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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Observatório da Criança lança ferramenta com 270 indicadores nacionais

Dados revelam porcentagens alarmantes sobre mortes evitáveis e homicídios de crianças de 0 a 4 anos.

Por Katherine Rivas, da Envolverde
16/08/2016
A Fundação Abrinq, organização não lucrativa que utiliza estratégias para implementar ações públicas nas organizações governamentais e privadas pelos direitos da criança e do adolescente, lançou, nesta terça-feira (16), dados municipais sobre as condições de vida destas faixas etárias no Brasil.
Os novos indicadores estão disponíveis no site Observatório do Criança para formadores de opinião e sociedade em geral.  A Fundação Abrinq acredita que esta é uma oportunidade importante para fornecer uma ferramenta de análise e controle social por meio da qual a população olhe para os desafios da infância em cada município e questione aos futuros candidatos sobre as propostas que tem para resolver estas questões sociais que afetam dia a dia as crianças e adolescentes.  “As eleições municipais estão se aproximando e esses dados mostram que é importante escolher candidatos que assumem o compromisso de melhorar a infância nos seus municípios” afirma Carlos Tilkan, presidente da Fundação Abrinq.
No Observatório, as informações são organizadas facilitando o acesso aos dados de diversas fontes públicas e privadas sobre a qualidade de vida e bem-estar da população entre zero e 18 anos. Por meio das análises é possível identificar as políticas públicas, desafios e desigualdades regionais destes grupos.
São vinte e cinco temáticas abordadas nas pesquisas do site: Acesso a Saúde, Aprendizagem Profissional, Cultura e Lazer, Educação de Indígenas, Educação de Jovens e Adultos EJA, Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Medidas Sócio Educativas. Assim como as relacionadas diretamente com a qualidade de vida: Sistema de Garantia de Direitos, Moradia, População, Registro Civil, Renda, Saúde Bocal, Saúde Materna e Neonatal, Saúde Sexual e Reprodutiva, Saneamento Básico, Segurança Alimentar e Nutricional, Sobrevivência Infantil, Trabalho Infantil, Violência e Criança e o adolescente na ODS, temática que reúne indicadores nacionais de desenvolvimento sustentável.
Junto destas 25 temáticas o Observatório apresenta no total 270 indicadores de estudo diferentes. Todos os dados disponíveis podem ser individualizados e comparados com outras cidades.
O site também oferece a opção de obter planilhas por meio de um link no final da página assim como compartilhamento pelas redes sociais. Os dados disponíveis são de todos os municípios e estados brasileiros.
No Observatório é possível também encontrar um espaço com a Agenda Legislativa da criança e do adolescente para um acompanhamento direto das atividades que o Congresso Nacional realiza para melhorar de forma legal a situação deste grupo.
Estatísticas
Durante o lançamento a Fundação Abrinq alertou sobre alguns indicadores que requerem mudanças urgentes no país.
Um destes é a Taxa de cobertura em creches no Brasil. O estudo revelou que no ano 2015 era de 27,1% em território nacional, sendo na Região do Nordeste de 10,3 %. A pesquisa mostrou como base a cidade de Macapá com 4,2% de crianças com acesso a creche mostrando a necessidade de pôr um fim a esta deficiência no Brasil. O objetivo da instituição é que as políticas públicas permitam que até 2024, 50% das crianças brasileiras sejam atendidas em creche.
Outro dos dados apresentados foi relacionado as mortes de crianças e adolescentes por atos de violência com armas de fogo. O observatório avaliou que 21,2% dos homicídios com arma no Brasil são cometidos contra crianças e adolescentes. O Sudeste apresentou uma alta de 22%. E a analise detectou também cidades com altos índice de risco como Vitoria (35,1%) e Fortaleza (30,1%).
Um dos indicadores que chamou a atenção dos pesquisadores foi “Mortalidade por causas evitáveis”. Com a ferramenta, foi possível verificar que as mortes de crianças até 4 anos por causas evitáveis supera os 50%. Só no Nordeste, na cidade de Maceió no ano 2015, 74,7% das crianças que morreram poderiam ter se salvado se a cidade contasse com um sistema de pré-natal adequado e assistência médica.
Atualmente a média nacional da população conformada por crianças e adolescentes é de 32%, mas esta varia conforme a região.  Outros dados sobre projetos e o estudo estão disponíveis no site da Fundação Abrinq ou na página do Observatório da Criança.

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