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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

STJ reafirma que menor sob guarda tem direito à pensão por morte

Carta Forense
29/11/2017 por Assessoria de Comunicação - STJ
A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou pedido de uniformização de jurisprudência apresentado contra decisão da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais (TNU) que, com base na prevalência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) sobre a lei geral previdenciária, entendeu ser devida a concessão de pensão a menor em decorrência da morte de seu guardião. Para o colegiado, o julgamento da TNU está de acordo com a jurisprudência mais recente do STJ. 

Mediação pode ser usada em conflitos familiares

O procedimento busca preservar o bom relacionamento entre as partes e evitar o desgaste emocional.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Os métodos auto compositivos podem ser utilizados em conflitos empresariais, condominiais e também familiares. Definir a partilha de bens, a guarda dos filhos e a pensão alimentícia pode gerar muito estresse, mas esses casos podem ser resolvidos de maneira rápida e menos dolorosa com o auxílio da mediação.
Quando falamos de conflito familiar lembramos de um ambiente adversarial: raiva, brigas e clima de competição. De acordo com a diretora da Vamos ConciliarMirian Queiroz, nesses casos, a mediação é altamente indicada, pois o procedimento trabalha a estabilização familiar, a empatia, a tolerância e outros sentimentos positivos que contribuem para a solução do problema.

Transfeminismo: a pauta que nos ensina ir além do binarismo homem e mulher

Justificando
Flávia AlmeidaFlávia Almeida
Advogada 
Quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Dando continuidade ao compromisso de expandir nossa Sororidade, convidamos a advogada paraense Flávia Almeida, que estuda as violações à população transexual e integrante do Grupo de Estudos Feministas do Centro Universitário do Estado do Pará – CESUPA. O texto, a seguir, nos conclama a refletir sobre as muitas possibilidades do ser enquanto indivíduo e a urgente necessidade de entendermos e aderirmos à pauta do transfeminismo. Vamos ouvi-la:

‘Meu Corpo é Político’, reflexões sobre identidade de gênero, estreia em 30 de novembro no VIDEOCAMP

Envolverde
Dal Marcondes  27/11/2017

Lançamento será simultâneo à estreia do documentário nas telonas; VIDEOCAMP proporcionará acesso gratuito nas cidades nas quais o filme não estará em cartaz
O cotidiano de quatro militantes LGBT que vivem na periferia de São Paulo é o pano de fundo do filme ‘Meu Corpo é Político’ (2017), novo lançamento da produtora Studio Riff e Paideia Filmes, que estreia no VIDEOCAMP no próximo dia 30, simultaneamente à estreia nos cinemas. A partir da intimidade e do contexto social dos personagens, o documentário levanta questões contemporâneas sobre a população trans e suas disputas políticas. A partir do dia 14 de novembro, será possível agendar, com antecedência, exibições públicas e gratuitas no VIDEOCAMP em todas as cidades brasileiras em que o filme não estiver em cartaz.
Dirigido por Alice Riff, o longa conta as histórias de Linn da Quebrada, artista e professora de teatro; Paula Beatriz, diretora de escola pública no Capão Redondo; Giu Nonato, jovem fotógrafa em fase de transição; e Fernando Ribeiro, estudante e operador de telemarketing. A câmera de Riff conduz o olhar do espectador pelas narrativas diárias desses personagens para levantar questões sobre temas relevantes do contemporâneo como transgeneridade, representatividade social e identidade de gênero.

Educação (An Education)

por Ronaldo D'Arcadia

Seguindo os passos do amadurecimento da garota Jenny, o filme surpreende em todos os quesitos. Jogando-nos de forma abrupta em meio a uma família de classe média inglesa dos anos sessenta, o longa tece sua interessante história em torno da eterna questão do certo e errado, quem tem a razão?

“Educação” nasceu para chamar atenção. Há muito tempo não temos um exemplar tão criativo e revigorante como o filme em questão.  Abordando de forma inteligente os anseios de uma garota dividida entre uma boa faculdade e o amor proibido, o filme mexe com nossas convenções, oferecendo diversos ângulos para uma mesma realidade.

Aborto: Por que não dar a criança para adoção?

Rebeca Mendes pede interrupção da gravidez so STF (Foto: Reprodução / YouTube )

Com pedido negado pela ministra Rosa Weber do STF nesta terça-feira, a estudante Rebeca Mendes e seus dois filhos irão enfrentar consequências profundas em suas vidas

29.11.2017 | POR DÉBORA DINIZ

Rebeca, por que não a adoção? Essa foi a pergunta que Rebeca Mendes ouviu desde que escreveu a carta à Ministra Rosa Weber do Supremo Tribunal Federal. Rebeca é mãe de dois filhos e está grávida. Antes de anunciar sua decisão pelo aborto, listou todas as possibilidades diante da gravidez não planejada. Entre elas, esteve a pergunta infame feita por gente estranha – por que não dar a criança para adoção?

Suzana Pires | Venha conhecer o que te limita: seu #DNAHistórico

Na coluna #DonaDeSi dessa semana, Suzi Pires fala da cruz que todas as mulheres tem que carregar apenas por serem do sexo feminino

29.11.2017 | POR SUZI PIRES

Sim, hoje acordei toda “sujeito pensante” e consegui (tomara!) organizar nesta coluna o que quero dizer quando falo sobre #DNAHISTORICO. Achei importante tentar pensar este termo junto com vocês para que ele não seja somente uma reflexão minha com meus botões-de-madrepérola, mas uma reflexão coletiva, nossa, com nosso chopp e drink em punho!

Bora lá, então! Começando pela biologia e entendendo que DNA é um composto orgânico cujas moléculas contém as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e o funcionamento de todos os seres vivos e que transmitem a hereditariedade de cada ser vivente. Hereditariedade é a condição de semelhança existente entre ascendentes e descendentes. Ou seja: cada uma de nós herdou uma série de características (desde estéticas a doenças possíveis) resultante do cruzamento dos nossos pais, sem, no entanto, heranças comportamentais. E é aqui que entro com o processo histórico, que é o conjunto de acontecimentos cujo encadeamento permite compreender a situação atual de um sujeito agente e sua projeção no futuro. Portanto, o que chamo de #DNAHistóricoFeminino é o conjunto de atitudes, crenças e comportamentos que herdamos das nossas mães e também de toda a sociedade ao nosso redor, forjando assim a nossa maneira de agir no mundo.

Mais de 850 mil mulheres são infectadas por HIV todos os anos no mundo, diz UNAIDS

Dados compilados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) mostram que cerca de 870 mil mulheres são infectadas pelo HIV todos os anos no mundo, e só metade tem acesso ao tratamento capaz de salvar vidas. Isso coloca a AIDS como a maior causa de mortes entre mulheres em idade reprodutiva (de 15 a 49 anos) globalmente.
“Quando jovens mulheres são empoderadas no exercício de seus direitos, a prevalência do HIV cai, há menos registros de gravidez indesejada, menos casos de mortes maternas e menos evasão escolar, além de maior adesão do mercado de trabalho”, afirmou o relatório do UNAIDS “Direito à Saúde”, divulgado na segunda-feira (20).

Na África do Sul, vice-chefe da ONU defende fim da violência a mulheres

Para Amina Mohammed debate sobre o tema deve começar em lares e comunidades; em Joanesburgo, vice-subsecretária-geral também chamou a atenção internacional para necessidade de apoio ao Zimbabué.

24/11/2017
Foto: ONU/Mark Garten
Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.
A vice-secretária-geral da ONU fará este sábado a 15ª Palestra Anual Nelson Mandela na Cidade do Cabo, na África do Sul. Este ano, o lema do evento é “Foco no gênero: reduzir a desigualdade através da inclusão".
O pronunciamento de Amina Mohammed coincide com o Dia Internacional para a Eliminação da Violência a Mulheres.

OIM: familiares ligados a quase metade dos casos de tráfico de crianças | Rádio das Nações Unidas

Dados foram divulgados pela Agência da ONU para Migrações com base numa pesquisa realizada em mais de 100 países, que ouviu 80 mil vítimas; extensão do envolvimento familiar no tráfico de menores é até quatro vezes maior do que em casos envolvendo adultos nos casos analisados.
28/11/2017
Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.
Quase metade de todos os casos identificados de tráfico de crianças começam com algum envolvimento de um membro da família. Os dados foram divulgados pela Agência da ONU para Migrações, OIM.
A agência realizou uma pesquisa em parceria com organizações não-governamentais sobre o tema em mais de 100 países analisando os testemunhos de 80 mil vítimas.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

SOS Ação Mulher e Família na Glamour

Mais uma vez recebendo doações para serem entregues às mulheres atendidas pela instituição. 

À Glamour e à Vogue, nossos agradecimentos pela parceria!


Prisão para forçar pagamento de pensão pode ser prorrogada, decide STJ

O prazo da prisão civil para forçar o devedor da pensão a pagar a dívida pode ser prorrogado, observando-se o teto fixado em lei de três meses, especialmente nos casos em que a resistência não foi superada pelo primeiro decreto prisional. A tese foi firmada pela 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao analisar um recurso recentemente.
Para o colegiado, não existe óbice legal para que esse tipo de prisão, técnica de coerção típica disponível para assegurar o cumprimento das obrigações de conteúdo alimentar, seja modulada ou ajustada, quanto à forma ou ao prazo, para atender às suas finalidades essenciais. De acordo com o novo Código de Processo Civil, o prazo mínimo é de um mês. A turma, por unanimidade, seguiu o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi.
Para ela, o prazo inicialmente fixado para a prisão civil pode se revelar exacerbado ou ineficaz no curso da execução de alimentos, motivo pelo qual deve ser permitido ao julgador substituir a técnica de coerção escolhida ou, ainda, redimensionar a sua forma de atuação e de cumprimento.

A revolução contra o assédio sexual que agita os EUA

Mulheres vítimas de assédio sexual durante a passeata.
Mulheres vítimas de assédio sexual durante a passeata.  AFP
As vítimas se lembram. O filme costumava começar assim. O apresentador da CBS Charlie Rose, ícone do rigor na televisão norte-americana, convidava a sua casa a candidata a uma vaga e, depois de se ausentar por um minuto, aparecia na frente dela de roupão, com os genitais à mostra. Knight Landesman, o guru da arte e editor da revista Artforum, chamava suas funcionárias mais jovens para tomar chá e, uma vez sentadas, não hesitava em passar delicadamente um dedo por seus ombros enquanto lhes murmurava obscenidades. O ex-comediante e agora senador democrata Al Franken aproveitava que sua subordinada estivesse adormecida para lhe tocar os seios e se fotografar junto a ela como um sátiro. O então assistente de promotor, depois presidente da Corte Suprema do Alabamae agora candidato republicano ao Senado, Roy Moore, rondava pelos tribunais nos anos setenta em busca de menores, e se alguma se deixava convencer, tentava se fundir com elas no escurinho…

A França enfrenta o “perigo mortal” da gramática feminista

Tudo começou com um livro didático. Um manual escolar assinado por Sophie Le Callennec, professora francesa de geografia e história, desencadeou um debate nacional ao ser o primeiro a adotar a chamada linguagem inclusiva, que busca evitar as fórmulas sexistas. O volume em questão, intitulado Questionar o Mundo, publicado em setembro e dirigido a alunos de Educação Moral e Cívica do 3º ano do primário, motivou uma onda de indignação e dividiu políticos e intelectuais a respeito da necessidade de integrar ou não essas regras de gênero no uso comum da língua.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Tokarski Eventos e Método Domus doam produtos para o SOS Ação Mulher e Família

À Tokarski Eventos e ao Método Domus

Sra. Larissa Tokarski e Sr. Wendel Alves,

Em nome da OSC SOS Ação Mulher e Família, bem como de toda a diretoria desta entidade, expressamos nossa profunda gratidão e sinceros agradecimentos pela atenção dispensada a nós pela Tokarski Eventos e pelo Método Domus.
Realçamos que as doações são essenciais para a manutenção de atividades que envolvem o atendimento, atenções e orientações direcionadas para a promoção de direitos, a preservação e o fortalecimento de vínculos familiares, comunitários e sociais, diante do conjunto de condições que vulnerabilizam e/ou submetem as famílias a situações de risco pessoal e social.
Fundado em Campinas em 1980, por meio de uma equipe multidisciplinar o SOS Ação Mulher e Família oferece atendimento psicossocial e jurídico a mulheres, homens, adolescentes e crianças em situação de violência de gênero, violência intrafamiliar ou violação de direitos.
Desta forma, acreditamos que a Tokarski Eventos, o Método Domus e o SOS Ação Mulher e Família possuem a busca pela inclusão, seja da comunidade ou dos indivíduos que a compõem.
Mais uma vez, expressamos nossa gratidão e agradecimentos pela doação e atenção ora dispensada, ressaltando a importância da iniciativa da Tokarski Eventos e do Método Domus ao demonstrar responsabilidade social para com a comunidade no seu entorno.

Modos de libertação e sobrevivência

Mulheres escravas usavam estratégias para conseguir comprar a alforria e trabalhar como libertas
CHRISTINA QUEIROZ | ED. 253 | MARÇO 2017

Negar-se a trabalhar, responder para seus senhores e provocar pequenos prejuízos tornaram-se estratagemas de mulheres negras escravizadas para desvalorizar o próprio preço. Valia até pedir proteção a famílias inimigas dos senhores a quem serviam para conseguir a alforria. A Abolição só ocorreu em 1888, mas, após o estabelecimento da Lei do Ventre Livre, em 1871, escravos passaram a ter o direito de comprar a liberdade. Juntar dinheiro para esse fim exigia sacrifícios além da escravidão, como trabalhar durante as raras folgas, além de negociar a parte da remuneração que seria destinada aos seus proprietários. Ao usar essa estratégia, as mulheres eram mais bem-sucedidas do que os homens, principalmente por causa da demanda por serviços domésticos. Uma vez livres, tinham de vencer outros obstáculos tão difíceis quanto os anteriores: arrumar trabalho para conseguir sobreviver, cuidar sozinhas dos filhos e se inserir na sociedade local.

Perfil: Anibal Faúndes



FAPESP

28.09.2016

Médico chileno, especialista em saúde da mulher, defende o aborto legal, seguro e raro. Ele fala sobre a importância de políticas públicas para reduzir a prática do aborto inseguro, uma das principais causas de morte materna.

Do chão de fábrica ao plenário

Pesquisadoras resgatam a história de luta dos movimentos feministas brasileiros

Nos últimos 100 anos a luta feminista por direitos da mulher e igualdade provocou impacto no cenário político brasileiro. De operárias grevistas em 1917 aos atuais grupos de pressão política, as mulheres tiveram de lutar muito para que algumas de suas demandas fossem atendidas. Pesquisas recentes aprofundaram a compreensão de diferentes momentos dessa história. Parte desses trabalhos está no livro 50 anos de feminismo: Argentina, Brasil e Chile (Edusp, 2017), fruto do projeto coordenado pelas sociólogas Eva Blay, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), e Lúcia Avelar, do Centro de Estudos de Opinião Pública da Universidade Estadual de Campinas (Cesop-Unicamp). O livro ajuda a compreender o papel central das organizações feministas na conquista da proteção jurídica e social das mulheres. Para ficar apenas no campo da vida privada, houve vitórias fundamentais, como a eliminação do pátrio poder e a criminalização da violência doméstica e do assédio sexual.

Para desafiar estereótipos

Projetos buscam estimular interesse de alunas do ensino médio pelas ciências exatas
FAPESP
BRUNO DE PIERRO | ED. 261 | NOVEMBRO 2017

Bárbara Gomes, aluna do último ano de engenharia de produção da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), em Minas Gerais, criou com colegas, no ano passado, o projeto Mulheres na Engenharia, que envolveu mais de 100 alunas de ensino médio de uma escola estadual da cidade na construção do protótipo de um carro para competir na Fórmula SAE, uma prova de veículos elétricos desenvolvidos por estudantes de graduação e promovida pela Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE). “Quando eu era criança, não gostava muito de bonecas e sempre me interessei por matemática. A escolha por engenharia foi inevitável”, conta Bárbara. Aos 23 anos, a universitária está convencida de que a baixa participação de mulheres em carreiras científicas e tecnológicas ocorre por falta de estímulos desde a educação básica. “Crescemos ouvindo aquele estereótipo de que meninas não são boas em raciocínio lógico”, comenta.

A sombra do assédio na integridade da ciência

Sociedade de geofísicos amplia definições de má conduta para incluir os casos de intimidação sexual no ambiente acadêmico
FAPESP
ED. 260 | OUTUBRO 2017
A American Geophysical Union (AGU), sociedade sediada em Washington, Estados Unidos, atualizou no mês passado seu código de ética e incluiu o assédio sexual na definição de exemplos de má conduta científica. Em um comunicado divulgado no dia 15 de setembro, a AGU observou que os efeitos destrutivos do assédio e da intimidação de caráter sexual atingem não somente as suas vítimas, mas todo o entorno do ambiente de pesquisa, e podem inclusive afastar as mulheres da carreira científica. “Embora intolerável, o assédio sexual é um problema enfrentado de forma persistente pela comunidade científica”, justificou Eric Davidson, professor da Universidade de Maryland e presidente da AGU. “Precisamos criar um ambiente que dê apoio e estímulo aos jovens talentos, em vez de intimidá-los.” A nova política se aplica aos 62 mil membros da sociedade e a qualquer indivíduo que participe de suas atividades. Além do assédio sexual, o bullying e a discriminação também foram incluídos no rol dos comportamentos antiéticos.

domingo, 26 de novembro de 2017

Educação deve repensar autoridade contra violência escolar

Docente defende que equipe pedagógica precisa redemocratizar o convívio com os estudantes
24/11/2017
As agressões físicas e verbais nos ambientes de ensino não são de hoje. O clima de hostilidade pode acarretar desde desentendimentos pontuais até grandes tragédias, como a do colégio de Goiânia, onde um jovem atirou contra seus colegas em outubro deste ano.
A professora Daniele Kowalewski, da Faculdade de Educação da USP, acredita que o potencial das escolas está em criar espaços não violentos, mas é comum encontrar equipes pedagógicas que ainda contribuem para a existência de ambientes afrontosos. Tanto a distância entre discentes e professores quanto as formas pelas quais se aplicam as avaliações podem produzir um clima hostil, na visão da especialista.

Nudem/DPRJ promove II Encontro da Defensoria na Defesa da Mulher – RJ/RJ, 01/12/2017

25/11/2017

Na ocasião será lançada revista comemorativa dos 20 anos do Nudem/RJ.
Com a presença das autoras e do autor da Revista Gênero, Sociedade, Defesa de Direitos: A Defensoria Pública e a Atuação na defesa da Mulher e lançamento do 1º Diagnóstico de Gênero da DPRJ: A mulher na Defensoria Pública.
Veja detalhes da programação:

Diversidade sexual no mercado de trabalho e academia é tema de simpósio

USP

Entre 27 e 29 de novembro, das 18 às 22h00, o Núcleo de Pesquisa em Gênero e Raça (Genera) da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP realiza o III Genera – LGBTQ + no Mercado de Trabalho e Academias. O evento conta com a participação de ativistas do movimento LGBTQ+, pesquisadoras(es), professoras(es) e estudantes debatendo sobre questões que permeiam a trajetória das pessoas LGBTQ+ na academia e no mercado de trabalho.
São mesas redondas que buscam trazer convidadas e convidados que se identificam com o grupo LGBTQ+, além de empresas que vêm trabalhando a questão de diversidade no ambiente corporativo. O grupo de pesquisa, entende a importância da diversidade para as corporações e quer que as pessoas possam entrar no mercado de trabalho sem ter que atuar em um papel social com o qual não se identificam. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público em geral, sem inscrição prévia. Acontece na sala da congregação, Prédio da FEA 1. Mais informações na página do Facebook.

Mudanças na Lei Maria da Penha reforçam normas técnicas já em uso

Para a socióloga Wânia Pasinato, a criminalização da violência não é suficiente
21/11/2017
O presidente Michel Temer aprovou mudanças na Lei Maria da Penha, determinando que a mulher possa receber atendimento em qualquer delegacia, de acordo com os procedimentos já utilizados nas unidades especializadas. Segundo a socióloga especializada em violência contra a mulher e assessora do USP Mulheres, Wânia Pasinato, a criminalização da violência não é o suficiente.

Rita Lee, a Nefertiti do rock, fez-se felina

rita lee gatos
No último dia do ano, ela chega aos 70. Em sua trajetória, cantou como poucas os animais — simbólicos e reais — sempre com particularíssima visão feminina
Por Silvio Reis
“Dinossaura com aura de iguana”, a ovelha negra Rita Lee é muito mais felina do que cobra venenosa. Perigosa e romântica, procurou um “gato no mundo cão”, encontrou um Galo-Galã. Diversas zoomúsicas da nefertiti brasileira do pop rock têm raízes proverbiais. A maior parte é joia própria, com parcerias brilhantes, e gravação de pérolas. Depois de Bossa’n Beatles, foi uma atitude zoo registrar a livre versão do Renato Barros, ex-Blue Caps. De I want to hold your hand para O Bode e a Cabra.
Em 50 anos de música, Rita Lee é a maior compositora brasileira, com um expressivo acervo zoomusical. É uma visão feminina sobre bichos simbólicos e reais. “Já fui bicho.” Não por acaso, Santa Rita de Sampa é “protetora dos animais abatidos”.

A tragédia das irmãs Mirabal: o assassinato que deu origem ao dia mundial da não-violência contra a mulher

Hermanas Mirabal
Image captionAs irmãs Mirabal se converteram em um símbolo contra a violência de gênero. Foto: Casa Museo Hermanas Mirabal
Lorena Arroyo*
BBC Mundo
25 novembro 2017
"Se me matam, levantarei os braços do túmulo e serei mais forte".
Com esta frase, a ativista Minerval Mirabal, da República Dominicana, respondeu aos que a advertiram de que o regime do presidente Rafael Leónidas Trujillo (1930-1961) iria matá-la, no início da década de 1960.
O alerta se concretizou pouco depois. Em 25 de novembro de 1960, seu corpo foi encontrado no fundo de um barranco, no interior de um jeep, junto com os corpos de suas irmãs, Patria e Maria Teresa, e do motorista Rufino de la Cruz.
A promessa de Minerva parece ter sido cumprida: sua morte e a de suas irmãs nas mãos da polícia secreta dominicana é considerada por muitos um dos principais fatores que levou ao fim do regime trujillista.
E os nomes das irmãs Mirabal se converteram em um símbolo mundial da luta da mulher.

E se as mulheres fossem fisicamente mais fortes que os homens?

Mulher fazendo musculação
Image captionSe as mulheres ficassem mais fortes do que os homens, elas também teriam que se tornar mais largas, porque são necessários ossos maiores para apoiar músculos maiores
Rachel Nuwer
Da BBC Future
20 novembro 2017
Quando o pai de Judith Gardiner morreu em 1963, sua mãe, uma advogada, tomou a direção do escritório do casal. Naquela época, pouquíssimas mulheres ocupavam essa posição, mas a mãe de Gardiner sempre conseguiu impor sua autoridade.
Ela aumentou a altura de sua mesa de trabalho para que ficasse posicionada um pouco acima dos visitantes homens e sempre garantiu que os almoços ou jantares de negócios já estivessem pagos por ela com antecedência. "Minha mãe bolou maneiras de se antecipar a várias pequenas manifestações diárias da dominação masculina", diz Gardiner, uma professora de Inglês, Gênero e Estudos das Mulheres na Universidade de Illinois, Chicago. "Ela conseguia exercer autoridade e competência em uma situação em que isso não era necessariamente normal".
O que teria acontecido, porém se a mãe de Gardiner de repente não precisasse mais fingir ser mais alta? E se as dinâmicas de gênero fossem abruptamente invertidas - se as mulheres se tornassem maiores e mais fortes que os homens, sem a ajuda de centenas de milhares de anos de evolução?

FINANCIAMENTO COLETIVO PARA O RECRIANDO VÍNCULOS. É tudo ou nada! Precisamos bater a meta até 09/01/2018 - 23:59

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sábado, 25 de novembro de 2017

“Mulheres não denunciam, porque chegar a julgamento é quase pior que o estupro”

Um fotograma do documentário 'A filha da Índia'.Ampliar foto
Um fotograma do documentário 'A filha da Índia'.
Ela entendeu tudo quando entrevistou os estupradores: “Não são monstros, estão programados”. A cineasta e educadora britânica Leslee Udwin lançou em 2015 o documentário sobre um estupro coletivo que provocou comoção mundial e levou às ruas milhares de pessoas na Índia. Uma estudante de fisioterapia de 23 anos, Jyoti Singh, foi estuprada por cinco homens num ônibus de transporte público que continuou seu percurso pelas ruas de Nova Déli enquanto ela era atacada. Um deles lhe arrancou as vísceras. Ela morreu no hospital dias depois.
Pelo documentário, A Filha da Índia (título original India’s Daughter) —no qual falam os pais da vítima, familiares dos condenados, advogados, autoridades policiais e judiciárias e um dos condenados— Udwin ganhou diversos prêmios, como o Peabody Award, norte-americano, e o Anna Lindh de Direitos Humanos no Parlamento sueco. Foi escolhida pelos leitores do jornal The New York Times como a segunda mulher mais impactante de 2015, atrás de Hillary Clinton. E recebeu o apoio de estrelas de Hollywood como Meryl Streep e Sean Penn. Para ela foi uma epifania constatar que aqueles condenados à prisão perpétua não eram os selvagens que ela esperava encontrar. E parou de gravar filmes. Trocou a carreira cinematográfica por outra em que derrama toda a paixão que mostra ao falar: a educação.