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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Vitória pró-aborto na Irlanda surpreende até mesmo ativistas

Organizadores da campanha pelo abrandamento da Constituição em relação ao aborto trabalharam duro para vencer referendo, mas nem eles esperavam tamanho sucesso. Tragédia de uma imigrante impulsionou o resultado.
  • 27.05.2018
  • Gavan Reilly (de Dublin
Todos os participantes da campanha pelo "sim" ao aborto esperavam que seu trabalho levasse a causa para além da linha de chegada. Todos percebiam uma vontade pública sólida por mudança – mas também temiam que os votos da Irlanda rural mais pacata, conservadora, pudessem suplantar o "viva e deixe viver" dos moradores urbanos.
Todos esperavam fervorosamente ter feito o suficiente para vencer. Não precisava ser uma vitória esmagadora, bastava a maioria mínima necessária.

'Empoderamento é um instrumento de luta social'

por Carol Castro — publicado 25/05/2018

Para a autora do recém-lançado 'O que é empoderamento?', não faz sentido se empoderar sozinha: 'é algo simbiótico, precisa ser individual e coletivo'

'Acho que vamos passar por uma nova fase no Brasil. De questionar e pleitear lugares que nos foram historicamente negados'

A arquiteta e assistente parlamentar Joice Berth viveu a infância toda em conflito. Na escola privada, onde estudou até a sétima série do ensino fundamental, enfrentava um mundo solitário. Só tinha uma amiga, negra como ela -  todo os outros alunos do colégio eram brancos. E se a menina faltasse, era certeza que passaria o intervalo sozinha.

Jornalismo Girl Power

A portuguesa Mariana Santos ficou incomodada com a escassez de mulheres em posição de chefia no jornalismo latino-americano. Criou um movimento para mudar o cenário

REDAÇÃO ÉPOCA
24/05/2018 

A portuguesa Mariana Santos lembra que,há cinco anos, saiu numa espécie de peregrinação pela América Latina, com uma mochila nas costas e um projeto ambicioso na cabeça. Em 2013, Mariana criou o Chicas Poderosas, uma organização que trabalha para ajudar mulheres a empreender no mercado de mídia Latino Americano. O projeto surgiu de um incômodo - Mariana viera para a América Latina como bolsista de um programa do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) . E ficou surpresa com a escassez de mulheres em cargos de chefia nas organizações de mídia do continente.

Cármen Lúcia: Lei do Ventre Livre é de 1871, mas brasileirinhos ainda nascem na prisão

CNJ
25/05/2018

Em entrevista ao programa Link CNJ, que vai ar às quintas-feiras às 21h30 na Tv Justiça, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, afirmou que o Cadastro Nacional de Presos, em fase de implantação nos tribunais, vai resolver um dos maiores problemas do sistema carcerário: a falta de informações precisas sobre as pessoas detidas no País.

A doutrina sexista também é ideologia de gênero?

É com perplexidade e irresignação que vemos o noticiado avanço de projeto de lei no Congresso Nacional que quer proibir o debate sobre gênero nas escolas. Sabe-se que o projeto neoconservador[1] tem amplo apoio de bancadas e parlamentares alinhados a doutrinas neopentecostais e que estão unificados em torno da recusa a uma suposta “doutrinação” baseada no que denominam “ideologia de gênero” e a defesa da “família”.

Pensão previdenciária para amantes e a jurisprudência do STF e do STJ

Diante da grande divulgação que foi feita em relação a um acórdão que atribuiu pensão previdenciária para uma amante, neste artigo resolvi esclarecer de uma vez por todas que esse tipo de decisão é passível de recurso e que a corte superior que o julgará tem pensamento uniforme em não atribuir direitos à mancebia.

Justiça condena infiéis a pagarem danos morais a ex-companheiros

Publicado por: Amara Alcântara em 30/05/2018

Apesar de o adultério ter deixado de ser crime há mais de uma década, maridos e mulheres infiéis continuam a responder pelas traições na Justiça. Juízes vêm entendendo que o sofrimento causado ao ex-parceiro deve ser compensado com o pagamento de danos morais. Especialmente nos casos em que a pessoa tornou público o relacionamento extraconjugal, a ponto de humilhar ou mesmo submeter o companheiro a uma situação de vexame.

‘Garotas Mortas’: O machismo e a filosofia do garfo

Em ‘Garotas Mortas’, a argentina Selva Almada aborda a violência machista sem demagogia

O próprio título já é uma declaração contundente de intenções narrativas: seco, espartano, antipoético, quase voluntariamente feísta. Descrição cartorial e direta: Garotas Mortas (Todavia Livros, 2018). Em seu romance anterior, Ladrilleros (tijoleiros), de 2013, Selva Almada já mostrava essa propensão ao olhar de cirurgião desapegado, de observador que procura separar as emoções porque sabe que o que está contando não precisa de adornos nem subjetividades.

Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes: Yusra Mardini, lido por Poliana Okimoto

Um podcast com contos de fadas sobre as mulheres extraordinárias que nos inspiram

por B9
Era uma vez uma menina que adorava nadar. Seu nome era Yusra Mardini. Ela nasceu em Damasco, na Síria, um país há muito tempo tomado pela guerra. Quando sua casa foi destruída por uma bomba, sabia que teria que deixar o país, então ela e sua família fugiram em um barco cheio de refugiados. Quando o motor quebrou, ela e suas irmãs se tornaram heroínas, nadando e puxando o barco para segurança. Na Alemanha, Yusra encontrou a glória como uma das primeiras equipes de refugiados a competir nas Olimpíadas.

Quebrando o tabu



IndevhCoaching
Publicado em 15 de mar de 2018
Se homens e mulheres fizerem as mesmas coisas, nas mesmas condições e com a mesma qualidade, por quê mulheres ganham até 20% menos?

versão para tv | gênero, direito e cuidados, com adriana vidal de oliveira


domingo, 27 de maio de 2018

Escolhas que matam

Estudo divulgado pela Fundação Abrinq mostra que de 2015 a 2016 o óbito de crianças entre 1 e 4 anos aumentou 11%. Essa é uma das consequências dos cortes sociais, decididos por governantes contra os interesses da maioria da população

Clemente Ganz Lúcio
25/05/2018
As crises econômicas e as recessões são fenômenos que atormentam as sociedades nesses dois séculos de capitalismo. Causas diversas estão na origem de cada crise e podem ser tratadas de formas diferentes, conforme as distintas correntes de pensamento econômico. O debate acompanha as escolhas de políticas econômicas dos governos e as decisões de empresas, investidores, bancos, entre outros. As sociedades assistem, às vezes participam, mas sempre sofrem as consequências das crises e das medidas tomadas para enfrentá-las. Desdobramentos assombrosos, como guerras, conflitos sociais, empobrecimento e miséria, desemprego, arrocho salarial e fome tecem a teia de mazelas que une cada contexto histórico específico.

O machismo que silencia

Para a escritora estadunidense Rebecca Solnit, os ‘silenciamentos’ no dia a dia vão de pequenos incidentes sociais à morte violenta com os feminicídios. Tudo faz parte do que se chama abuso de poder


Ana Luíza Matos de Oliveira
17/04/2018
Em “Os homens explicam tudo para mim” (Editora Cultrix, 2017), Rebecca Solnit conta o episódio em que conheceu um homem e este, ao saber que ela era escritora, não parou de falar sobre um livro sobre o qual tinha lido uma crítica no jornal. Não parou nem mesmo para dar a Rebecca a chance de dizer que era a autora do livro ao qual ele insistentemente se referia (e que ele no fim das contas nem tinha lido).

Grades frias, corpos sem donas

Uma ideia resume a decisão da juíza do Distrito Federal: os corpos da travesti e da mulher trans não são delas. E elas viram seus corpos presos, indesejados no meio social, violados, estuprados na prisão masculina. Com a sentença: vocês não são mulheres!

João Vitor Rodrigues Loureiro
22/05/2018
O que é a prisão? A prisão é um misto de desejo inóspito, que poucos conhecem, senão por jornais. Um desejo de resposta ao mal que habita homens e mulheres. Concretiza-se com a remoção de um corpo vivo para um outro lugar, onde todos os outros corpos indesejáveis e reprovados para a vida organizada em sociedade habitam.

Por que a “austeridade” é machista

Pierre Bordieu dizia que os governos têm um lado masculino e outro feminino. Os “ajustes fiscais” submetem o Estado à lógica brutal da “eficiência” macha
Por Ana Luiza Matos de OliveiraAna Paula Guidolin e Pedro Rossi, no Brasil Debate
O governo tem uma mão direita, o “lado masculino”, e uma mão esquerda, o “lado feminino”, disse certa vez o sociólogo Pierre Bourdieu (e que pode ser visto aqui, a partir do minuto 11:20). Para ele, atribui-se socialmente ao lado masculino as instituições que organizam a economia e ao lado feminino é atribuída a área social.

Enfim, um robô para mulheres – e não é apenas para sexo

Será preciso muito para um androide superar o que os homens fazem pelas suas parceiras?
Henry, o andróide da Realbotix: é possível escolher entre 12 padrões de personalidade e uma gama de pênis de silicone

Djamila: 'No mundo branco há privilégios que deveriam ser direito de todos'

“O racismo é um sistema de opressão que nega oportunidades para as pessoas negras", afirma a pesquisadora na área de filosofia política no programa Entre Vistas, da TVT
por Redação RBA publicado 23/05/2018
São Paulo – Uma das principais vozes do movimento feminista negro, Djamila Ribeiro defende que já é hora de os brancos discutirem sua própria “branquitude”, como modo de conhecer e ampliar o debate racial no Brasil. “As pessoas brancas não discutem o que é ser branco no Brasil. O que é ser branco como metáfora do poder, o que significa fazer parte do grupo privilegiado”, pondera a ex-secretária-adjunta de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo do governo de Fernando Haddad (2012-2016) e pesquisadora na área de filosofia política, durante participação no programa Entre Vistas, apresentado pelo jornalista Juca Kfouri, na TVT.

sábado, 26 de maio de 2018

Liberdade é pouco

É um equívoco referir-se ao feminismo como um ideário só
O feminismo é necessariamente de esquerda? Existe feminismo de direita? Essas são questões prementes num contexto em que a polarização política corrói o debate público e afasta da agenda de defesa dos direitos das mulheres um número relevante de brasileiras e brasileiros. São frequentes os ataques de um conservadorismo inculto ao feminismo: supostamente seria tudo mi-mi-mi, vitimismo, exagero dos esquerdistas. Será?

1ª presidente da Costa Rica: "O feminismo tem de ser democrático"

Em entrevista ao R7, Laura Chinchilla fala sobre avanços em seu país e aponta dificuldades que as mulheres ainda têm para entrar na política
Laura Chinchilla presidiu Costa Rica entre 2010 e 2014

Laura Chinchilla presidiu Costa Rica entre 2010 e 2014

Getty Images

Eugenio Goussinsky, do R7
24/05/2018


Em uma região em que prevalecem a violência e a pobreza, a Costa Rica tem conseguido algumas proezas. Mantém uma das democracias mais estáveis do mundo e, em 2010, elegeu a primeira mulher, Laura Chinchilla Miranda, hoje com 59 anos, para a presidência do país, cargo que ocupou até 2014.

A Costa Rica ocupa atualmente o 66º lugar no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU (Organização das Nações Unidas). Está bem à frente de países como El Salvador (117º), Nicarágua (124º) e Guatemala (125º). A ex-presidente observa, no entanto, que também teve dificuldades em superar conceitos machistas para assumir o mais importante cargo do país.

O eleitorado brasileiro cada vez mais feminino e envelhecido, por José Eustáquio Diniz Alves

Agência Patrícia Galvão
20/05/2018

O Brasil passou por grandes transformações nos últimos 150 anos, com enormes impactos nas relações de gênero e geração. O país mudou sua configuração econômica, social, demográfica e política desde o final do século XIX. Entre 1822 e 1888, a única monarquia das Américas se sustentava em uma sociedade escravocrata, atrasada e pobre. A Proclamação da República, em 1889, aconteceu sem participação popular e a República Velha (1889-1930), manteve a estrutura de poder oligárquica, com base no apoio dos coronéis e dos governadores, em especial dos estados de São Paulo e Minas Gerais (política do café com leite). A maioria dos homens não podiam votar (devido ao analfabetismo, pobreza, etc.) e a totalidade das mulheres estavam excluídas porque não tinham direito de voto. O percentual de pessoas aptas a votar na República Velha estava em torno de 5% da população.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Modelos lutam por contrato legal contra assédio sexual

Edie Campbell, Milla Jovovich, Karen Elson e Elliott Sailors foram algumas modelos que assinaram uma carta aberta pedindo por mais proteção e responsabilidade por agressões sexuais na indústria da moda

22.05.2018 | POR JÉSSICA ZAVA

MARIE CLAIRE

O universo fashion está prestes a sofrer importantes mudanças. Pelo menos é isso que esperam as mais de 100 modelos que assinaram uma carta aberta pedindo maior proteção e responsabilidade por assédio sexual e agressão dentro da indústria da moda. A iniciativa é do grupo de defesa Model Alliance, liderado pela sua fundadora Sara Ziff, e contou com o apoio de importantes modelos como Edie Campbell, Milla Jovovich, Karen Elson e Elliott Sailors.

Justiça de Saia: Um outro lado do inferno pode ser o paraíso?


Como na ficção, homens podem, sim, deixar de ser agressores


SERGIO GUIZE RECUSA RÓTULOS: "SÍMBOLO SEXUAL? NUNCA PENSEI NISSO"  (Foto: Henrique Padilha)
21.05.2018 - POR GABRIELA MANSSUR
Não escondo que adoro uma novela, faz parte da cultura brasileira, assim como o futebol, o carnaval. Quem como eu, não se lembra da viúva Porcina, da Odete Roitman, da Carminha? Agora mais um personagem não me sai da cabeça: GAEL. A Novela da Globo mostrou a redenção de um agressor de mulheres na ficção. Vou contar o que acontece na vida real.

Maio de 1968: a primavera das mulheres

A revolução social que eclodiu pelas ruas de Paris, e completa 50 anos este mês, marcou para sempre o papel feminino na sociedade. E espalha, até hoje, seus ideais na maneira de reivindicar nossos direitos, clamar pela igualdade entre os sexos e usar a moda como forma de manifesto

24.05.2018 - POR CAMILA LIMA


Em nenhum outro momento da história 30 dias foram tão intensos e capazes de promover tantas mudanças sociais e comportamentais quanto maio de 1968. As manifestações do período – que começaram com os protestos da classe estudantil de universidades parisienses como Sorbonne e Nanterre e culminaram com a maior greve geral da França e até hoje de toda a Europa – mudaram para sempre o curso da humanidade. 

Trabalho da mulher sob o olhar da Justiça do Trabalho

Justificando
Patrícia MaedaPatrícia Maeda
Juíza do Trabalho
Quarta-feira, 23 de Maio de 2018
De onde partimos. Uma perspectiva revolucionária da sociologia jurídica adota a tese de que “o direito é masculino”, o que nos propõe dois problemas iniciais: a existência de normas que discriminam a mulher e a aplicação das normas de forma discriminatória. No curto espaço de que dispomos, assumimos, nas palavras de Ana Lúcia Sabadell, que:
“O direito apresenta-se como democrático, humano, igual para todos e, para legitimar-se, procura manter correspondência com os valores morais dominantes. A análise feminista mostrou que os princípios constitucionais que legitimam o discurso jurídico carecem de eficácia social, pois em todos os níveis da atividade jurídica (legislação, doutrina, aplicação) há elementos que (re)produzem a discriminação da mulher, contrariando as promessas de liberdade e igualdade”.[1]

Feminismo Islâmico: breve apresentação

Pollyana Meira



Justificando


Quarta-feira, 23 de Maio de 2018
Meu nome é Pollyanna Meira, tenha 41 anos, sou feminista islâmica, que é diferente de uma muçulmana feminista, acho que vale a pena ressaltar porque existem muitas muçulmanas feministas no Brasil, e elas estão bem ativas na mídia hoje em dia, mas feministas islâmicas são poucas e sem muita visibilidade. E qual é a diferença? A diferença é que enquanto a muçulmana feminista sabe que vive em uma sociedade machista, e que algo precisa ser feito, ela não vê muitos problemas na religião, acredita, por exemplo, que o véu é um artigo “feminista”, “libertador” e “empoderador”. Em outras palavras, uma feminista islâmica vai se preocupar em buscar nas raízes das interpretações machistas do Alcorão, as estruturas de opressão de gênero da sociedade muçulmana. Enquanto o feminismo muçulmano é secular e está brigando por direitos sociais, nós, feministas islâmicas, estamos buscando por direitos religiosos e sociais.

Mariazinha da Penha

 Um estudo sobre a aplicação da Lei n.º 11.340/2006 à proteção da vítima menor de violência doméstica e familiar

Lucas Correia de Lima|Amanda de Melo Rabêlo

Publicado em 05/2018


“A HISTÓRIA NOS JULGARÁ PELA DIFERENÇA QUE FIZERMOS NA VIDA DE TODOS OS DIAS DAS CRIANÇAS." - NELSON MANDELAINTRODUÇÃO

Um dos grupos sociais historicamente vulneráveis às práticas de violência do poder é constituído pelas mulheres. Isso porque, pensar na história humana do poder é pensar na história da diferença entre os sexos, uma vez que o próprio corpo humano é um microcosmo personificado de uma “representação e lugar de poder” (PERROT, 2005, p. 467).

Mas, até mesmo dentro desse grupo, há subgrupos em que a violação de direitos é ainda mais patente. Exemplo disso é o caso das mulheres negras, onde o fato de ser mulher e de etnia negra, resulta numa soma de fatores que implicam na sociedade atual em profunda estigmatização e desconsideração de direitos em relação às mulheres de outras etnias.

Outro subgrupo de vulnerabilidade reporta ao tema deste trabalho: às crianças do sexo feminino.

Evolução do direito e do conceito de família

JUS
Fernanda de Freitas Leitão
Publicado em 03/2017
Cumpre esclarecer, primeiramente, que este trabalho não teve o escopo de se aprofundar em cada fase decorrida pelo nosso Direito de Família, mas, tão somente, estabelecer de forma simples e cronológica toda a evolução por nós vivida nos últimos anos.
Começarei falando sobre o conceito de família, partindo do Código Civil de 1916, ou seja, do início do século XX. Esse Código, apesar de editado no início do século XX, fora forjado em estudos e projetos de meados do século XIX, com base numa sociedade patriarcal, patrimonialista, agrária e extremamente conservadora.

A Irlanda enfrenta o seu último tabu: o aborto

Referendo para legalizar a interrupção da gravidez, nesta sexta, será o último teste para medir o peso da Igreja Católica em um país dividido
PABLO GUIMÓN
Dublin 24 MAI 2018
A vergonha e o silêncio. Isso foi o mais duro para Louise White, dramaturga nascida na região irlandesa de Laois, mãe de dois filhos, que viajou para a Inglaterra aos 24 anos para abortar. “É muito difícil para um estrangeiro compreender o legado de trauma que existe neste país [a República da Irlanda], compreender como há tanta vergonha na ideia da sexualidade e do corpo das mulheres”, afirma. “É a nossa sociedade, é como somos socializados. Eu nunca tive educação sexual, nem em casa nem na escola. No colégio não nos permitiam cruzar as pernas. Nos anos noventa! Havia tanto medo de que fôssemos promíscuas que sempre ensinavam a não ter necessidades como mulher, a satisfazer à Igreja, ao homem e à família. Eu não queria ficar grávida, mas fiquei. Estava completamente envergonhada. Tinha que interromper aquela gravidez, e não podia dizer isso a ninguém.”
Em meio à nova onda feminista, presidente apresenta medidas ambiciosas para corrigir as disparidades e faz um ‘mea culpa’ pelo machismo: “Eu também cometi erros”
ROCÍO MONTES
Santiago do Chile 24 MAI 2018 
As demandas pela igualdade entre homens e mulheres entraram com tudo na agenda chilena. A nova onda feminista, que se soma à luta pela igualdade em diversas partes do mundo, mobiliza as estudantes de cerca de 30 universidades do país. As universitárias e as jovens são a ponta de lança de um movimento transversal que começa a provocar mudanças no funcionamento do Estado, das universidades, dos meios de comunicação e de uma longa lista de instituições, como o próprio Governo. Nesta quarta-feira, uma semana depois da mobilização feminista protagonizada por milhares de mulheres – 25.000, segundo dados oficiais, ou 150.000 só em Santiago, segundo as organizadoras –, o Governo direitista de Sebastián Piñera apresentou uma ambiciosa lista de medidas para corrigir as disparidades de gênero, o que inclui uma mudança na Constituição.

O que a campanha #MeToo conseguiu mudar de fato?

Atrizes de HollywoodDireito de imagemGETTY IMAGES
Image caption(Da esquerda para a direita): Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie, Cara Delevingne, Lea Seydoux, Rosanna Arquette, Mira Sorvino - elas participaram do movimento #MeToo denunciando casos de assédio.
BBC
21 maio 2018
O Oscar, o Globo de Ouro, o Festival de Cannes... até 2017, todos esses eram eventos em que - salvo raras exceções -, atores, atrizes, produtores e diretores trocavam tapinhas nas costas e elogios amistosos. Neste ano, no entanto, tornaram-se palco de uma campanha robusta de protesto.

A trágica história de jovem condenada à morte por matar marido que tentou estuprá-la

23 maio 2018

Um tribunal do Sudão condenou à morte uma jovem por ter matado o marido que a estuprou.

O juiz, da cidade de Omdurman, a segunda maior do país, confirmou a pena de morte para Noura Hussein depois que a família de seu marido se recusou a aceitar uma compensação financeira.

Grupos de direitos humanos pedem que sua condenação seja anulada.

Hussein, que agora tem 19 anos, queria terminar os estudos e sonhava em ser professora. Mas foi forçada ao casamento aos 16 anos e tentou fugir.

O caso ganhou repercussão internacional nas redes sociais - no Twitter foi criada uma campanha chamada #JusticeforNoura (Justiça para Noura).

Polícia investiga grupos no Facebook suspeitos de incitar suicídio de jovens no Brasil

Adolescente cabisbaixoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA Polícia Civil investiga relação entre grupos de redes sociais e suicídios de adolescentes
Vinicius Lemos
De Cuiabá para a BBC Brasil
22 maio 2018
A morte trágica de um adolescente de 15 anos, que morava em Goiás e se enforcou em fevereiro deste ano, deu o alerta para a Polícia Civil do Estado sobre a atuação de um grupo online de incentivo ao suicídio nas redes sociais. Outras mortes de adolescentes, que teriam sido encorajadas pelos mesmos perfis online, também são investigadas. De acordo com os investigadores, os casos estariam relacionados a dois grupos de Facebook cujos nomes, por questões de segurança, a BBC Brasil optou por omitir.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Documentário Casamento Infantil



PlanBrasilTV
Publicado em 18 de mai de 2018
O Brasil é o quarto maior país em números absolutos em casamento infantil. Marília tem 15 anos e vive no interior do Maranhão. Daniela tem dois filhos e vive em um bairro de periferia de São Paulo. Em comum a história de duas meninas que tiveram suas vidas impactadas pelo casamento precoce. O documentário explora o impacto dessas realidades enquanto pesquisadores, cientistas sociais e legisladores entre outros discutem o impacto desses números no país.

Profissionais que atuam no SOS Ação Mulher e Família

Mulheres contribuindo para um mundo mais harmonioso!

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Qualificar para potencializar os impactos sociais - SOS Ação Mulher e Família participou do Gerir

46 profissionais de equipes técnicas de 33 instituições sem fins lucrativos da 1ª turma do  Gerir concluem o projeto que já está na segunda edição
(por Ariany Ferraz)
O Projeto Gerir faz parte do programa Qualificação da Gestão de Organizações da Sociedade Civil (OSC) da Fundação FEAC. A iniciativa tem como  objetivo promover lideranças aptas a adotarem ferramentas e processos que qualifiquem a gestão e a operação das organizações participantes.  Dividido em quatro módulos programáticos: Gestão Estratégica Financeira, Planejamento, Operação e Relatoria, o  Gerir teve 128 horas de formação e promoveu 16  encontros realizados  de setembro de 2017 a abril último. Concluída essa trajetória, 46 profissionais foram certificados, entre membros de equipes técnicas e dirigentes de 33 instituições privadas com fins não-econômicos que atuam em Campinas/SP.

Zeca Veloso, Caetano Veloso, Moreno Veloso - Todo Homem ft. Tom Veloso

terça-feira, 22 de maio de 2018

As mulheres que combatem o abuso sexual de meninos no futebol

Enquanto dirigentes relativizam a violência sexual em categorias de base, elas tentam virar o jogo a favor de crianças e adolescentes

São Paulo 

Erika Kokay nunca foi grande entusiasta do esporte nacional. Militante dos direitos humanos há mais de 40 anos e deputada federal em segundo mandato pelo PT-DF, ela se aproximou da bola ao presidir a CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes antes da Copa do Mundo no Brasil. Ao longo dos trabalhos, recebeu diversas denúncias de assédio e abuso de garotos no futebol. Decidiu abraçar a causa e convocou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados. “Eu descobri que o futebol é um meio muito propício para a prática de diversos abusos”, conta a parlamentar. “Não poderíamos ficar de braços cruzados.”

Evolução dos parâmetros utilizados pelo judiciário para a legitimação da adoção à brasileira

Brunna Frota Silva

Resumo: O Direito por não ser uma ciência exata se transforma constantemente. Cabe aos operadores jurídicos a responsabilidade de acompanhar tais transformações para que assim a justiça consiga atingir suas finalidades. A modalidade de adoção, conhecida atualmente por “adoção à brasileira” é um didático exemplo de como o Judiciário tem se ampliado, ainda que a curtos passos, para atender os anseios de uma sociedade que não mais aceita limitações outrora impostas em torno das relações socioafetivas. O afeto ganhou importante destaque nessa amplificação jurídica, influenciando debates valorosos para o bem comum e evolução social.

A ineficácia da aplicação das medidas protetivas frente à Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006)

Antônio Wilson Júnior Ramalho Lacerda, Roberta Saraiva Bandeira de Lima, Wanderson Ramalho Lacerda

Resumo: O trabalho a seguir trata da aplicação das medidas protetivas constantes na Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006) e tem por finalidades verificar de fato sua real eficácia, verificando onde se encontram as suas lacunas e maiores dificuldades, sejam elas questões sociais ou governamentais. A decorrência do trabalho embasa a abordagem desde os movimentos feministas que encorajam as mulheres a lutarem pela igualdade de gêneros, onde as mesmas saíram as ruas em busca de seus direitos impondo o fim da coisificação da mulher e o idealismo de submissão oriundo do patriarcalismo, aprendendo o modo de criação da lei, através do relato da história vivenciada por Maria da Penha que em decorrência da luta da mesma que levaram aos órgãos internacionais a pressionarem o governo nacional para a agilidade no processo de elaboração da norma que tratasse do caso, bem como sua análise no momento em que se deu sua vigência, seguindo em suas mudanças para melhor ajustes na aplicação. Através de dados verificaremos o que mudou com a sua criação e as lacunas enfrentadas, bem como onde poderemos verificar soluções para a sua efetividade. Assim, analisaremos os relatos dos mais variados estudos a respeito do tema, verificando primordialmente a respeito do aparelho eletrônico, denominado “Botão do Pânico” que vem surpreendendo por se tratar de uma inovação tecnológica simples, consistente em um aparelho eletrônico que possui um botão ao qual se acionado pela vítima, ativa uma central de prontidão que envia de forma imediata viaturas ao local da ocorrência, graças ao sistema de GPS constante no aparelho, o mesmo é bastante eficaz e vem dando esperanças a milhares de mulheres que sofrem na constância de seu lar a agressão por parte daqueles que deveriam lhe ofertar segurança e tranquilidade. O que se busca aqui é tentar entender os comportamentos dos envolvidos, tentando estabelecer uma solução de maior eficiência da lei para que cesse a lide debatida, ao máximo possível que se puder atingir.

“Chega de Fiu Fiu”: campanha online contra assédio virou documentário

Filme, que estreia em circuito comercial nessa semana, integra a campanha homônima criada em 2014 pelo Think Olga

B9
por Soraia Alves
21.maio.2018
O documentário independente “Chega de Fiu Fiu” estreia na próxima quinta-feira no circuito comercial de cinema. Dirigido por Amanda Kamanchek Lemos e Fernanda Frazão e produzido em parceria com a Brodagem Filmes, o doc integra a campanha homônima criada em 2014 pela organização Think Olga.