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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Sedução, luz e sombra

IVAN MARTINS
25/10/2017

O peixe morre pela boca, diz o ditado. Os ansiosos também, digo eu. Muitas vezes, no afã de agradar e seduzir, as pessoas falam demais sobre si mesmas e obtêm o contrário do que desejam. Afastam, em vez de atrair.

O problema tem dois aspectos. Não se trata, apenas, de que seres humanos que falam demais demonstram mais interesse por si mesmos que pelos outros, e isso é muito chato. Além desse narcisismo brochante, os faladores têm a tendência de revelar, sobre si mesmos, coisas que deveriam ser escondidas – ou melhor, guardadas até o momento em que a relação comportasse mais informações.

Casamento infantil ilegal atinge 20 mil meninas por dia

Milhões de garotas mundo afora ainda são forçadas a se casar antes dos 18 anos, frequentemente com homens bem mais velhos. Interrupção dos estudos e riscos à saúde devido a gravidez precoce estão entre as consequências.
24.10.2017
Sabrina Müller-Plotnikow

África Ocidental e Central são regiões onde meninas estão particularmente vulneráveis a casamentos forçados
Violência doméstica e sexual, abuso, exploração, morte. Um casamento precoce tem efeitos devastadores sobre a vida de jovens garotas. As oportunidades educacionais e de desenvolvimento são restringidas, e os riscos de desenvolverem problemas de saúde aumentam.
De acordo com estimativas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 15 milhões de meninas se casam todos os anos antes de completarem 18 anos de idade – algumas delas pouco depois do décimo ano de vida. Metade desses casamentos são ilegais.

"Retaliar o feminismo é vital para quem ocupa hoje o poder"

por Tory Oliveira — publicado 27/10/2017
Produzido por Antonia Pellegrino e Isabel Nascimento Silva, documentário Primavera Das Mulheres faz historiografia a quente de protestos feministas
Tomaz Silva/Agência Brasil
Protesto contra a cultura do estupro
Mulheres protestam contra a cultura do estupro em 2016
Com foco nas manifestações de mulheres organizadas nos últimos dois anos no Brasil e nos protestos virtuais de viés feminista como o #MeuPrimeiroAssédio, o documentário Primavera Das Mulheres é um esforço didático para, ao mesmo tempo, realizar uma historiografia a quente desta nova onda feminista e furar a bolha, levando a luta e as reivindicações das mulheres para um público mais abrangente.
Produzido pela roteirista Antonia Pellegrino e pela diretora Isabel Nascimento Silva, o documentário estreou na quinta 19 no canal GNT e está disponível na plataforma online GlobosatPlay.

“Por que os evangélicos só pensam em sexo?”

por Magali do Nascimento Cunha — publicado 19/10/2017
A onda reacionária que visa ao controle do corpo e da sexualidade alheia tem um objetivo político e não é estimulada apenas por correntes religiosas
Pixabay
Por que os evangélicos só pensam em sexo?
A obsessão com a sexualidade faz parte da disputa política
Eis uma pergunta que ouço com muita frequência. Ela certamente deriva dos episódios ultimamente retratados pelas mídias a envolver evangélicos: ações parlamentares por retrocessos na legislação sobre a sexualidade, manifestações públicas contra expressões sobre sexualidade humana em teatros e museus, apelos por boicotes à TV Globo e à revista Veja, classificadas como “comunistas” e “gayzistas” (?!), vociferações contra ativistas culturais, feministas ou LGBTIs por sua oposição às formas de censura e à negação dos direitos humanos sexuais.
Preocupa que boa parte do conteúdo crítico divulgado por esses grupos não é verdadeira (informações vagas ou falsas e sem referência) e é, de forma iníqua, usada para instrumentalizar a boa-fé de evangélicos que se tornam suas multiplicadoras.

Só 11% dos assassinatos de mulheres foram registrados como feminicídios em 2016

por Caroline Oliveira — publicado 30/10/2017
Segundo o 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, São Paulo teve o maior número assassinatos, mas pouco mais de 10% foram classificados da forma correta
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Cerimônia
Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de sanção da lei de tipificação do feminicídio, em março de 2015
Em Lagoa Grande, em Minas Gerais, uma mulher de 38 anos morreu após uma facada no tórax do namorado. Segundo vizinhos, ele era possessivo e violento. Em Curitiba, a vida de outra, de 26 anos, esvaiu-se em golpes de faca após uma briga com o companheiro. Na virada do ano, em Campinas, um técnico de laboratório matou 12 pessoas a tiros, entre elas, nove mulheres, incluindo sua ex-esposa. 
O 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, lançado nesta segunda-feira 29 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), traz o número de assassinatos de mulheres registrados em 2016: 4.657. O número representa  uma mulher morta a cada duas horas. No entanto, do total, apenas 533 foram classificados como feminicídios, termo que designa o extermínio de vidas femininas em contextos marcados pela violência de gênero.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

“Brasil e São Paulo desiguais: são as mulheres que mais sofrem”, diz Alexandre Padilha

Dados do Mapa da Desigualdade mostram o percentual de gravidez na adolescência entre mães negras e não negras, além de exames de pré-natal insuficientes entre negras e não negras de cada região; bairros periféricos possuem números mais alarmantes.
Por Alexandre Padilha*
26 de outubro de 2017
Nesta semana, tivemos notícias significativas a respeito da posição das mulheres em nossa sociedade. Uma delas, a mais preocupante, vem dos dados do Mapa da Desigualdade, apresentado pela Rede Nossa São Paulo, nesta terça-feira (24), que trouxe o percentual de gravidez na adolescência entre mães negras e não negras, além de exames de pré-natal insuficientes entre negros e não negros de cada bairro. O resultado mostrou que os bairros mais periféricos da cidade possuem dados mais alarmantes.
De acordo com o estudo, dos 96 distritos da cidade, 52 mostraram valor maior que dez no número de mulheres grávidas na adolescência. O “desigualtômetro” é 25,79 vezes, do total de nascidos vivos de mães residentes da capital. Os distritos com maiores números são: Guaianases (16,81), Brasilândia (16,89), São Miguel Paulista (17,03), Cidade Tiradentes (18,07) e Marsilac (22,88).

Quem (não) é a vítima?

29 de outubro de 2017
****Aviso de conteúdo sensível – caso de Goiás****
Eu sofri bullying e abuso sexual na escola entre 13 e 14 anos. Já falei sobre isso antes.
Se eu tivesse uma arma à minha disposição, talvez tivesse matado alguém. Talvez tivesse me matado. Talvez ambos.
Não estou dizendo que isso seria justo, certo, bom. Estou apenas constatando um fato que se torna mais e mais evidente quando converso dentro de mim com aquela menina deprimida e desesperada e, como é típico da idade, impulsiva.

Bullying e contaminação do ambiente escolar pela violência

Ana Paula Siqueira Lazzareschi de Mesquita
No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado para violência explicita ou velada nas redes sociais.
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Um estudante de 14 anos disparou tiros contra os colegas dentro do Colégio Goyases, escola particular de ensino infantil e fundamental, em Goiânia. De acordo com o Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, dois estudantes morreram e outros quatro ficaram feridos na unidade, localizada no Conjunto Riviera, bairro de classe média. As informações preliminares colhidas pela Policia Militar apontam que se tratou de mais um caso de bullying, onde o atirador não suportou as ofensas dos demais alunos e, utilizando-se da arma dos pais, disparou tiros de forma indiscriminada.
Desde 2014, momento em que foi lançado o programa "Proteja-se dos prejuízos do cyberbullying", tenho alertado - de forma constante e ininterrupta - professores, alunos e pais sobre a gravidade do bullying no Brasil e o menosprezo da situação pelas autoridades públicas e determinados administradores escolares.

CCJ do Senado aprova projeto que agiliza adoção e dá prioridade a crianças com deficiência

A medida segue para a CDH.

domingo, 29 de outubro de 2017

A CCJ do Senado aprovou, nesta quarta-feira, 25, o PLC 101/17, que permite que pessoas interessadas em adotar grupos de irmãos ou menores com deficiência, doença crônica ou necessidades específicas de saúde tenham prioridade.

A proposta também promove alterações na CLT e no CC para acelerar os trâmites de acolhimento do adotando por uma família substituta. Vai nessa direção, por exemplo, a medida que autoriza o cadastro para adoção de recém-nascidos e crianças mantidas em abrigos que não forem procurados pela família biológica em até 30 dias.

#100Mulheres Visibilidade e bola desde cedo: o que falta para futebol 'ser coisa de menina'

Na quadra de futebol society da Escola Americana do Rio de Janeiro, meninas e meninos se preparam para a partida - hoje eles vão jogar juntos. São três delas e três deles em cada time, além de dois goleiros. A cena poderia ser comum, mas num país onde as mulheres são menos de 6% dos praticantes de futebol, elas são sempre a exceção.

Renata Mendonça
Da BBC Brasil em São Paulo
29 outubro 2017
Foi assim sempre na vida de Ana Luiza, que teve que brigar com os meninos para que eles a deixassem jogar na quadra da escola no Complexo da Maré e mentir para a avó, que não a queria fazendo parte desse "esporte de menino".
Maria até contou com o apoio da mãe, que tinha jogado na infância, mas teve que provar sua qualidade para conseguir uma vaga no futebol da rua. Luiza até hoje recebe comentários preconceituosos no blog que tem para falar de meninas que jogam bola e lê coisas do tipo: "menina que joga futebol vai virar lésbica".

Cidade na Turquia lança ônibus rosa exclusivo para mulheres para combater assédio sexual

Uma cidade da Turquia lançou um ônibus rosa exclusivo para mulheres para combater o assédio e outros tipos de agressões sexuais.

29 outubro 2017
BBC
A iniciativa surgiu em Malatya.
"É muito difícil conscientizar os homens. Não queremos passar aperto com eles", diz uma passageira.
"Não queremos ouvir comentários vulgares. Eles não são gentis quando estão cercados de mulheres".
"Então, os ônibus rosa são realmente magníficos", acrescenta.
A entrada dos homens é proibida nesses ônibus.
Mas algumas mulheres não acreditam que a solução está na iniciativa.

Arábia Saudita permite mulheres frequentar arenas esportivas

Mulheres sentadas na arquibancada de um estádio com seus filhosDireito de imagemAFP
Image captionNo mês passado, a Arábia Saudita autorizou, pela primeira vez, mulheres a participarem da celebração de um feriado nacional num estádio
Depois de alcançarem o direito de dirigir, as mulheres na Arábia Saudita também poderão, pela primeira vez, frequentar arenas esportivas.
30/10/207
BBC
As mulheres serão autorizadas a entrar com suas famílias em estádios em Riyadh, Jeddah e Dammam, as três maiores cidades do país, a partir do próximo ano.
Como as arenas esportivas sauditas são lugares frequentados apenas por homens, os três estádios vão ser, segundo autoridades locais, adaptados "para poderem acomodar famílias no início de 2018". Estão sendo instalados cafés, telas de monitoramento e banheiros femininos.
A Arábia Saudita é um dos países mais rígidos do mundo em termos de segregação de gênero e há muitas atividades cotidianas que mulheres simplesmente não podem fazer ou precisam de autorização do pai ou marido. Por exemplo, precisam de permissão de um homem para tirar um passaporte ou sair do país.
Essas restrições se devem ao sistema político e religioso vigente. O wahabismo, uma interpretação mais rígida de lei islâmica, é a fé dominante na Arábia Saudita há dois séculos.

A história de Artemisia Gentileschi, a pintora violentada que se vingou fazendo arte feminista no século 17

Irene Hernández Velasco
Especial para a BBC Mundo
14 janeiro 2017 
"Autoritratto come suonatrice di liuto" de Artemisia Gentileschi. 1617-18


ALLEN PHILLIPS/WADSWORTH ATHENEUM
Image captionArtemisia Gentileschi foi uma artista de talento excepcional
"Trancou o quarto a chave e depois me jogou sobre a cama, imobilizando-me com uma mão sobre meu peito e colocando um dos joelhos entre minhas coxas para que não pudesse fechá-las. E levantou minhas roupas, algo que lhe deu muito trabalho. Pôs um pano em minha boca para que não gritasse. Eu arranhei seu rosto e arranquei seus cabelos."

Esse é o relato de um estupro ocorrido há quatro séculos, mais especificamente no ano de 1611.
A vítima era a italiana Artemisia Gentileschi, uma artista cujo talento pode ser comprovado pelo fato de ter sido a primeira mulher aceita na Academia de Belas Artes de Florença, na Itália, a mesma pela qual passou Michelangelo.
Além de ter sido estuprada, ela teve de aguentar ver o agressor livre e sua denúncia questionada abertamente.
Para piorar, Artemisia sofreu com a indiferença e a rejeição do mundo artístico de sua época por ser mulher, e passou pela humilhação de ver a autoria de seus quadros atribuída a seu pai e outros artistas masculinos.
Mesmo depois de morta, durante séculos foi considerada apenas uma curiosidade, uma raridade exótica e menor na história da arte.

domingo, 29 de outubro de 2017

Jacinda Ardern, a primeira-ministra que calou bocas quando lhe perguntaram sobre ter filhos

Primeira-ministra da Nova Zelândia
Jacinda Ardern, eleita nesta semana primeira-ministra da Nova Zelândia.  AFP
JacindamaniaJacinderellaEfeito JacindaJacindaforiaJassiah – mistura de Jacinda com Messiah, ou Messias... A imprensa da Nova Zelândia está começando a fazer o mesmo que os jornais esportivos fazem com Messi e Cristiano Ronaldo, esgotando os neologismos e hipérboles disponíveis para se referir à nova primeira-ministra do país, Jacinda Ardern.

Feminicídio: como estancar as veias abertas da impunidade

As repercussões no cotidiano forense acerca da Lei do Feminicídio (Lei 13.104/2015), que incluiu qualificadora no Código Penal para as mortes violentas de mulheres por razões da condição do sexo femininotêm revelado em alguns casos uma faceta cruel: a preferência por essa capitulação ou a readequação de versões para escapar, por exemplo, ao tipo penal do roubo com resultado morte (latrocínio).
Não se pretende polemizar a evidência técnico-jurídica de que se chega à tipificação de qualquer fato pelo conjunto probatório obtido na investigação, a partir do qual se apura qual o ânimo do agente, vale dizer, se a conduta decorreu da vontade de subtrair bem material, mediante grave ameaça ou violência, que pode resultar em morte; ou do ânimo deliberado de tirar a vida. O que se pretende é suscitar o debate sobre as percepções do feminino.

Judith Butler, o ‘queer’ para unir as minorias através da diferença

Judith Butler, o ‘queer’ para unir as minorias através da diferença
Judith Butler, teórica do movimento queer e antes de tudo uma feminista de pensamento global, talvez  seja a feminista com mais gabarito internacional e a que está prestes a deixar um rastro maior. Em uma de suas passagens por Barcelona, ela falou sobre a violência de Estado e insistia em que pertencer ao movimento queer implicava uma defesa da aliança entre diversas minorias “por meio da diferença”, ou seja, que conseguir “uma aliança forte da esquerda” passava por combater políticas favoráveis à discriminação, citando sobretudo as minorias sexuais, raciais, religiosas e as mulheres.

As meninas soviéticas que estouravam os miolos dos nazistas

Franco-atiradoras soviéticas da Segunda Guerra Mundial.
Franco-atiradoras soviéticas da Segunda Guerra Mundial.
Eram majoritariamente muito jovens, algumas eram crianças. Vinham de toda a União Soviética. O Exército Vermelho as recrutou aos milhares na Segunda Guerra Mundial para usá-las como franco-atiradoras: deviam apontar suas armas à distância e estourar os miolos dos soldados inimigos, literalmente. Era a missão delas, era esse o ofício para o qual foram meticulosamente preparadas e, embora matassem nazistas que haviam invadido e devastado seu país e muitas tivessem longas listas de vítimas –e algumas inclusive desfrutaram disso–, quase todas tinham desmoronado e chorado na primeira vez, ao alvejar um ser humano com sua arma. Tampouco nenhuma delas, cercada por uma grande massa de camaradas sexualmente famintos, foi poupada de ter de suportar o assédio e o abuso de seus comandantes e colegas masculinos, geralmente bêbados: um verdadeiro combate em duas frentes. Embora várias tenham se tornado muito populares e até recebido o título de Heroínas da URSS, não puderam fazer carreira no Exército e, na volta para casa, foram muitas vezes xingadas de mulheres-machos ou prostitutas.

sábado, 28 de outubro de 2017

Projeto aproxima gerações para promover empatia

Em ciclo de jogos colaborativos, meninas e mulheres são estimuladas a repensar seus papéis enquanto se descobrem como líderes

por Marina Lopes  26 de outubro de 2017

De um lado da sala, meninas entre 7 e 8 anos que ainda estão descobrindo seus interesses, medos e até mesmo sonhos. Do outro, mulheres na faixa dos 50 anos que estão passando pelo processo de se reinventar. Como uma espécie de quebra-gelo, elas interagem em uma roda e são convidadas a formar duplas. A partir daí, começa mais um encontro do ciclo de jogos colaborativos “As Empatilhaças!”, que acontece na Escola Estadual Henrique Dumont Villares, na zona oeste de São Paulo (SP).

Quem tem medo do Desfazendo Gênero?

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Como um encontro de cultura queer sacudiu a “capital do forró”, no Nordeste. Houve ameaças — toscas, como sempre. E em vão: decidiu-se aumentar a dose, em 2019…


Por Berenice BentoLeandro Colling Jussara Carneiro Costa


MAIS:

Para outras informações e imagens do encontro, visite seu site ou sua página no facebook


Campina Grande (Paraíba) transformou-se, por quatro dias, da cidade do forró na cidade queer do Brasil. Entre 10 e 13 de outubro, sediou a terceira edição do Seminário Internacional Desfazendo Gênero. A primeira edição ocorreu em Natal, em 2013. A segunda em Salvador, quando, pela primeira vez, a filósofa Judith Butler veio ao Brasil. E agora, foi a vez de Campina Grande. Pessoas pesquisadoras, artistas, ativistas, povos de santo e indígenas estiveram juntos em mesas-redondas, performances, tendas de vivências, grupos de trabalho. Por dois dias também tivemos a alegria de conhecer parte do rico e plural cinema palestino.

Como lidar com o cyberbullying

O cyberbullying pode levar as vítimas à depressão e até ao suicídio. Plataformas lutam contra o problema.
25.10.2017

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

No Ceará, avanços no acolhimento de crianças vítimas de violência sexual





Na cidade, onde tramitam cerca de 2 mil processos de violência sexual contra crianças, parcerias envolvendo a prefeitura de Fortaleza e o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) já permitiram que crianças recebessem orientações desde o momento da denúncia, ainda na delegacia, até o acompanhamento e tratamento das sequelas desse tipo de crime. Em Fortaleza, a Justiça vem adotando ações especializadas que possibilitam a crianças e jovens, vítimas de violência e abuso sexual, denunciar os crimes sofridos, processar os autores de violência e receber tratamento psicológico adequado. 
O atendimento multidisciplinar e integral às vítimas de violência está de acordo com o que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) orienta os tribunais, por meio da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência Doméstica, instituída este ano pela Portaria n. 15/2017. 

Justiça Restaurativa é aplicada em casos de violência doméstica no AP

25/10/2017

Vanguarda na aplicação de práticas de Justiça Restaurativa, a equipe do Juizado Especial da Violência Doméstica da Comarca de Santana, liderada pela juíza titular Michele Farias, inscreveu e teve o projeto "Círculos de Restabelecimento com Mulheres em Medida Protetiva" indicado para ser apresentado no Fórum Nacional dos Juízes da Violência Doméstica, a ser realizado de 08 a 11 de novembro em Natal, Rio Grande do Norte.
"A mulher vítima de violência chega ao Judiciário por três caminhos, o Ministério Público, a Delegacia de Polícia e de forma individual e espontânea", é o que explica Carlos Rangel Vilhena, chefe de secretaria do Juizado. “Percebemos que o perfil, embora em sua maioria seja composto de mulheres com baixo grau de escolaridade e sem autonomia financeira, contempla todas as esferas da sociedade, atingindo, inclusive, mulheres graduadas e bem empregadas”, revela.

Cármen Lúcia: Brasil ainda é patrimonialista e machista




A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça(CNJ), ministra Cármen Lúcia, afirmou hoje (26) que o fato de ocupar a chefia de um dos poderes da República não passa de um dado "circunstancial" num país cuja sociedade permanece em grande medida "patrimonialista, machista e muito preconceituosa com a mulher".
As declarações foram dadas durante um seminário sobre as mulheres na Justiça, realizado na Embaixada da França, em Brasília. Compunham a mesa a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e a advogada-geral da União, ministra Grace Mendonça.