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domingo, 26 de novembro de 2017

Educação deve repensar autoridade contra violência escolar

Docente defende que equipe pedagógica precisa redemocratizar o convívio com os estudantes
24/11/2017
As agressões físicas e verbais nos ambientes de ensino não são de hoje. O clima de hostilidade pode acarretar desde desentendimentos pontuais até grandes tragédias, como a do colégio de Goiânia, onde um jovem atirou contra seus colegas em outubro deste ano.
A professora Daniele Kowalewski, da Faculdade de Educação da USP, acredita que o potencial das escolas está em criar espaços não violentos, mas é comum encontrar equipes pedagógicas que ainda contribuem para a existência de ambientes afrontosos. Tanto a distância entre discentes e professores quanto as formas pelas quais se aplicam as avaliações podem produzir um clima hostil, na visão da especialista.

De acordo com ela, os educadores precisam redemocratizar o convívio com os estudantes e fazer um trabalho preventivo contra esses cenários, a fim de superar a desigualdade entre os alunos e promover os direitos humanos.
Além disso, Daniele explica que muitos educadores não se veem como responsáveis por administrar as situações de indisciplina. Para exemplificar, ela aponta que hoje há uma transferência de responsabilidades corretivas para psicólogos e psiquiatras. A docente não nega a importância desses profissionais no combate à violência escolar. No entanto, ela defende que os professores precisam de uma formação que lhes instrua a ter uma postura de autoridade em sala de aula. Em sua análise, o corpo pedagógico deve se engajar na construção de um clima de respeito, muitas vezes não cultivado entre os estudantes e o professor.
Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.
Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.
Você pode ouvir a entrevista completa no player.

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