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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Você sabe como se forma a memória emocional das crianças?

POR JULIAESCOLAAED
22/02/2017

As crianças são verdadeiras “esponjas” que vão captando todas as imagens e sensações à sua volta. Essas imagens vão formando sua memória.

No último post falamos como podemos ajudar os filhos a serem cada vez mais inteligentes, e ajudá-los a contemplar a realidade tal qual ela é, sem deformá-la.

Hoje vamos falar sobre outra faculdade de extrema importância: a memória emocional.

As crianças são verdadeiras “esponjas” que vão captando todas as imagens e sensações à sua volta.

Essas imagens vão formando sua memória.

A memória, por sua vez, é acessada pelo cérebro constantemente. É acessada em milésimos de segundos e vai desenvolvendo ideias ou sentimentos no subconsciente da criança. Esses sentimentos e emoções são produzidos de forma espontânea, sem necessariamente depender do comando do EU consciente.

Dessa forma, são formadas janelas de memória que podem ser neutras, “killer” ou positivas.

As janelas neutras são as mais frequentes e não apresentam problemas; já as “killer” são as que geram sentimentos e emoções negativas como medo, ansiedade, insegurança, tristeza, desânimo e outras que bloqueiam o hemisfério esquerdo, a capacidade de raciocinar e o potencial criativo e intelectual. É o caso do aluno que está muito bem preparado para a prova e na hora de fazê-la, “dá branco”. Ou o engenheiro que tem medo de falar e não consegue apresentar suas ideias e vê-las implementadas.

Finalmente, as janelas positivas são aquelas que ajudam a criança a formar uma identidade equilibrada e de aceitação, que a impulsiona à ação e à tomada de responsabilidade com audácia e otimismo.

Daí a grande necessidade de pais e educadores prepararem seus filhos/alunos a gerenciarem suas emoções e formarem janelas da memória positivas. É fundamental todo o processo acadêmico ser acompanhado pelo crescimento emocional, da afetividade positiva. A imagem que a criança tem de si mesma não deveria ter filtros do tipo: “não vou conseguir porque sou lenta”, “sou desorganizada”, “sou incapaz…”.

Cada criança é única e tem um potencial único, um diamante a ser polido. Para isso, precisa ser alimentada com imagens bonitas e não com lixos asfixiantes e feios; precisa ser alimentada com emoções alegres e de confiança ao invés de críticas e de julgamentos.

Algumas dicas:

– Elogiar o que a criança faz bem feito;

– Corrigir em particular (não em público);

– Confiar no seu potencial e não rotulá-la;

– Educar para a independência, que gera sentimento de autoconfiança;

– Evitar superproteger, o que prejudica a iniciativa e segurança;

– Evitar matar a curiosidade, descobrir o mundo junto com a criança;

– Saber ouvir de forma empática, sem olhar para o celular ou relógio;

– Dar estímulos para sua imaginação através de imagens bonitas, da leitura, música, passeios de aprendizagem e artes;

– Filtrar programas televisivos, jogos virtuais e imagens que gerem sentimentos de medo, angústia, violência e outros.

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