, transformando radicalmente uma sociedade ainda em grande medida rural e patriarcal. Ao mesmo tempo, a Revolução Russa de 1917, por meio da ação de mulheres trabalhadoras, camponesas e intelectuais, buscou também dar respostas a problemas como o divórcio, o aborto e a divisão do trabalho doméstico. Com a Revolução, passou a ser possível se divorciar sem maiores burocracias, assim como realizar abortos seguros e legais em hospitais públicos e aspirar a modelos de família não-tradicionais. 

O drama das creches e a judicialização da educação no país


A creche é uma das alternativas, e as vagas poderiam ser ampliadas com a participação do setor privado e de ONGs dentro de um marco regulatório realista.

Aos poucos a educação também vai se judicializando – no município de São Paulo, o prefeito firmou na Justiça um compromisso para criar 85 mil matrículas até o final do mandato. De potencial solução, as creches se transformaram em desafio inatingível para a maioria dos prefeitos. Onde o trem descarrilhou?

Não resta dúvida de que para as mães é importante ter ajuda para educar os filhos – e a creche pode ser um desses mecanismos. De repente, oferecer creches passou a ser uma obrigação dos municípios. E por conta da legislação nacional e de regulamentos municipais, o custeio de uma creche tornou-se insustentável para o poder público – e pouco atrativo para o setor privado. Quem fez as leis e regulamentos se esqueceu de fazer as contas. E se esqueceu de pensar em alternativas – como se fora da creche não houvesse salvação… Esta é mais uma tragédia que caracteriza o açodamento das políticas educacionais no Brasil.

Camille Paglia: “Acho importante que as mulheres redescubram a solidariedade entre elas”

Para Camille Paglia, duas épocas foram decisivas em sua vida. Nos anos 1960, descobriu a rebeldia da contracultura, do rock e do feminismo. Nos anos 1990, se descobriu do lado oposto de suas referências, quando deixou de calar as críticas que possuía tanto sobre esquerda quanto de direita, em especial o estado em que o feminismo se encontrava.
Nos anos 2010, Paglia, conferencista do Fronteiras do Pensamento em Porto Alegre (2007), São Paulo (2015) e Salvador (2008 e 2017), segue com a língua afiada, provocando e criticando, adquirindo admiradores nos lugares mais improváveis e fazendo o que mais gosta de fazer: arrumar uma boa briga.
Nesta entrevista para a revista The Cut (parte do portal da New York Magazine), a jornalista Molly Fisher almoçou e jantou com Paglia em um restaurante grego, onde passaram quase cinco horas falando sobre suas obras, fama, Madonna, Hillary Clinton, feminismo, Donald Trump e, é claro, o politicamente correto.

James Heckman e a importância da educação infantil

O Nobel de Economia, que falará em São Paulo nesta segunda 25, diz que investir nos anos iniciais das crianças é o caminho para o país crescer

O americano James Heckman, 73 anos, é reverenciado tanto em sua área de origem, a economia — que lhe rendeu o Prêmio Nobel em 2000 —, como na educação, que ele investiga com a curiosidade de quem ama calcular. Heck­man criou métodos científicos para avaliar a eficácia de programas sociais e vem se dedicando aos estudos sobre a primeira infância — para ele, um divisor de águas. É sobre esse assunto que falará, na segun­da-feira 25, no encontro Os desafios da primeira infância — Por que investir em crianças de zero a 6 anos vai mudar o Brasil, organizado pelas revistas Exame e VEJA e apoiado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, pela Funda­ción Femsa e pela United Way Brasil. Professor na Universidade de Chicago, Heckman veio uma dezena de vezes ao Brasil. Estava no Rio quando recebeu o telefonema de sua vida. “Disseram-me que seria premiado com o Nobel, e eu achei que era trote”, revela ele, que fala com rara propriedade sobre o país.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Festival Internacional de Cinema Infantil em São Paulo exibe 22 curtas-metragens nacionais que concorrem ao Prêmio Brasil de Cinema Infantil

Dal Marcondes  26/09/2017
10ª edição do Prêmio teve 160 inscritos em três categorias; Vencedores serão divulgados em novembro
Para valorizar e revelar o que há de melhor na produção audiovisual brasileira direcionada ao público infanto-juvenil, a 15ª edição do Festival de Internacional de Cinema Infantil (FICI), exibirá os curtas-metragens finalistas da 10ª edição do Prêmio Brasil de Cinema Infantil, que fomenta o reconhecimento de novos cineastas brasileiros e suas obras. Os 22 curtas concorrentes serão exibidos em sessões no Cinemark Eldorado no dia 29 de setembro.

Cura gay: os “cristãos” contra Cristo

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Ao recorrerem à Psicologia, os que querem dominar os desejos reconhecem os limites da Religião. Mas reproduzem o mesmo dispositivo que resultou na cruz
Por Fran Alavina | Imagem: A coroação de espinhos, Michelangelo Merisi da Caravaggio, circa 1604
O debate sobre a decisão judicial que dá margem legal para a estapafúrdia “cura gay” além de ter recebido as reações devidas nos últimos dias – reações que devem aumentar –, também dá lugar para que se possa ter uma visão mais complexa do que se esconde sobre esta lógica do absurdo. Absurdidade que, por se manter na longa duração da história da repressão dos desejos dissidentes e da objetivação do corpo, acaba por se apresentar para muitos como normalidade na história da nossa cultura. De fato, quando comparado com a história da sexualidade no Ocidente, este absurdo é a regra e não a exceção. Regras de uma suposta “normalidade”, datada desde quando o cristianismo como forma religiosa hegemônica e como tipo de consciência política dominante estabeleceu para nós a moralidade dos afetos tristes. Tristes, pois afetos que se regem não pela liberdade do agir, mas pela conduta proibitiva; não pela completude, porém pela interdição. Trata-se de uma submissão do desejo àqueles que não gozando – no caso católico está parcela que em tese não possui o gozo sexual é o clero – podem prescrever as regras do gozo permitido.

Os homens que odeiam as mulheres estão no meio de nós?

20.06.2017
Escusado será dizer que é impossível não me sentir insultada a cada vez que me chamam coisas como “puta ressabiada”, “mal fodida”, “vaca repugnante”, “feminazi” e demais ofensas gratuitas em resposta aos textos que por aqui publico. Não é simplesmente aceitável que alguém – no meu caso, maioritariamente homens - nos insulte de forma tão mesquinha, agressiva e totalmente despropositada, mas habituamo-nos. E passamos a desvalorizar tais atos, como se fizessem parte do caminho, tal qual relação abusiva com a qual aprendemos a viver mesmo sabendo que não é suposto ser assim. Erro.

Afeganistão: meninas que são transformadas em meninos

07.09.2017
Abos Fazylia gosta de futebol. Aliás, ter uma bola era o seu maior desejo para a festa do nono aniversário. Abos vai à escola, onde já aprendeu a ler e a escrever. Faz uns biscates na rua e pode sair de casa sem companhia. Mas só o pode fazer porque é um menino, pelo menos é o que todos acham que ele, desde os vizinhos aos professores. Contudo, dentro de casa a verdade revela-se: Abos é uma menina. Uma bacha posh.
Muito mudou no Afeganistão, país onde nos anos 60 e 70 as mulheres gozavam de um estilo de vida em tudo muito mais igualitário do que o que têm atualmente. Hoje, mais de três décadas depois da invasão soviética e do posterior domínio talibã, o fundamentalismo islâmico continua a ditar as regras desta sociedade marcada pelo patriarcado e extremismo religioso, onde as mulheres veem os seus direitos humanos completamente arrasados. Coisas tão simples quanto saírem à rua sozinhas pode tornar-se num problema com consequências gravíssimas. Privadas da liberdade, as mulheres são pessoas ‘de segunda’.

As mulheres querem segurança, não querem segregação

Não deixa de ser irónico que tenha lido isto em plena viagem de comboio Porto-Lisboa: “A forma de mandar uma mensagem clara à sociedade para dizer que não queremos ser apalpadas nos transportes públicos e que queremos ser respeitadas passa por criar zonas específicas para as mulheres no metro ou nos autocarros”. Palavras – perigosas! - de Joana Amaral Dias, candidata pela Nós, Cidadãos! à Câmara Municipal de Lisboa. E porque são perigosas estas palavras? Porque isto não é somente uma apologia ao retorno da segregação feminina no espaço público supostamente “para o seu próprio bem”, como é também um enorme contributo para a eterna responsabilização das vítimas de assédio, em vez da punição dos agressores. A sério que vamos continuar a alimentar isto?

As águas estão a mexer para as mulheres da Arábia Saudita

Atenção a este número: 27 anos – isso mesmo, 27 - depois do primeiro grande protesto levado a cabo pelas mulheres da Arábia Saudita por causa da interdição feminina ao ato de conduzir um automóvel, a lei vai mudar. A partir de junho de 2018, as mulheres vão poder finalmente conduzir livremente no seu país. Muitas mulheres foram presas pelo caminho, muitas perderam os seus empregos, muitas foram agredidas dentro e fora de casa por ousarem protestar. Sim, pelo direito a algo tão básico quanto ser livre para conduzir um automóvel.

NASA nomeia prédio em homenagem à protagonista de 'Estrelas Além do Tempo'

Katherine Johnson em frente ao prédio cujo nome inspirou (Foto: NASA)














































AOS 99 ANOS, KATHERINE JOHNSON FOI HOMENAGEADA COM CENTRO DE PESQUISA NO ESTADO AMERICANO DA VIRGÍNIA25/09/2017 / POR REDAÇÃO GALILEU





Na última semana, a NASA inaugurou o Prédio de Pesquisa Computacional Katherine G. Johnson em homenagem à matemática de mesmo nome, cuja passagem pela agência espacial americana foi contada no filme Estrelas Além do Tempo (2016).

Nascida no estado de Virgínia, nos Estados Unidos, Johnson por muito sofreu com a segregação racial do país, tendo que mudar de cidade para poder estudar em boas escolas que aceitassem alunos negros. Em 1953, ela começou a trabalhar na NASA fazendo cálculos de trajetórias de foguetes e naves, se tornando essencial para o sucesso da Missão Apollo 11.