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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Mensageira da paz da ONU lembra poder transformador das mulheres em comunidades rurais

ONU
14/02/2019
A violinista japonesa e mensageira da Paz das Nações Unidas Midori Goto lembrou nesta quinta-feira (14) o papa Francisco e outros líderes mundiais reunidos em Roma o poder transformador de mulheres e meninas em comunidades remotas desfavorecidas, em mensagem aos participantes do encontro anual do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
A violinista japonesa e mensageira da Paz das Nações Unidas Midori Goto. Foto: FIDA
A violinista japonesa e mensageira da Paz das Nações Unidas Midori Goto. Foto: FIDA
A violinista japonesa e mensageira da Paz das Nações Unidas Midori Goto lembrou nesta quinta-feira (14) o papa Francisco e outros líderes mundiais reunidos em Roma o poder transformador de mulheres e meninas em comunidades remotas desfavorecidas, em mensagem aos participantes do encontro anual do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
Midori é artista, ativista e educadora. Desde sua estreia em 1982 na Filarmônica de Nova Iorque, ela tem se apresentado com as maiores orquestras do mundo e dividido palcos com maestros lendários, incluindo o alemão Christoph Eschenbach e o letão Mariss Jansons.
Ao longo de mais de 25 anos, ela fundou e comandou várias organizações sem fins lucrativos para fornecer educação e experiências musicais a jovens em comunidades pobres do mundo todo. Nascida em Osaka, em 1971, Midori mora atualmente na Filadélfia, onde é membro do Curtis Intitute of Music.
Relembrando sua recente visita a vilarejos rurais na província de Tuyen Quang, no Vietnã, onde um projeto apoiado pelo FIDA busca melhorar acesso de mulheres a treinamentos e finanças, Midori disse: “o que vi foi o poder da equidade, da responsabilidade e da esperança. E a diferença que pessoas podem fazer quando se sentem no controle”.
Midori destacou que, tendo acesso a finanças rurais, as mulheres com quem se encontrou disseram sentir um forte senso de responsabilidade de participar da construção das economias locais, assim como de mudanças positivas em suas comunidades.
Globalmente, mulheres e meninas de áreas rurais são frequentemente mais afetadas do que meninos e homens por pobreza, fome, desnutrição, insegurança alimentar e crises econômicas globais.
Elas têm menos oportunidades no mercado de trabalho que homens e, frequentemente, direitos fracos ou inexistentes a terras. Mas, de acordo com um relatório do Banco Mundial, estima-se que a produção alimentar das mulheres poderia aumentar de 20% a 30% se elas tivessem acesso aos mesmos recursos que os homens.
Na província de Tuyen Quang, o FIDA apoiou a participação de mulheres em grupos agrícolas e aumentou o acesso delas a serviços financeiros, mercados e investimentos privados do agronegócio. Como resultado, o número de domicílios rurais afetados por escassez de alimentos foi reduzido em 25%.
“Ao conversar com as mulheres, aprendi que desenvolvimento não é só sobre ganhos financeiros: é sobre ver um futuro. As mulheres que conheci não estavam só pensando no hoje, elas estavam usando seu dinheiro para educar seus filhos e investir no amanhã”, disse Midori à plateia do evento.
“Esta é uma maneira muito poderosa de responder à desigualdade. Quando conversei com meninas nos vilarejos, elas me disseram que suas mães e tias eram suas inspirações, suas modelos”, acrescentou.
Especialistas do FIDA concluíram que, quando a desigualdade de gênero é respondida e as barreiras sobre mulheres e meninas são removidas, é possível desbloquear o potencial para que todas as pessoas – homens, mulheres, meninos e meninas – sejam igualmente valorizadas e levem vidas produtivas.

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