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sexta-feira, 22 de junho de 2012


Gênero e raça têm evidência em debate global sobre autonomia das mulheres e desenvolvimento sustentável

21/06 - Gênero e raça têm evidência em debate global sobre autonomia das mulheres e desenvolvimento sustentável
Programação da SPM foca em dimensões de gênero, raça e desenvolvimento sustentável Foto: Nei Bomfim/SPM

Especialistas falam sobre a situação das mulheres no contexto da diversidade na América Latina e de aspectos que envolvem a superação do racismo e do sexismo 
 
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O cruzamento entre sexismo e racismo ganhou relevo na Arena Socioambiental, na quarta-feira (20/06), durante o encontro global “Autonomia das Mulheres e Desenvolvimento Sustentável”, organizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). O debate aconteceu, no Rio de Janeiro, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio +20.
 
O encontro teve a participação da assessora especial da SPM Sônia Malheiros; pela ministra Rocio Gaytan, do Instituto Nacional de Mulheres do México e presidenta da Comissão Interamericana de Mulheres; pela filósofa Sueli Carneiro, coordenadora-executiva do Geledés – Instituto da Mulher Negra; pela representante da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, Rebecca Tavares; e pelo secretário-adjunto da Comissão Econômica para América Latina e Caribe das Nações Unidas (Cepal), Antonio Prates.
 
Conduzida pela jornalista Belisa Ribeiro, a discussão tratou da situação das mulheres no contexto da diversidade e de aspectos que envolvem a superação das desigualdades de gênero e raça. Segundo o grupo de especialistas, essa é condição para a autonomia das mulheres num novo modelo de desenvolvimento sustentável. 
 
Em sua exposição, a assessora especial da SPM apontou o esforço do governo brasileiro na negociação para equilibrar os pilares econômico, político e social com a temática ambiental, garantindo a validação do conceito de desenvolvimento sustentável. Sônia Malheiros revelou resistências para a continuidade de temas relacionados aos direitos das mulheres, conquistados nas conferências de Cairo e Beijing, mas destacou o empenho do governo brasileiro em mantê-los nos documentos da Rio+20. 
 
Ela também fez um panorama sobre o cenário internacional e  apontou que no Brasil os temas sociais têm avançado, como a presença das mulheres nos espaços de poder e decisão. “Nunca tivemos tantas mulheres no governo e, agora, com as eleições temos a chance de ampliar os espaços das mulheres”, registrou.
 
Racismo e sexismo - Na reflexão sobre os entraves para a igualdade de gênero e raça, a filósofa e ativista do movimento de mulheres negras Sueli Carneiro considerou que o racismo atinge todas as dimensões da vida das mulheres negras. Para ela, é essencial que as lideranças políticas reconheçam que a racialidade determina a empregabilidade. A coordenadora-executiva do Geledés denunciou o impacto da violência racial na juventude negra, em especial dos jovens negros na faixa de 15 a 24 anos. 
 
“O tema racismo não se refere apenas às sequelas persistentes do colonialismo e neocolonialismo, mas à capacidade desta ideologia de se perpetuar no presente, especialmente nos momentos de crise, para determinar as populações a serem descartadas e aquelas a serem preservadas”, analisou Sueli Carneiro.
 
Rebecca Tavares, da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, também fez reflexões sobre a combinação do racismo com o sexismo. “A desigualdade na América Latina é territorial, racial e étnica. A autonomia econômica será imprescindível para que o futuro seja sustentável”, disse a representante das Nações Unidas.
 
Autonomia econômica - Para a ministra mexicana Rocio Gaytan, a “falta de direitos de propriedade impede as mulheres de acessar os programas de apoio produtivo”. Segundo a titular do Instituto Nacional das Mulheres do México, microcréditos não resolvem os problemas das mulheres. Servem para que elas sobrevivam. “Os países que buscam a igualdade têm instituições mais fortes, apresentam melhores resultados, inclusive de desenvolvimento para as próximas gerações. A mensagem que quero compartilhar é que uma política de igualdade é uma política econômica inteligente”, completou a ministra Rocio Gaytan.
 
Especialista em impactos econômicos e mudanças tecnológicas, o secretário-adjunto da Cepal, Antonio Prates, reiterou que a discussão sobre desenvolvimento deve ter a igualdade no centro dos debates. “Vimos que nestes últimos anos a participação das mulheres no mercado de trabalho vem crescendo. Já faz alguns anos que há uma estabilização dessa participação em torno de 50%”, disse. 
 
Durante a sua fala, ele fez a distinção sobre o uso do tempo na vida de homens e mulheres. “O número de horas remuneradas dos homens é sempre maior que o de horas remuneradas das mulheres. O trabalho de cuidados, em alguns países, chega a 86 horas para as mulheres”, frisou Prates ao ressaltar que essa quantidade de horas semanais equivale a quase o dobro da jornada de trabalho por semana no Brasil.
 
 
 
Comunicação SocialSecretaria de Políticas para as Mulheres – SPMPresidência da República – PR

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