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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

ONU alerta que estupros e mutilações marcam conflito na República Centro-Africana


Segundo a ONU, conflito civil na República Centro-Africana deslocou mais de 500 mil pessoas no último ano. Foto: ACNUR/B.Heger
Segundo a ONU, conflito civil na República Centro-Africana
deslocou mais de 500 mil pessoas no último ano. 

Foto: ACNUR/B.Heger














Ações nacionais e internacionais urgentes são fundamentais para a proteção de civis, especialmente mulheres e meninas, de modo a evitar que a República Centro-Africana (RCA) mergulhe em um conflito sectário. Atrocidades no país já mataram milhares e obrigaram 750 mil pessoas a deixarem suas casas em meio a relatos de estupros e mutilações, nesta segunda-feira (23) alertaram funcionários da ONU.
“Dada a gravidade das violações contínuas em um ambiente de total impunidade, a RCA está à beira de crimes atrozes”, disse o assessor especial da ONU sobre a Prevenção do Genocídio, Adama Dieng, ao final de uma visita ao país, onde o conflito que durou um ano se transformou, nas últimas duas semanas, em confrontos entre cristãos e muçulmanos.
Dieng, juntamente com a representante especial da ONU para Crianças em Conflitos Armados, Leila Zerrougui, e a representante especial para Violência Sexual em Conflitos, Nancee Oku Bright, alertaram para as consequências desastrosas do conflito, especialmente para as crianças que foram mortas, mutiladas, submetidas a violência sexual e recrutadas por grupos armados desde o início da violência em março de 2012.
Eles destacaram a necessidade urgente de reforçar a capacidade e os recursos do Escritório da ONU para a Construção da Paz Integrada na RCA, bem como o Sistema das Nações Unidas como um todo, para garantir uma resposta adequada e eficiente para a crise.
UNICEF: 2,3 milhões de crianças são afetadas pela crise
O conflito obrigou crianças a abandonarem suas casas e, em alguns casos, se separarem de suas famílias. Suas escolas foram saqueadas, seus professores foram alvos de ataques e suas salas de aula ocupadas por grupos armados. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que 2,3 milhões de crianças são afetadas pela crise, incluindo milhares que foram recrutadas ou re-recrutadas por grupos armados.
“Não há desculpa para não termos conseguido proteger as crianças da RCA”, disse Zerrougui. “Precisamos protegê-las do mal, reunir ex-crianças-soldados com suas famílias, reforçar o acompanhamento e a elaboração de relatórios sobre as graves violações dos direitos das crianças e proporcionar-lhes o acesso seguro à assistência e educação humanitária”.
Durante uma reunião com os três representantes das Nações Unidas, o chefe do governo de transição, Michel Djotodia, concordou em permitir o acesso livre e regular a todos os acampamentos no país para que as ex-crianças-soldados possam ser protegidas pelo UNICEF e reunidas com suas famílias. A ação foi considerado por Zerrougui como um “passo essencial” para o processo da reintegração de crianças.
Os representantes da ONU, que também se reuniram com o Conselho Nacional de Transição, diplomatas, líderes religiosos, sociedade civil, fórum das mulheres, pessoas deslocadas internamente, vítimas de violações de direitos humanos e funcionários humanitários e da ONU, expressaram alarme sobre os numerosos relatos de ataques deliberados e atos de retaliação contra a população civil, principalmente com base na religião.
Ao longo das últimas duas semanas, cristãos e muçulmanos lançaram ataques mútuos de represália dentro e próximo da capital Bangui, onde cerca de 210 mil pessoas foram expulsas de suas casas. Segundo a agência da ONU para refugiados (ACNUR), cerca de 750 mil pessoas foram deslocadas, de uma população total de 4,6 milhões, sendo que 40 mil fugiram para países vizinhos.

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