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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Google e Microsoft bloquearão buscas de imagens de pornografia infantil

Segundo jornal britânico, medidas evitarão disseminação desse tipo de conteúdo, além de ajudar Reino Unido e EUA a desmantelar redes de pedófilos

REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA EFE

O Google e a Microsoft bloquearão até 100 mil termos que costumam ser usados para buscar imagens relacionadas ao abuso e pornografia infantil na internet, informou nesta segunda-feira (18) o jornal britânico Daily Mail.

Em artigo publicado no jornal, o executivo-chefe do Google, Eric Schmidt, confirma que uma equipe especializada de 200 pessoas introduziu novos algoritmos nos sistemas de busca para garantir que ao introduzir essas palavras-chave não apareçam resultados impróprios. "Essas mudanças limparam os resultados para cerca de 100 mil pedidos de busca que podem estar relacionados ao abuso sexual de menores", diz Schmidt no texto.

Segundo o dirigente do Google, após ser testado no Reino Unido o sistema de bloqueio se estenderá para outros países de fala inglesa e, nos próximos seis meses, será traduzido para outros 158 idiomas.

A Microsoft, que opera o Yahoo! e o Bing, também bloqueou a aparição de resultados relacionados à pornografia infantil em seus buscadores. Além disso, cerca de 13 mil termos relacionados ao abuso sexual de menores gerarão advertências sobre a ilegalidade da atividade e oferecerão aos usuários que tentarem fazer esse tipo de busca o contato de centros de ajuda.

Para o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, as medidas tomadas pelo Google e pela Microsoft, que a princípio haviam se negado a censurar esse tipo de conteúdo,  representam um  "avanço significativo"  no combate à pornografia de menores de idade. Em entrevista ao Daily Mail, Cameron disse que se essas empresas "descumprirem seus compromissos", criará legislação para obrigá-las.

As organizações de proteção da infância alertaram, no entanto, que a maioria das imagens de abusos de crianças não é obtida por meio de buscas genéricas pela internet, mas em redes ocultas de pedófilos. Em resposta, os dois gigantes da informática concordaram em colaborar com a Agência Britânica Contra o Crime para identificar as redes que contêm esse tipo de imagens ilícitas.  Para ajudar a desmantelar as redes de pedófilos que se comunicam entre si e trocam material através de códigos encriptados, o Departamento Federal de Investigações americano (FBI, na sigla em inglês) também entrará em ação, em parceira com a Agência Britânica Contra o Crime.

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